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Produção industrial do Paraná tem melhor primeiro semestre em nove anos

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A produção industrial paranaense cresceu 7,8% no primeiro semestre de 2019, melhor resultado dos primeiros seis meses nos últimos nove anos, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é bem superior ao mesmo período de 2018, quando houve crescimento de apenas 0,2% no setor, e aponta para uma retomada depois das retrações registradas entre 2014 e 2016.

É o segundo melhor índice do País, atrás apenas do Rio Grande do Sul (8%), e bem superior ao nacional, que apontou retração de -1,6%.

O crescimento do Paraná no semestre foi puxado principalmente pelo bom desempenho do setor automotivo (23,8%), de máquinas e equipamentos (22,2%), alimentos (10,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,6%). Os números da indústria automobilística paranaense cresceram quase sete vezes mais do que o resultado nacional, de 3,5%.

A retomada na produção industrial foi registrada paulatinamente ao longo de todos os meses do ano no comparativo com os mesmos meses de 2018, mesmo diante de uma pequena retração de -3,3% em junho em relação ao mesmo período do ano passado. Janeiro (9,9%), fevereiro (11,8%) e maio (27,9%) registraram os maiores crescimentos.

Em maio, por exemplo, o Paraná registrou variação de 27,9% em relação ao mesmo mês de 2018, melhor registro de janeiro a julho em relação a qualquer mês do ano passado em todas as unidades pesquisadas (Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás). Isso aponta para retomada acelerada depois da greve dos caminhoneiros, que impactou os resultados de 2018. Em maio de 2019 o Paraná atingiu índice fixo (indicador do IBGE) que não alcançava desde junho de 2010.

Nos últimos doze meses (encerrados em junho) o aumento na produção industrial do Paraná foi de 5,1%. É o segundo melhor desempenho do país também neste indicador, logo atrás do Rio Grande do Sul (9,4%), e muito distante do Brasil (retração de -0,8%).

NACIONAIS – O desempenho paranaense contrasta com os índices nacionais. O setor industrial brasileiro apresentou retração de -1,6% no primeiro semestre deste ano e acumula três trimestres seguidos de queda na série histórica. Segundo o IBGE, o nível de produção da indústria em junho retrocedeu para o patamar de 2009.

INDÚSTRIA DINÂMICA – Julio Suzuki Júnior, pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), afirma que os números refletem o dinamismo do setor industrial do Estado. “O crescimento da indústria paranaense espelha a diversificação da estrutura manufatureira local, que permite atender mercados diversos, tanto no âmbito doméstico quanto em nível internacional”, ponderou.

O pesquisador também aponta que os resultados alcançados são fruto da confiança do industrial no Estado e na retomada da economia brasileira, além do desempenho de segmentos representativos como o de automóveis. “A elevação do nível de emprego, observada nos últimos meses, está atrelada ao aumento de investimentos como um todo no setor”, complementou.

Thiago Ramos, economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), aponta que as reformas promovidas pelo Governo Federal podem gerar resultados ainda mais positivos no setor nesse segundo semestre. “Há grande expectativa entre os industriais. A consolidação das reformas previdenciária e tributária vai gerar resultados ainda mais positivos, contribuindo com o desempenho do setor nos níveis regional e nacional”, pontuou.

MAIS EMPREGOS – O Paraná também mantém em 2019 a tendência de crescimento na criação de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No acumulado de 2019, o Estado abriu 40.537 vagas, sendo a quarta unidade da federação que mais empregou. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais no Brasil, variação de 1,2% sobre o estoque do mesmo período do ano passado.

CARTEIRA ASSINADA – O Paraná foi o Estado que registrou o maior crescimento na variação de empregados com carteira assinada no setor privado no segundo trimestre de 2019. Houve evolução tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2019 quanto com o segundo trimestre de 2018. Os aumentos foram de 3,4% e 4,2%, respectivamente.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, mostram o Paraná como terceiro Estado com maior percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, com 81,4% no segundo trimestre de 2019, atrás apenas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

ECONOMIA AQUECIDA – Segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBC-Br), o Paraná aponta crescimento de 2,65% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano em comparação a igual período de 2018 (sem ajuste sazonal). O IBC-Br acumulou alta de 0,62% no primeiro semestre do ano no País. Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

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Simples Nacional prorroga recolhimento de tributos

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Para ajudar no enfrentamento dos problemas trazidos pela pandemia do coronavírus, o Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou por 90 dias o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e do Imposto sobre Serviços (ISS), municipal.

O Governo do Paraná já havia adiado pelo mesmo período o ICMS apurado em paralelo do Simples Nacional, ou por fora, como é conhecido; ou seja, o imposto incidente sobre a Substituição Tributária, Diferencial de Alíquotas e Antecipação, que são declarados e apurados pelos optantes do Simples Nacional na Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquotas e Antecipação (DeSTDA).

A medida do Comitê Gestor do Simples Nacional (Resolução CGSN nº 154, de 6 de abril de 2020) se refere à apuração dos meses de março, abril e maio deste ano. A mesma resolução ratifica a prorrogação por seis meses de todos os tributos devidos pelo Microempreendedor Individual (MEI).

O gerente do Simples Nacional na Receita Estadual, Yukiharu Hamada, lembra, no entanto, que os contribuintes enquadrados no Sublimite Estadual do ICMS terão a prorrogação apenas dos tributos da União. Devem, portanto, cumprir as obrigações principal e acessórias nos termos previstos para o Regime Normal de Apuração do ICMS.

Hamada alerta, ainda, que nenhuma das prorrogações citadas se aplica a parcelamentos feitos anteriormente por empresas que optaram pelo Simples Nacional.

