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A Participação do Jovem na Política Brasileira

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Artigo – Hoje é um consenso entre a população brasileira de que devemos promover a ampla renovação política. O motivo pela desmotivação dos cidadãos é a de que convivemos com velhos costumes e métodos, alguns deles datados dos tempos iniciais da colonização. Estamos todos de acordo: mudar é preciso. Ocorre que nenhuma transformação, para obter níveis razoáveis de institucionalização, pode ser realizada da noite para o dia. A mudança política demanda tempo e reflexão. Portanto, para que o processo político brasileiro comece a receber oxigênio, é necessário que plantemos as sementes. E as sementes estão nos jovens. Precisamos olhar com mais atenção para o papel do jovem na sociedade. Para termos idéia de sua importância, basta atentarmos para o fato de que, segundo o IBGE, nas eleições de outubro de 2012 os brasileiros entre 16 e 24 anos formavam um contingente de mais de cinco milhões eleitores.

Infelizmente, a participação do jovem na política do país, está longe de ser alcançada. E as razões são inúmeras: escândalos, descalabros administrativos, máquinas burocráticas emperradas, corrupção, partidos sem identificação popular constituem, entre outros, fatores que afastam os jovens do processo político. Na ausência de projeto ético e de uma sinalização comprometida com mudanças, os jovens acabam destinando sua atenção para outras prioridades. É triste verificar que milhares de jovens, levados pela atração dos bens materiais e do consumismo, passaram a ver a política como algo desimportante. Afinal, a política é a arena central da construção do futuro coletivo.

Esta situação é preocupante, pois os jovens precisam ser motivados.  Nem todos os políticos são corruptos, temos histórias de muitas pessoas envolvidas na política com histórias de decência, com valores e princípios éticos. A conscientização política precisa vir também do Colégio, dos Professores, dos pais. Hoje, o país respira política por todos os lados. Não existe melhor momento que este para que os jovens possam participar fazer a sua análise e tomar as suas decisões. É fundamental que semeemos o conceito de brasilidade junto ao segmento jovem. A Escola não pode ser apenas espaço de transmissão de informação. Há de ser, acima de tudo, nicho de formação e desenvolvimento de caráter.

Por Helton Colere- Licenciado em Geografia/Especialista em Geopolítica e Relações Internacionais- UTP  e Relações Étnico Raciais – UFPR.

 

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