Agronegócio

Paraná está preparado para liderar inovação na agricultura

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O Paraná está preparado para liderar, no Brasil, os projetos de inovação do setor agropecuário. A afirmação é da governadora Cida Borghetti, que participou nesta sexta-feira (14) do encerramento do programa Empreendedor Rural, no Expotrade Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O evento, promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), reuniu cerca de 5 mil produtores e trabalhadores rurais.

“A cadeia produtiva do Paraná é a mais próspera do Brasil e com o trabalho feito pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento nos últimos meses, vamos deixar o Estado pronto para assumir a agricultura digital no País”, disse Cida. “O Paraná será o primeiro estado em tecnologia e em inovação porque estamos deixando vários ambientes preparados para isso”, disse a governadora.

Durante o evento, que busca incentivar o empreendedorismo no campo e trouxe nesta edição o tema “Líderes Rurais e Agricultura Digital”, Cida Borghetti foi homenageada pela Faep pela sua contribuição com o agronegócio. Ela recebeu do presidente da entidade, Ágide Meneguette, uma placa com mensagem alusiva ao reconhecimento pelo trabalho realizado.

As iniciativas junto ao Ministério da Agricultura para tornar o Paraná área livre de febre aftosa sem vacinação, a modernização da legislação sobre o uso de agrotóxicos e a regulamentação dos procedimentos para regularização ambiental das propriedades rurais estão entre os motivos da homenagem. “São atitudes que representam um grande avanço para o futuro da produção agropecuária paranaense”, disse Meneguette.

INOVAÇÃO – O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, George Hiraiwa, explicou que a pasta desenvolveu hackathons em diversas cidades para buscar soluções tecnológicas para o setor agropecuário. Um exemplo foi o Agrobit, maior feira de agroinovação do País, realizada em novembro em Londrina, no Norte do Estado.

Toda a estrutura da Secretaria, incluindo o setor de extensão rural, está envolvida na inovação, com foco também no pequeno produtor. “Conseguimos deixar várias sementes de inovação em todas as regiões do Paraná. O Estado está pronto para assumir a liderança na digitalização da agricultura no País”, afirmou Hiraiwa. “Várias startups estão chegando para levar eficiência ao campo, com soluções tecnológicas que ajudam o agricultor a ter mais eficiência em seu negócio”, destacou.

Para o presidente da Faep, a inovação tecnológica é uma realidade no campo que precisa ser acompanhada pelos produtores rurais, e programas como o Empreendedor Rural incentivam esse caminho. “As máquinas e equipamentos estão cada vez mais sofisticados e exigem capacitação cada vez mais apurada dos agricultores”, disse.

LÍDERES RURAIS – O encerramento do programa Empreendedor Rural faz parte das atividades do Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais. O programa é uma parceria entre o Sistema Faep/Senar, o Sebrae-PR e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná (Fetaep). Promovido desde 2003, cerca de 23 mil produtores participaram das ações do programa.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os presidentes do BRDE, Orlando Pessuti; da Adapar, Inácio Kroetz; da Emater, Richard Golba; da Fetaep, Ademir Mueller; da Fecomércio, Darci Piana; e da Junta Comercial do Paraná, Ardisson Akel; o superintendente do Sebrae-PR, Vítor Tioqueta; o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; e o deputado estadual Pedro Lupion.

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Agronegócio

Paraná deverá produzir 37,3 milhões de toneladas de grãos

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Relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento mostra que a estimativa de produção da safra de grãos 2018/2019 deve ser de 37,3 milhões de toneladas, 5% maior do que no ano passado e também superior à estimativa anterior, de 37,1 milhões. Na safra anterior, a produção foi de 35,4 milhões.

Neste período, a colheita do milho da primeira safra e da soja está praticamente encerrada, e confirmaram-se prejuízos em algumas culturas em decorrência do clima, com redução de 15% da produção de soja em comparação com o ano passado, e perdas no feijão.

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, no entanto, há renovação do quadro, com ampliação das áreas de cultivo de verão/outono, crescimento de área no feijão de segunda e terceira safra e, de forma muito expressiva, do milho de segunda safra, que possibilita prever um ganho de quase 4 milhões de toneladas em relação ao ano passado. “Apesar dos prejuízos no ano passado na safrinha do milho, é importante que a gente esteja reestabelecendo o nível de produção”, disse.

