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Público lota Guairão para concerto de abertura da Oficina de Música

Público lota Guairão para concerto de abertura da Oficina de Música

A 36ª edição da Oficina de Música, promovida pela Prefeitura por meio da Fundação Cultural de Curitiba, começou nesta quarta-feira (16/1) no Teatro Guaíra quase lotado. A Camerata Antiqua de Curitiba, a Orquestra de Câmara da Cidade e a Orquestra à Base de Corda, na companhia dos solistas Hamilton de Holanda (bandolim) e Jean-Louis Steuerman (piano), deram a cerca de 1.500 pessoas da plateia um aperitivo do que vem por aí, até o dia 27 de janeiro: o encontro entre a música popular e erudita.

“A cada verão, a Oficina é uma ocasião da valorização da música, formação dos profissionais e de nossos estudantes curitibanos e curitibinhas, além da formação de plateia. É também uma oportunidade para estimular a economia criativa, gerando emprego e renda e movimentando a rede hoteleira e a gastronomia”, disse o prefeito Rafael Greca, lembrando do caráter abrangente da Oficina, que terá mais de 60 concertos entre os 250 eventos multiculturais em diversos espaços da cidade.

O pianista Jean-Louis Steuerman regeu a Orquestra de Câmara na execução do Concerto nº 14 para Piano e Orquestra em Mi Bemol Maior, de Mozart. Em um segundo ato, apresentou uma peça solo, demonstrando a um público – que o aplaudiu de pé – sua reconhecida interpretação imaginativa e entusiasmada.

“Participo da Oficina desde a primeira edição. E acho que tudo que vem da música conduz à paz”, disse a professora aposentada Aline Moreira. “Pode colocar minha idade aí: tenho 84 anos de alegria.” Aline prefere os concertos de música antiga e erudita e achou a execução de Mozart “magnífica”.

Waltel Branco

Na sequência, o telão do Guaíra exibiu uma foto do violinista, maestro, compositor e arranjador paranaense Waltel Branco, falecido em novembro do ano passado. Era a deixa para que a Orquestra à Base de Corda, com arranjos complacentes e respeitosos de Abel Rocha, apresentasse Estrela, música de Waltel em homenagem à cantora e compositora Estrela Leminski, filha dos poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz. “Com seu violão orquestrado e sua exploração musical, Waltel simboliza a Oficina”, disse João Egashira, violinista e diretor artístico da área de Música Popular Brasileira.

Vencedor do Grammy Latino em 2016 na categoria Melhor Álbum Instrumental, o bandolinista Hamilton de Holanda subiu ao palco para, ainda na companhia da Orquestra à Base de Corda, executar a Suíte Retratos, de Radamés Gnattali – um dos responsáveis pela ponte entre a música popular e a de concerto. A obra foi composta em 1956 para Jacob do Bandolim (1918-1969), e Waltel Branco participou da gravação histórica, ao violão.

Momentos depois, Hamilton de Holanda demonstrou de forma natural porque é um dos melhores instrumentistas do mundo. Na execução solo de Canto de Ossanha, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, passeou pelo choro e pelo jazz contemporâneo, explorando o instrumento em todas as suas possibilidades e fazendo dele ora uma espécie de guitarra em miniatura, ora uma percussão intuitiva. O público o aplaudiu de pé por vários minutos.

Hino

A Camerata Antiqua de Curitiba encerrou o concerto de abertura da 36ª Oficina de Música com a apresentação de Founding Hospital Anthem, hino de Georg Firedrich Händel composto em 1749 para um concerto beneficente. A última e mais reconhecida parte, Aleluia, emocionou os presentes, e também a estudante de música Mirian Alves, que veio de Cuiabá (MT) para participar do curso de regência de coro. “Dimensão e qualidade foi o que ouvimos e vimos hoje. Foi um belo cartão de visitas, o que só aumenta a expectativa para os dias que virão”, disse Mirian, estreante na Oficina de Música de Curitiba. (Foto: Daniel Castellano / SMCS)

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