O Jornal Face da Notícia traz uma entrevista exclusiva com o empresário, Marco Aurélio Burkner (Marquinho), (PMDB), pré-candidato a prefeito de Quatro Barras.
– O senhor é pré-candidato a prefeito de Quatro Barras, por quê?
Marquinho – Na verdade, eu sempre estive envolvido na política e há alguns anos atrás deixei de participar mais ativamente dela. Fui vereador no município de Quatro Barras em 1988, na época com apenas 20 anos de idade. Tive participação muito ativa na elaboração da Lei Orgânica do Município, que é nossa “Constituição Municipal”, sendo um dos vereadores Constituintes. Nunca mais me candidatei a nenhum cargo desde aquela época por ter ficado um pouco decepcionado com o “sistema”, mas mesmo assim, sempre participei de todas as eleições desde lá, ora sendo observador e crítico das gestões, ora sendo partícipe. Em 2002 fui convidado pelo então prefeito Roberto Adamoski a compor o seu governo, sendo Secretário de Administração, ficando à frente da pasta por quase dois anos. Lá adquiri experiência no Poder Executivo.
Assim sendo e respondendo a pergunta inicial, tenho experiência no Poder Executivo e Legislativo, sou formado em administração de Empresas e Mestrado em Gestão Moderna de Negócios e acho que a somatória disso tudo me gabarita para ser escolhido como Prefeito da cidade de Quatro Barras.
– Qual a sua visão do município de Quatro Barras atualmente. Há muito que fazer?
Marquinho – Quatro Barras viveu alguns ciclos políticos eu diria assim. Sem fazer julgamento de cada um desses ciclos, ela se destaca em toda a Região Metropolitana como sendo uma das melhores cidades em questão de qualidade de vida de sua população. Se há muito o que fazer a resposta é que sim, hoje e sempre, pois todos aqueles que são providos de espirito empreendedor, nunca estão plenamente contentes com aquilo que fazem, sempre buscam fazer mais e melhor. A obra para um empreendedor nunca estará acabada. Quanto a visão que tenho, é de que a atual gestão esqueceu-se de pontos importantes que poderiam ter feito toda a diferença e outros, talvez não percebeu a deficiência ou simplesmente não tinha vocação e é justamente nesses pontos, que devo fortalecer minhas propostas de gestão e meu plano de governo.
– E quais seriam esses pontos?
Marquinho – O primeiro deles seria a eficácia da máquina pública. Acredito que qualquer gestor, em qualquer empresa, deve fazer o máximo possível com o menor recurso disponível. Isso é o que destaca os grandes administradores dos demais. São esses administradores que me inspiram. Se você lotar a prefeitura de pessoas, terá que pagar pouco a muita gente. Eu enxergo o contrário, que o gestor deve ter menos pessoas e remunerar melhor. Nesse sentido, valorizar o funcionário público concursado seria uma das prioridades, reduzindo drasticamente o número de funcionários não concursados. Treinar e valorizar o funcionário público e remunera-lo bem de acordo com o mérito, dedicação e serviço prestado ao cidadão, que no jargão dos administradores chamamos de meritocracia seria uma marca no meu governo. A segunda frente seria a transparência. Aprendi desde cedo com meus pais o ditado popular “quem não deve, não teme” e dessa forma os atos do Executivo devem ser amplamente divulgados e submetido à apreciação da população. Não estou falando de apenas cumprir a Lei, estou falando em divulgar de verdade, submeter todos os processos que transitam na prefeitura a uma plena divulgação. Hoje é muito fácil isso com o advento da digitalização e internet. Quando fui secretário de administração eu implementei a sistematização de processos na prefeitura, através do protocolo. Todos os processos passam pelo protocolo, são numerados e seguem adiante, podendo ser rastreado. No meu governo, eles serão digitalizados e colocados à disposição no portal de transparência, em toda sua integralidade. Isso inibiria a corrupção seja ela passiva ou ativa. Em todos os mandatos, vejo os vereadores solicitando pedidos de informação dos mais variados processos. Ora, se todos os processos se tornarem públicos em toda sua integralidade, não só os vereadores como toda a população teria acesso ao que acontece dentro da administração. Diria que nossa cidade receberia um choque de transparência, seria algo que nunca aconteceu.
– Como o senhor vê a saúde e a educação hoje no município de Quatro Barras?
Marquinho – Permita-me separar essa resposta, falando inicialmente sobre a saúde e depois sobre a educação, lembrando que as duas secretarias são as que mais recebem dinheiro no orçamento para custeio e investimentos.