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Assepsia nas estações-tubo de Curitiba

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O trabalho de assepsia nos pontos de ônibus e estações-tubo de Curitiba continua. Em dois dias, foram higienizados, com peróxido de hidrogênio, 73 estações-tubo do eixo Leste/Oeste, 30 estações do Eixo Circular Sul e 58 pontos de ônibus no Cajuru e no Capão da Imbuia.

O objetivo da Urbanização de Curitiba (Urbs) desinfectar 2.640 pontos de ônibus com cobertura metálica e 271 estações-tubo. O serviço nos pontos de ônibus e estações-tubos começou na terça-feira (31/3). Além disso, no último fim de semana foi feita a limpeza dos 22 terminais e as estações-tubo anexas e a Rodoferroviária.

O reforço na higienização é para evitar a propagação do novo coronavírus em locais de grande circulação, como espaços ligados ao transporte público da capital.

Como é feita

Os profissionais de limpeza usam pulverizadores costais com hipoclorito de sódio e peróxido de hidrogênio para lavar pontos de contato, cobertura e apoios e, com isso, ajudar a reduzir a velocidade de circulação de agentes infecciosos.

Nos pontos, a limpeza está sendo realizada de dia e a aplicação dura cerca de 15 minutos. Os passageiros podem utilizar o espaço normalmente após a desinfecção.

Nas estações-tubo, o trabalho é feito de madrugada, para evitar interromper o funcionamento durante o dia. Como as estações são maiores e reúnem mais passageiros, o trabalho precisa ser conduzido no período em que não há movimento.

Parceria voluntária

O peróxido de hidrogênio, doado pela Peróxidos do Brasil, é conhecido pelo poder desinfetante e de desinfecção. A aplicação do produto nos pontos de ônibus é feita pela Climax 8 Prestação de Serviços. Nos tubos, o serviço é da Abaiti Limpeza Industrial. Ambas as empresas são voluntárias no projeto.

A higienização faz parte de uma ampla ação de assepsia lançada pela Prefeitura de Curitiba para conter o avanço do novo coronavírus. Além dos terminais e dos pontos de ônibus, já foi feito o reforço de limpeza com peróxido nos acessos a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais públicos de Curitiba. Os primeiros pontos atendidos foram a UPA Pinheirinho, a UPA Sítio Cercado, o Hospital Municipal do Idoso e o Hospital do Trabalhador.

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Governo anuncia crédito de R$ 40 bi para pequenas e médias empresas quitarem folha de pagamento

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O governo anunciou hoje (27) uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o presidente, além da preocupação com a disseminação do coronavírus e os efeitos da doença, é preciso garantir empregos para a população. “Devemos diminuir a altura dessas duas ondas [da infecção e do desemprego]”, disse.

A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

Segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, a medida será operacionalizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com os bancos privados. O limite de financiamento é de dois salários mínimos. Ou seja, se o trabalhador ganha mais de dois salários mínimos, a empresa terá que complementar o salário.

Ao contratar o crédito, a empresa assume o compromisso de que não demitir o funcionário nesse período de dois meses. “A empresa fecha o contrato, e o dinheiro vai direto para o funcionário. A empresa fica só com a dívida”, disse Campos Neto, explicando que os recursos não passarão pela conta da empresa.

A taxa de juros será de 3,75% ao ano (atual taxa Selic). Do total a ser liberado por mês (R$ 20 bilhões), R$ 17 bilhões serão recursos do Tesouro Nacional e R$ 3 bilhões dos bancos privados. Serão seis meses de carência e 36 meses para o pagamento.

“O Tesouro disponibiliza os recursos, aplica os subsídios e fica com as perdas e ganhos das operações”, afirmou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Segundo Campos Neto, a linha estará disponível em uma ou duas semanas. “Quarenta e cinco por cento do custo de uma pequena e média empresa é folha de pagamento, normalmente em torno 20% ao ano. Temos que atravessar esse período garantindo emprego para os trabalhadores”, afirmou. Ele acrescentou que o custo de demissão para as empresas é equivalente a 3 ou 4 meses de salário.

Caixa

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também ressaltou que o banco já emprestou R$ 20 bilhões aos clientes para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus. No total, a instituição já injetou R$ 111 bilhões em recursos.

“Vamos continuar reduzindo juros, aumentando prazos para pagamento e dando liquidez para a economia”, disse Guimarães sobre as medidas anunciadas ontem (26) pelo banco.

De acordo com Guimarães, a Caixa também vai operacionalizar o pagamento do auxílio emergencial de três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Entretanto, Guimarães destacou que, antes se  iniciar o pagamento, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Um decreto presidencial também será editado para regulamentar a operação.

Compra de carteira de crédito

Roberto Campos Neto informou ainda que está em estudo uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que o Banco Central possa comprar carteira de crédito diretamente das instituições financeiras. “O máximo que o Banco Central pode fazer [atualmente] é injetar liquidez [no mercado]. Nem sempre a liquidez chega na ponta final. Precisa de uma PEC para que o Banco Central tenha poder para comprar crédito”, disse.

O presidente do BC informou ainda que na próxima semana a instituição deve lançar medida de concessão de empréstimos a bancos com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito.

Para começar a valer, será necessária a edição de medida provisória, com abertura de crédito extraordinário de R$ 34 bilhões por dois meses (R$ 17 bilhões por mês) e a criação de um fundo com aporte do Tesouro, operacionalizado pelo BNDES, fiscalizado e supervisionado pelo Banco Central.

Setor de saúde

Gustavo Montezano informou que na próxima semana será disponibilizada uma linha emergencial para empresas de saúde no valor de até R$ 2 bilhões de reais. “Já temos cerca 30 empresas mapeadas para absorver esse produto”, disse o presidente do BNDES. (Fonte: Agência Brasil/Foto: Roberto Corrêa PR)

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