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Paciente com suspeita de ebola é transferido ao CR no Rio de Janeiro

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CASCAVEL – O paciente classificado como suspeito de infecção por ebola, que estava em isolamento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Brasília, em Cascavel, foi transferido ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ), local que é referência nacional para tratamento de casos de ebola. O paciente foi transportado com o apoio da equipe do Consamu até o aeroporto de Cascavel, onde todos embarcaram em avião da Força Aérea Brasileira até o RJ. O voo decolou às 5 horas desta sexta-feira (10).

A UPA Brasília ainda está fechada, mantendo em isolamento os pacientes internados e equipe médica que estava de plantão na hora em que foi registrada a suspeita. Uma equipe do Ministério da Saúde, que chegou de madrugada à Cascavel, avalia agora o caso e vai monitorar os contatos do paciente, para então tomar as medidas necessárias quanto à orientação e controle. Enquanto isso, o atendimento à população está concentrado na UPA Veneza (localizada na Rua Café Filho, nº 1.460, esquina com Avenida Comil, Bairro Jardim Veneza).

Sobre o paciente
O paciente classificado como suspeito de infecção por ebola é um homem (Bah Souleymane), de 47 anos, vindo da Guiné (escala em Marrocos), que chegou ao Brasil, no dia 19 de setembro. Ele relatou que na quarta-feira (8) e na quinta-feira de manhã (9) teve febre. Até o início da noite de quinta-feira (9), estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Mesmo estando em bom estado geral foi mantido em isolamento total.

Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade. Guiné é um dos três países que concentram o surto da doença na África.

Sobre o ebola
O ebola só é transmitido através do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus somente é transmitido quando surgem os sintomas.

A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Mais informações
Mais informações sobre o caso serão divulgadas em coletiva de imprensa, que será realizada nesta sexta-feira (10), às 9h30, pela equipe da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, na 10ª Regional de Saúde. Às 10 horas, também será concedida entrevista coletiva, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que coordena a ação nacional, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, no Ministério da Saúde.

(Foto: Vanderlei Faria/Fonte: PMC)

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