A produção de milho na safra 2018/2019 deve superar 16 milhões de toneladas. A segunda safra, que está no campo, deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas nesse total. Essa produção é 42% maior do que a safra anterior. “As condições climáticas atualmente encontram-se favoráveis para o desenvolvimento da cultura do milho e tudo tende a garantir boa produtividade”, diz o chefe do Deral, Salatiel Turra.

SOJA – A colheita da soja já está concluída. O relatório do Deral confirma uma queda de 17% com relação à produção estimada no início da safra, de 19,6 milhões de toneladas. Agora, a estimativa é de 16,2 milhões. Essa redução deve-se principalmente ao excesso de calor e à falta de chuva no início do ciclo. Embora o clima tenha causado impacto em todo o Estado, atingiu principalmente as regiões Oeste, Noroeste e Norte.

Quanto ao volume de produção, a cultura da soja registrou redução de 15% – de 19,2 milhões de toneladas na safra 2017/2018 para 16,2 milhões de toneladas na safra atual. A comercialização está em 44%, também inferior ao mesmo período do ano passado, quando atingiu 50%. Apesar da redução no Paraná, de maneira geral esta safra não foi significativamente afetada no Brasil, em razão dos bons resultados em outras regiões.

Nos preços, houve queda de aproximadamente 13% – o valor atual da saca de 60 kg, comercializada a R$ 66,85, cobre os custos de produção. Em 2018, o valor da saca era de R$ 76,00. Para o economista do Deral, Marcelo Garrido, o impasse comercial entre a China e os Estados Unidos, que já dura cerca de um ano, é um dos fatores de influência nos preços. “A demanda neste ano está menor, principalmente com a redução da compra da soja dos EUA pelo maior importador do mundo, a China. Isso favoreceu o Brasil”, diz. Além disso, a ocorrência da peste suína na China, que exigiu o abate de animais, diminuiu a compra de soja para produção de ração.

Com 44% da safra da soja comercializada, o cenário depende das variações do dólar, influenciadas diretamente pela política nacional; e da confirmação da safra americana, em maio. Uma possível alta do dólar pode gerar bons resultados para os exportadores, mas seu impacto no mercado interno ainda é incerto.

MILHO – O relatório do Deral mostra que a colheita da primeira safra de milho está praticamente concluída, e a segunda safra está totalmente plantada. A produção na safra 2018/2019 deve ser de 16,1 milhões de toneladas. Nesse total, a segunda safra deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas. Isso representa uma recuperação no volume de produção após a quebra na safra 2017/2018, em decorrência dos fatores climáticos. Agora, a estimativa é 40% maior. A segunda safra de milho avança 6% em termos de área, atingindo 2,2 milhões de hectares, com o início da colheita em maio e atingindo seu ápice a partir de junho.

Os preços no mercado doméstico estão próximos de R$ 30,00, valor suficiente para remunerar o produtor e próximo aos preços praticados na safra anterior. No mercado internacional, os preços reduziram cerca de 10%, se comparados a abril de 2018.

O cenário brasileiro para a produção de milho é estável, com uma estimativa de produção superior a 90 milhões de toneladas. “Isso vai equilibrar a oferta e demanda do mercado como um todo, principalmente as cadeias de transformação e proteína, essencialmente suínos e aves. A tendência para as próximas semanas é de estabilidade no cenário”, explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio. O milho de primeira safra está 51% comercializado.

TRIGO – O plantio do trigo começou na semana passada, e atingiu 4% nesta semana. O índice é positivo em relação ao ano passado, mas está abaixo da média, principalmente por influência do clima. Também foi registrada redução de área de 7% na comparação com a safra anterior. O recuo explica-se pelos preços, que ainda não animaram o produtor, mesmo estando acima dos custos de produção. “Outro fator de peso na decisão dos produtores é a dificuldade em conseguir sementes. Muitos terão que optar pela compra de sementes às quais não estão habituados, gerando mais um elemento de risco em uma safra com vários riscos inerentes à cultura, como o clima”, diz o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho.

