QUATRO BARRAS – Os pesquisadores independentes Gerson de Melo Runpfe e Kelvin Byron estiveram em Quatro Barras há cerca de um mês, a convite do Departamento de Turismo, para apresentar um anteprojeto de pesquisa de eventos extraordinários relatados por moradores da região, relacionados principalmente à avistamentos de objetos voadores não identificados. Após ser veiculada na Rede Globo como um ponto expressivo de avistamentos, Quatro Barras chamou a atenção dos pesquisadores.
“A área em torno do Morro do Anhangava é bastante citada em relatos que já tivemos acesso. Agora gostaríamos de iniciar um trabalho de campo, catalogando informações com descrições minuciosas das próprias pessoas envolvidas, através de entrevistas”, contou Runpfe.
Os pesquisadores fazem parte do Grupo de Exploração de Eventos Extraordinários (E3) e afirmam que Quatro Barras é considerada uma região “hotspot” de avistamentos, ou seja, “ponto quente”, onde existem vários relatos de avistamentos dos mais variados tipos.
Os estudiosos pesquisam o tema há mais de 30 anos e já estão elaborando um questionário para as entrevistas, que abordam desde o local onde estes avistamentos ocorreram, como as condições climáticas, tamanhos, cores e as circunstâncias em que foram vistos.
A ligação da pesquisa com o setor de Turismo está na possível adesão de visitantes ao município ligados à ufologia, que são atraídos pelo tema e que, diante da pesquisa, terão um motivo a mais para conhecer a região.
Entendendo melhor
O que é ufologia? Os pesquisadores explicam que a ufologia investiga o fenômeno OVNI – qualquer objeto visto do céu que não possa ser identificado ao primeiro olhar. A hipótese extraterrestre é apenas uma das possibilidades a serem investigadas.
Ainda de acordo com eles, a ufologia não é considerada uma ciência oficialmente, já que os cientistas a avaliam como pura especulação em razão da falta de provas irrefutáveis de sua existência. “A falta de provas da existência não prova a sua inexistência. Os óvnis realmente existem, podendo ser um avião passando pelo céu, um meteoro, um satélite artificial, uma estrela com um brilho maior e até pássaros”, afirmaram Byron e Runpfe.
Um óvni, portanto, poderia ser qualquer coisa que atrai a atenção, mas que não pode ser identificada com precisão devido a várias condições como distância, neblina, luz do sol, escuridão, entre outras.
“Os pilotos comerciais e militares, com bastante frequência, avistam e relatam suas experiências com óvnis. A função que se espera dos ufólogos é justamente tentar encontrar uma explicação para tais fenômenos”, explicaram. Segundo os pesquisadores, na maioria dos casos é possível encontrar uma explicação razoável para os avistamentos. Aqueles que não possuem explicação são chamados e tratados de “fenômeno óvni”.
Em tempo: Interessados em participar da pesquisa podem agendar uma entrevista com os pesquisadores. Basta entrar em contato com o Departamento de Turismo, pelo telefone (41) 3671-8850.