O presidente Jair Bolsonaro e o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançaram nesta quinta-feira (27), em Foz do Iguaçu, a pedra fundamental da duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), do trevo de acesso à Argentina até a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. A cerimônia concretiza a obra de 8,7 quilômetros.
A intervenção será financiada quase integralmente pela Itaipu Binacional (R$ 136,3 milhões dos R$ 139,4 milhões necessários). O restante será bancado pelo Governo do Estado. Os termos assinados foram a delegação de gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), e o convênio entre Itaipu e DER-PR.
O presidente Jair Bolsonaro destacou o potencial turístico da região e disse que a obra se insere no contexto de grandes investimentos da Itaipu Binacional em infraestrutura, que somam perto de R$ 1 bilhão na região. “A gestão da Itaipu tem sido bem administrada e há sobra de recursos para investir em obras nesse canto maravilhoso do Estado e do País, onde estão as Cataratas do Iguaçu, uma das maiores belezas naturais do mundo”, disse o presidente.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que as obras da Rodovia das Cataratas vão potencializar o turismo no Oeste do Paraná e ajudar a recuperação do setor depois da pandemia. “É mais um reconhecimento do governo federal à importância do Paraná e de Foz do Iguaçu para o País. Estamos modernizando juntos a infraestrutura do Estado”, afirmou. Ele citou, ainda, as parcerias na segunda ponte entre Brasil e Paraguai e na ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.
ACESSO ÀS CATARATAS – A BR-469 é a única via de acesso às Cataratas do Iguaçu e ao aeroporto e o mais importante corredor turístico da cidade. O projeto executivo foi financiado pelo Fundo Iguaçu, gestão integrada das taxas espontâneas de visitação dos turistas que passeiam na Itaipu Binacional, Parque Nacional do Iguaçu e Marcos das Três Fronteiras. Ele está sendo revisado por uma empresa contratada por Itaipu. Esse trabalho será encerrado em outubro. O Dnit também fará uma nova revisão no projeto antes de liberar o certame.
A expectativa é que a licitação seja feita ainda em 2020 e que as obras iniciem no primeiro semestre de 2021. O contrato deve prever 36 meses até a conclusão.
Segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a duplicação encerra uma demanda de 20 anos dos moradores de Foz do Iguaçu e do setor empresarial ligado ao turismo. “Estamos utilizando recursos de Itaipu em ações estruturantes, que vão ficar como legado para a população do Paraná. Essa obra vai aumentar o potencial turístico de Foz do Iguaçu”, afirmou.
O ministro disse, ainda, que a duplicação se alinha aos outros investimentos planejados para remodelar a infraestrutura do Paraná. “Juntamente com Estado estamos desenvolvendo o maior programa de concessão rodoviária da história do País. Serão R$ 75 bilhões investidos nos próximos 30 anos, 2,4 mil quilômetros de novas duplicações e menos tarifas de pedágio. Vamos curar a ferida do Anel de Integração. E ainda tem o ramal ferroviário da Ferroeste que vai de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, até Paranaguá”, disse. “É um Estado de grandes cooperativas”.
SEGUNDA PONTE – Outra obra emblemática na cidade é a segunda ponte entre Brasil e Paraguai, também financiada pela Itaipu. São 760 metros de distância entre uma cabeceira e outra, um novo marco arquitetônico e logístico do Paraná. Os trabalhos já ultrapassaram 30%. A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões.
A nova ponte terá vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em 2022. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.
A perimetral que faz parte da obra vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas. A perimetral do lado brasileiro está prevista para começar em outubro e inclui toda a estrutura necessária para a aduana na chamada zona primária.
PRESENÇAS – Acompanharam a cerimônia os ministros Marcelo Álvaro Antonio (Turismo), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Jorge Oliveira (Secretaria da Presidência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna; o diretor-geral do Dnit, Antônio Leite Santos Filho; o presidente da Embratur, Gilson Machado; o presidente da Infraero, Hélio Paes de Barros; o presidente da Copel, Daniel Pimentel; os secretários estaduais Sandro Alex (Infraestrutura e Logística), Romulo Marinho (Segurança Pública) e Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo); o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Samuel Prestes; os deputados estaduais Hussein Bakri, Ricardo Arruda, Coronel Lee e Soldado Fruet; os deputados federais Vermelho, Aline Sleutjes, Ricardo Barros, Filipe Barros, Paulo Martins, Hélio Lopes, Giacobo e Luiz Nishimori; além de prefeitos, representantes dos outros Poderes e empresários.