O plantio pode ser estendido até junho, deixando a cultura exposta às variações climáticas. Inicialmente, no entanto, a estimativa permanece em 3,3 milhões de toneladas. A comercialização atingiu 3%. “Esse índice é positivo, demonstra a agilidade dos moinhos em acertar alguns contratos antes do próprio plantio, para garantir seu abastecimento posteriormente”, acrescenta Godinho. O preço da saca de 60 kg está em R$ 46,50, superior ao mesmo período do ano passado, quando era de R$ 38,00.

FEIJÃO SEGUNDA SAFRA – Com aumento de 8% na área plantada, o feijão de segunda safra passou de 213 mil hectares para aproximadamente 230 mil hectares. Estima-se um aumento de 55% na produção, que foi de 278 mil toneladas na safra 17/18 e deve atingir 429,4 mil toneladas na safra atual.

Depois dos problemas climáticos na primeira safra, que afetaram a qualidade do grão, agora a safra do feijão tem um bom andamento e condições climáticas favoráveis para a produtividade. Entre os principais produtores estão os núcleos de Ponta Grossa (31%), Pato Branco (21%), Guarapuava (13%) e Francisco Beltrão (12%). A colheita da segunda safra está em 7%, e 25% das lavouras a campo estão em fase de maturação.

Na última semana, a saca de 60 kg de feijão-preto era comercializada a R$ 129,00 e o feijão cores a R$ 246,00. “Por enquanto os preços estão satisfatórios e a expectativa é de que permaneçam estáveis”, diz o economista do Deral, Methodio Groxko. Em abril do ano passado, a saca de R$ 60 kg do feijão-preto era comercializada a R$ 103,94, e o feijão cores a R$ 90,22.

MANDIOCA – A produção de mandioca teve redução de 1%, atingindo 3,4 milhões de toneladas nesta safra. Embora a safra esteja em condições favoráveis e com boa produtividade, foi registrada queda no preço, segundo Groxko. De R$ 533,00 a tonelada em 2018, o valor caiu para aproximadamente R$ 300,00 em abril deste ano, próximo do custo de produção.

Essa queda nos preços vem sendo registrada ao longo dos últimos anos. Em 2018, por exemplo, essa cultura fechou o ano a R$ 478,00, e o valor era de R$ 552,00 em 2017. Neste período, as indústrias estão com grandes estoques de fécula. As boas condições da safra do Nordeste do país reduziram a demanda pelo produto paranaense.

Foto: Jonas Oliveira/Arquivo ANPr

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Agronegócio

Soja, milho e frango impulsionam renda do produtor paranaense

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O faturamento do setor agropecuário paranaense, medido pelo Valor Bruto da Produção (VBP), deve crescer cerca de 3% em 2015, chegando a próximo de R$ 73 bilhões. A projeção foi feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado Agricultura e do Abastecimento. A safra recorde de soja e o bom momento do milho e da avicultura devem impulsionar a renda do produtor nesse ano.

O VBP mede o rendimento bruto do produtor rural da porteira da fazenda para dentro. Se confirmado, o resultado vai superar o crescimento registrado em 2014, quando a agropecuária do Estado teve avanço de 2% e somou um VBP de R$ 70,6 bilhões.

A maior contribuição virá da soja, responsável por 21% do total faturado pelo setor agropecuário no Paraná e que na safra 2014/2015 bateu recorde. A previsão é que o VBP da soja cresça 8% sobre os R$ 15 bilhões registrados em 2014.

No milho safrinha, o VBP deve aumentar 6%, chegando a R$ 3,57 bilhões, e no frango de corte é esperado um avanço de 1% sobre os R$ 10,2 bilhões registrados no ano passado.

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PREÇOS E INVERNO – A projeção para 2015 é preliminar e ainda depende do comportamento dos preços e da safra de inverno, que ainda está suscetível ao clima. Mas tudo aponta, pelo menos até agora, para um bom desempenho ao longo do ano, de acordo com Marcelo da Silva Gomes, economista do Deral.

Com o bom desenvolvimento da safra, o Deral revisou para cima, na semana passada, a estimativa de produção, que deve chegar ao recorde de 38,05 milhões de toneladas de grãos, somando as safras de verão e inverno. Isso representa 6% a mais do que a safra anterior.

