Nove em cada dez paranaenses com 60 anos ou mais já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Até esta sexta-feira (7), o Estado já tinha vacinado 1.566.342 pessoas dessa faixa etária, 89% das 1.762.070 pessoas previstas no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. Entre elas, 51% já completaram o ciclo vacinal, com a aplicação das duas doses do imunizante.
Segundo o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná tinha aplicado, até a tarde de sexta-feira, 2.967.359 doses dos imunizantes Coronavac, da parceria Sinovac e Instituto Butantan, e Covishield, feito pela AstraZeneca e Fiocruz. O número representa 81% das mais de 3,6 milhões de doses que o Governo do Estado recebeu do Ministério da Saúde e distribuiu entre os municípios.
Deste total, 1.917.810 foram de primeiras doses e 1.049.549 das doses complementares. Com isso, 17% da população paranaense recebeu pelo menos a primeira dose da vacina, 40% dos grupos prioritários contemplados no Plano Estadual. Entre os que completaram a imunização, estão 9,5% do total de paranaenses e 22% dos que têm prioridade na campanha.
“Nosso plano é vacinar o número maior de paranaenses no menor tempo possível, só assim o Estado vai conseguir superar essa pandemia”, salienta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Assim que o Ministério da Saúde nos encaminha as doses, elas são enviadas rapidamente aos municípios para que iniciem a aplicação. As cidades paranaenses têm sido bastante ágeis nesse processo e aderiram às campanhas do Governo do Estado de vacinação de domingo a domingo e em horários estendidos”.
Além da população idosa, o Paraná também vacinou 91% dos indígenas com a primeira dose (9.672 pessoas), sendo que 94% dos que tomaram também receberam a segunda dose (9.126), e 54% da população de comunidades tradicionais e quilombolas (5.253 pessoas).
O Estado também vacinou 11.455 pessoas com 60 anos ou mais vivendo em Instituições de Longa Permanência para idosos, 94% desse público, sendo que 89% também receberam a segunda dose. Além de 776 pessoas com deficiência atendidas por instituições inclusivas.
Entre os trabalhadores da saúde, mais profissionais foram vacinados do que o previsto inicialmente no plano, já que mais pessoas passaram a trabalhar no enfrentamento à pandemia. Até agora, 314.457 trabalhadores da área foram imunizados, sendo que 73% (230.967) já completaram o ciclo vacinal.
Outros públicos também já começaram a ser vacinados. Um quinto dos profissionais das forças de salvamento e segurança e das Forças Armadas, um total de 7.643 pessoas, recebeu a primeira dose, além de 2.212 pessoas com comorbidades ou com deficiência permanente.
IDOSOS – Entre a população idosa, as faixas etárias com a maior porcentagem de vacinados é dos 80 aos 84 anos, com praticamente 100% desse público já vacinado com a primeira dose e 55% com o ciclo vacinal completo.
Entre o público de 65 a 79 anos de idade, 96% já receberam a primeira dose. Na faixa dos 65 aos 69 anos foram 422.258 pessoas, das quais 43% receberam a segunda dose; dos 70 aos 74 anos foram 308.594 pessoas (89% com a segunda); além de 208.371 com idade entre 75 e 79 anos vacinadas com primeira dose, sendo que 91% delas já completaram a imunização.
Há um mês, cerca de 40 mil pessoas com idade entre 60 ou 64 anos tinham recebido a primeira dose do imunizante, apenas 7% das 554.705 pessoas nessa faixa etária, o maior público entre a população idosa. Esse número subiu para 394.390 pessoas vacinadas, ou 71% do público. Entre a população com mais de 90 anos, 33.816 receberam a primeira dose e 91% delas completou o ciclo vacinal. (Foto: Gilson Abreu/AEN)
Curitiba aumentou em 23% as exportações no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram US$ 1,2 bilhão nos primeiros cinco meses deste ano, contra US$ 969,9 milhões na mesma base de comparação em 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
O crescimento das exportações de Curitiba foi o dobro do registrado pelo Brasil no período. No primeiro semestre, as exportações do Brasil somaram US$ 184,8 bilhões. Esse valor representou um aumento de 11,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O Peru foi principal comprador de produtos de Curitiba nos primeiros seis meses do ano. Foram US$ 191,3 milhões, suficientes para ultrapassar a China (US$ 189,2 milhões) e Argentina (US$ 159,5 milhões).
Produtos
Com uma pauta diversificada de produtos exportados, Curitiba teve o desempenho puxado por soja triturada (US$ 232,13 milhões); tratores (US$ 206,39 milhões); veículos para transporte de mercadorias (US$ 190,23 milhões); madeira serrada (US$ 46,37 milhões); artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 41,16 milhões); e peróxido de hidrogênio (US$ 36,12 milhões).
“Curitiba se destaca como um polo industrial importante, principalmente na Cidade Industrial de Curitiba, com linhas de produção de alto valor tecnológico, o que vem garantindo que as exportações avancem em um ritmo maior que a média brasileira”, destaca o prefeito Eduardo Pimentel.
Os mercados com maior crescimento no período foram Chile, com avanço de 61% nas compras de produtos de Curitiba, China, com avanço de 55%, e Peru, com alta de 30%.
As vendas para esses países ajudaram a compensar a queda das exportações para os Estados Unidos, que recuaram 16% no primeiro semestre, de US$ 67,3 milhões para US$ 56,78 milhões, em função dos efeitos do tarifaço norte-americano, que prejudicou principalmente as vendas de madeira. As exportações para a Argentina também tiveram redução, de US$ 213,4 milhões para US$ 159,56 milhões, recuo de 25%.
Curitiba tem uma pauta de exportações bem diversificada, que inclui mais de 600 categorias de produtos, que abrangem de refrigeradores a pimenta, de tratores, automóveis e motores a cabelo e fósforos, por exemplo. No ano passado, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões, alta de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024. (Foto: Ricardo Marajó/SECOM)
A partir de segunda-feira (29/06), a campanha de vacinação contra a gripe está oficialmente aberta para todos os paranaenses com idade acima de seis meses. A ampliação da cobertura foi pactuada entre a Secretaria da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), abrangendo os 399 municípios do Estado. O objetivo é conter o avanço do vírus influenza, que historicamente aumenta com a chegada das temperaturas mais baixas.
“Com essa abertura para todos os públicos, com mais pessoas imunizadas, vamos combater a gripe e proteger a população”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Até então restrita aos públicos prioritários, a campanha agora atinge um novo patamar. E para reforçar a ampliação, a Sesa recebeu do Ministério da Saúde um aporte extra de 408 mil doses, somando 4.249.780 doses da vacina, que já estão sendo distribuídas a todas as 22 Regionais de Saúde. Cada município tem autonomia para definir seus horários e estratégias de atendimento, dependendo da organização de sua rede de saúde.
PRIORITÁRIO, SEGUE COM PRIORIDADE – Mesmo com a abertura para o público geral, o governo do Estado faz um apelo para que os grupos de maior risco não deixem de se vacinar. A meta é imunizar 90% desse público (cerca de 2,9 milhões de pessoas). Até o momento, foram 2.411.279 doses aplicadas, o que representa o índice de 48,31%.
Do grupo de risco, as gestantes são as que mais se imunizaram, com 65,73%; idosos foram 49,94% e crianças, 41,69%. “O avanço da vacinação é um passo importante. A imunização é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para internamentos e complicações fatais”, afirmou o secretário. (Foto: Ari Dias/AEN)
Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.
Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.
A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.
Crescimento em vários quesitos
Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.
Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.
Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.
Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.
A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.
Investimentos em toda a Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.
“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.
Metodologia
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)