Mais uma vez eu chamo a atenção para a valorização do nosso profissional de saúde concursado. A esses, darei todo os meus ouvidos para juntos, formatar um planejamento que esteja a altura do quatrobarrense. Certamente eles têm muito a contribuir para a melhoria do sistema, entretanto, se estiverem com o moral baixo, dificilmente colaborarão. Se forem reconhecidos, teremos a melhor saúde pública do país, por que recursos não faltam, o que falta, são ideias inovadoras e valorização dos profissionais da área de Saúde. O que esses profissionais podem ter certeza, é que não haverá interferência política nessa área, pois sempre que isso acontece, o resultado é desastroso para todo o sistema e principalmente para o usuário do sistema de saúde.
Já a educação, segue a um planejamento de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, para a educação é o mesmo critério de ouvir os profissionais e valoriza-los, será uma constante para nós. Posso considerar boa a educação em nosso município, mas pode melhorar muito mais. Dentro da área da educação temos profissionais muito gabaritados, são invejáveis.
– Caso eleito for, o que o senhor pretende fazer nessas áreas no município?
Marquinho – Humanizar a saúde, fazendo ela chegar a todos e principalmente a quem mais necessita. Implementar um centro de especialidades. O que eu penso, é de que temos que criar um ambiente empreendedor e que estimule a vinda de novos hospitais e clínicas, pois esses novos hospitais e clínicas, desde que sejam conveniados a rede pública (SUS), podem atender toda a demanda da nossa população e diminuir a pressão sobre as nossas unidades de saúde.
Para a Educação, aproximar ela das famílias dos alunos. A educação é para todos e isso inclui toda a comunidade. Se a comunidade, como um todo, amar a escola onde está situada, haverá novos atores para ajudar a escola e a educação. Estimular o voluntariado e atrair cada vez mais os pais e pessoas próximas dos alunos, faria com que o ato de ir para a escola se tornasse um desejo, e não uma obrigação.
– O que é mais importante para o senhor na administração pública?
Marquinho – Como sou empresário, a resposta está na ponta da língua: A satisfação do cliente e, nesse caso, podemos resumir que essa satisfação será dos cidadãos e contribuintes contentes e orgulhosos com a cidade onde vive. Como eu moro perto de onde trabalho, vou “a pé” todos os dias trabalhar. Me encontro e converso com amigos e clientes e deles recebo várias ideias que muitas vezes me despertam para situações que não havia observado. Resumindo: Ouvir a população, ser transparente no trato da Administração Pública tendo respeito e zelo para com o dinheiro público e enxergar longe, ter visão de longo prazo, são características que marcarão muito a minha gestão.
– Como o senhor avalia o atual momento econômico e político do Brasil?
Marquinho – Muito delicado e nem os melhores economistas se atreveriam a responder. Quanto ao momento político, estamos colhendo aquilo que plantamos. As eleições estão bem próximas e devemos ter mais cuidado para escolher nossos próximos representantes.
– O PMDB conta com três pré-candidatos a prefeito de Quatro Barras, o Adamoski, você e o Lara, porque o partido deveria escolher teu nome para disputar as eleições municipais de 2016, sabendo da biografia dos outros candidatos?
Marquinho – É justamente o motivo pelo qual coloquei meu nome a disposição do partido, porque acredito que reúno as qualidades dos outros dois pré-candidatos do partido. O Adamoski já provou que é uma pessoa íntegra, reta, honesta e quando fui secretário de administração dele, aprendi muito, o que é o zelo pela administração pública, tive vários exemplos dados por ele, então tenho os atributos que o ex-prefeito Adamoski deixou enraizado na sua administração. O Lara está há 12 anos na política, lutando, batalhando, tentando colocar seu nome, e acredito que temos junto ao legislativo muitas coisas em comum. Como fui vereador também tenho experiência legislativa, então reumo as duas situações. O diferencial é que como empreendedor ter uma visão futurista, capacidade de enxergar um pouco além das coisas que são postas sobre a mesa é fundamental. Meu currículo me habilita a ser o candidato escolhido dentro do partido, sou formado em administração de empresas, com pós-graduação na área e mestrado, fui professor de faculdade, represento a novidade na política, uma opção diferente para os eleitores. O que vejo, é que os eleitores hoje não querem mais votar em políticos de carteirinha, querem uma renovação, apostar em uma nova forma de administração e isso faz com que eles acabem escolhendo não políticos, mas administradores para gerir o seu município.
(Da redação/Foto: Face da Notícia)