Curitiba aumentou em 23% as exportações no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram US$ 1,2 bilhão nos primeiros cinco meses deste ano, contra US$ 969,9 milhões na mesma base de comparação em 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
O crescimento das exportações de Curitiba foi o dobro do registrado pelo Brasil no período. No primeiro semestre, as exportações do Brasil somaram US$ 184,8 bilhões. Esse valor representou um aumento de 11,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O Peru foi principal comprador de produtos de Curitiba nos primeiros seis meses do ano. Foram US$ 191,3 milhões, suficientes para ultrapassar a China (US$ 189,2 milhões) e Argentina (US$ 159,5 milhões).
Produtos
Com uma pauta diversificada de produtos exportados, Curitiba teve o desempenho puxado por soja triturada (US$ 232,13 milhões); tratores (US$ 206,39 milhões); veículos para transporte de mercadorias (US$ 190,23 milhões); madeira serrada (US$ 46,37 milhões); artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 41,16 milhões); e peróxido de hidrogênio (US$ 36,12 milhões).
“Curitiba se destaca como um polo industrial importante, principalmente na Cidade Industrial de Curitiba, com linhas de produção de alto valor tecnológico, o que vem garantindo que as exportações avancem em um ritmo maior que a média brasileira”, destaca o prefeito Eduardo Pimentel.
Os mercados com maior crescimento no período foram Chile, com avanço de 61% nas compras de produtos de Curitiba, China, com avanço de 55%, e Peru, com alta de 30%.
As vendas para esses países ajudaram a compensar a queda das exportações para os Estados Unidos, que recuaram 16% no primeiro semestre, de US$ 67,3 milhões para US$ 56,78 milhões, em função dos efeitos do tarifaço norte-americano, que prejudicou principalmente as vendas de madeira. As exportações para a Argentina também tiveram redução, de US$ 213,4 milhões para US$ 159,56 milhões, recuo de 25%.
Curitiba tem uma pauta de exportações bem diversificada, que inclui mais de 600 categorias de produtos, que abrangem de refrigeradores a pimenta, de tratores, automóveis e motores a cabelo e fósforos, por exemplo. No ano passado, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões, alta de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024. (Foto: Ricardo Marajó/SECOM)
A partir de segunda-feira (29/06), a campanha de vacinação contra a gripe está oficialmente aberta para todos os paranaenses com idade acima de seis meses. A ampliação da cobertura foi pactuada entre a Secretaria da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), abrangendo os 399 municípios do Estado. O objetivo é conter o avanço do vírus influenza, que historicamente aumenta com a chegada das temperaturas mais baixas.
“Com essa abertura para todos os públicos, com mais pessoas imunizadas, vamos combater a gripe e proteger a população”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Até então restrita aos públicos prioritários, a campanha agora atinge um novo patamar. E para reforçar a ampliação, a Sesa recebeu do Ministério da Saúde um aporte extra de 408 mil doses, somando 4.249.780 doses da vacina, que já estão sendo distribuídas a todas as 22 Regionais de Saúde. Cada município tem autonomia para definir seus horários e estratégias de atendimento, dependendo da organização de sua rede de saúde.
PRIORITÁRIO, SEGUE COM PRIORIDADE – Mesmo com a abertura para o público geral, o governo do Estado faz um apelo para que os grupos de maior risco não deixem de se vacinar. A meta é imunizar 90% desse público (cerca de 2,9 milhões de pessoas). Até o momento, foram 2.411.279 doses aplicadas, o que representa o índice de 48,31%.
Do grupo de risco, as gestantes são as que mais se imunizaram, com 65,73%; idosos foram 49,94% e crianças, 41,69%. “O avanço da vacinação é um passo importante. A imunização é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para internamentos e complicações fatais”, afirmou o secretário. (Foto: Ari Dias/AEN)
Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.
Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.
A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.
Crescimento em vários quesitos
Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.
Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.
Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.
Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.
A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.
Investimentos em toda a Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.
“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.
Metodologia
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)