Para a segunda safra de milho é esperado um crescimento de produção de 4% – 10,78 milhões de toneladas. “As geadas que tivemos até agora foram fracas, então não há previsão, no momento, de problemas para a safra de inverno”, afirma Gomes.

O trigo, cujo plantio foi 88% concluído, a previsão é de um crescimento de 3% na produção, para 3,96 milhões de toneladas. A produtividade deve aumentar 9%, para 2.991 quilos por hectare.

BOX I

PRODUÇÃO RECORDE E CÂMBIO FAVORECEM A SOJA

Boa parte dos resultados se deve à soja. Nesse ano, os produtores colheram o volume recorde de 16,9 milhões de toneladas de soja, o que representou um avanço de 16% sobre a anterior.

Apesar dos preços mais baixos das commodities agrícolas em relação ao ano passado, o real desvalorizado na comparação com o dólar vem favorecendo o faturamento dos produtores. “A queda de quase 20% nos preços internacionais em relação ao ano passado está sendo compensada pelo dólar, que na casa dos R$ 3,10 ajudou a melhorar a condição do agricultor”, diz o economista Pedro Loyola, coordenador do departamento técnico e econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep).

Além disso, de acordo com o Deral, 33% da soja colhida no Estado ainda não foi comercializada e há expectativa de leve melhora de preços do grão no mercado internacional, com a piora nas previsões da safra norte-americana, afetada pelas chuvas.

Com a possibilidade de uma safra americana menor, os preços internacionais reagiram nos últimos dias. “O mercado ainda está bastante volátil, mas existe a possibilidade de recuperação do preço. Capitalizado, o produtor paranaense está comercializando mais lentamente a safra desse ano”, acrescenta Loyola.
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BOX II

AVICULTURA DEVE TER 4% DE AUMENTO NA PRODUÇÃO

Segundo setor de maior peso no VBP do Estado, com 14% de participação, a avicultura segue com bom desempenho. Maior produtor e exportador de frango do País, o Paraná deve registrar uma alta de 4% na produção em 2015, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar ).

De janeiro a maio, o Paraná exportou 551,6 mil toneladas de frango, 10% mais do que no mesmo período do ano passado. Os frigoríficos do Estado respondem por 30% das exportações do País.

Apesar do bom resultado, a preocupação, no entanto, está no aumento dos custos, principalmente de energia, de acordo com Pedro Loyola, da Faep. “Isso afeta a rentabilidade do setor, apesar dos preços estarem remuneradores”, afirma ele.

(Foto: Colheita de milho/Clverson Beje/FAEP)

(Fotos: Avicultura de corte/colheita de soja/Jonas Oliveira/ANPr)

Fonte: ANPr

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Agronegócio

Safra de 2015 deve ser 2,5% maior que a produção deste ano

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A safra de 2015 deve ser 2,5% maior do que a produção agrícola esperada para 2014. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (11) o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola + Safra 2015. A previsão é que o próximo ano tenha uma produção de 198,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Entre as principais lavouras da próxima safra de verão, a expectativa é que haja crescimento da soja (9%), do arroz em casca (1,4%) e milho 1ª safra (0,3%). Também é esperado crescimento nas primeiras safras de feijão (11%) e de amendoim em casca (10,7%). Dessas primeiras lavouras, apenas o algodão herbáceo deverá ter queda na produção (-8%).

O aumento de 2,5% esperado para 2015 deve-se, segundo o IBGE, aos aumentos de 1,5% na área plantada de soja e de 7,2% no rendimento médio esperado para a safra do grão, totalizando 7,7 milhões de toneladas a mais que na safra de 2014.

Já a safra deste ano deve fechar com aumento de 2,8% em relação à produção de 2013, de acordo com o levantamento de outubro do IBGE. A expectativa é a mesma feita no levantamento anterior, de setembro. É esperado que o ano feche com uma produção de 193,5 milhões de toneladas.

Os principais ganhos da safra de 2014 vieram das lavouras de soja (5,6%), arroz (3,4%) e milho (2,7%). Dezesseis dos 26 principais produtos analisados pelo IBGE devem fechar o ano com alta. (Foto-Valter Campanato/Agência Brasil)

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