Uma Igreja centenária localizada em um dos bairros mais gastronômicos e queridos de Curitiba, a Paróquia São José e Santa Felicidade foi construída pelo Pe. Pietro Colbacchini junto com as famílias de imigrantes italianos. Iniciada em 1878 e inaugurada em 1891, a Paróquia está situada no centro de Santa Felicidade, o bairro mais italiano de Curitiba. Prestes a completar 133 anos, a igreja passa por restaurações que foram divididas em três etapas: estrutural, pintura e iluminação, e a artística.
A restauração começou em 2017 com a parte estrutural e foi paralisada durante a pandemia. Em 2021, a Igreja São José e Santa Felicidade recebeu nova iluminação cênica com tecnologia LED, que destaca os detalhes arquitetônicos da fachada. Atualmente, os trabalhos estão na terceira etapa, que é a recuperação artística. Durante a restauração, foi descoberta uma camada de tinta que danificou as imagens originais. Segundo o pároco, Pe. Luis Espinel, a fase de restauração artística é a mais demorada e requer um trabalho muito técnico. “As pinturas têm uma técnica específica que é o pontilhismo. O restauro pretende recuperar a obra, que tem um valor histórico e artístico, por isso o trabalho é mais demorado e o custo monetário é muito maior”, explica.
O pároco destaca a importância da restauração. “É uma igreja centenária, com grande valor artístico e sacro. Estamos recuperando o patrimônio do trabalho dos imigrantes italianos e seus descendentes. Hoje, outras gerações precisam contemplar toda uma história, uma tradição, uma vivência e, ao mesmo tempo, renovar seu próprio coração e fé”, acrescenta Pe. Luis.
História
Santa Felicidade foi colonizada inicialmente por 15 famílias italianas vindas da região de Vêneto, no Norte da Itália, em 1878. A localidade foi crescendo, e mais famílias se instalaram na comunidade. Em 1908, já havia cerca de 200 famílias. O nome Santa Felicidade foi dado por Antônio Bandeira, proprietário da gleba de terra, em homenagem à sua irmã, Dona Felicidade Borges.
As famílias que deram origem a Santa Felicidade, além do tradicional apego à terra e ao trabalho, traziam consigo uma forte tradição religiosa. Estabelecidos na colônia sem igreja e sem sacerdote, percorriam aos domingos e dias de festa os 7 km até Curitiba para assistir à missa na Paróquia Nossa Senhora da Luz. Quando surgiram as primeiras casas, uma sala foi transformada em oratório, onde se reuniam para orações, leituras e catecismo.
Com o crescimento da comunidade, surgiu a necessidade de uma capela. Pequena e de madeira, a primeira capela foi construída com o esforço de cerca de 70 famílias, em um terreno doado por Marco Mocellin. Em 1886, Pe. Pietro Colbacchini, um padre italiano, chegou à região e teve um papel fundamental na construção da paróquia. Nascido em Bassano Veneto, no norte da Itália, Colbacchini era engenheiro, arquiteto e mestre de obras. Ele iniciou seu trabalho missionário em São Paulo, mas ao ouvir sobre as necessidades dos imigrantes italianos em Curitiba, pediu permissão para exercer sua missão na região.
Em 1889, Colbacchini decidiu construir uma nova igreja, maior e mais duradoura, de alvenaria, com a ajuda da comunidade italiana. As obras começaram em 1889 e foram concluídas em 1891, poucos dias antes do Natal. A nova Igreja de São José, com 42 metros de comprimento, 16 metros de largura e 15 metros de altura, tornou-se motivo de orgulho para a comunidade. (fonte: paroquiasantafelicidade.com)
Festa da Uva e do Vinho
A Paróquia São José e Santa Felicidade realiza anualmente, com a ajuda da comunidade, as festas da Uva e do Vinho. A arrecadação desses eventos é destinada às obras de restauração da igreja. Além disso, a Paróquia promove uma campanha junto à comunidade para angariar fundos. “Temos duas grandes festas aqui: a Festa da Uva e a Festa do Vinho. No final do ano, começamos uma campanha para arrecadar fundos. A restauração é um trabalho minucioso, que requer muita dedicação conhecimento técnico e é demorado. O trabalho de restauração da pintura sacra tem um custo elevado, por isso estamos fazendo por etapas”, afirma Pe. Luis Espinel.
Legado
Ao longo de sua história, a Paróquia São José e Santa Felicidade destacou-se pela acolhida de todos os povos, característica dos Missionários Scalabrinianos desde os tempos de Colbacchini até os dias de hoje. A igreja e o bairro não só preservam a memória e o trabalho dos imigrantes italianos, mas também continuam a ser um símbolo vivo de fé, cultura e comunidade.
Pinturas internas
As pinturas internas, de autoria do pintor Paulo Kohl, foram executadas em 1935 e estão passando por um processo de restauração artística. O restauro das pinturas artísticas faz parte do projeto arquitetônico, da empresa Creatos Engenharia, do arquiteto Tobias Bonk Machado, que começou em 2017.
Sobre a restauração artística
Restaurar as pinturas internas desse templo tão significativo, não apenas para Curitiba, mas para todo o país, é um trabalho que requer técnica e cuidado, e para isso a empresa Gaya Restauro desenvolveu várias prospecções (aberturas de “janelas” para se chegar ao original) em pontos distintos da Igreja.
Em determinados locais foram encontradas aproximadamente sete camadas de tintas e repinturas sobre as pinturas decorativas originais. Já as pinturas figurativas sofreram adulterações durante uma obra realizada em 1992. “Estamos trabalhando para resgatar o original, de autoria de Paulo Kohl. São pinturas belíssimas de 1935, executadas em óleo sobre parede e pinturas decorativas na técnica têmpera à cal. Com critério e procedimento técnico adequado a cada pintura estamos removendo as repinturas e resgatando o original”, explica o artista plástico e restaurador Gilberto Benvenutti, fundador da Gaya Restauro. Confira entrevista com Gilberto Benvenutti:
O que representa para você a restauração dessa magnitude, na Paróquia São José e Santa Felicidade?
Ter a oportunidade de restaurar esse importante patrimônio religioso, artístico e cultural é uma grande alegria. Sou descendente de italianos e me emociono com esta obra. Sabemos o quanto ela é importante para as famílias e o quanto ela é relevante no cenário religioso, artístico e histórico. Minha equipe e eu estamos muito gratos e empenhados na realização desta obra. Estamos trabalhando na restauração das pinturas originais de Paulo Kohl, executadas em 1935.
Qual a técnica utilizada para resgatar a história de cada pintura e de que forma está sendo executado?
É um processo que começa com um estudo técnico, feito por meio de prospecções, aberturas de “janelas” para chegar ao original e análise de documentos e fotografias. Aproveito a oportunidade para, mais uma vez, solicitar às famílias que busquem fotos antigas de casamentos e batizados de seus familiares. Essas fotos são muitos importantes neste processo. E, depois, cada área da Igreja requer uma atenção especial. Trabalhamos sempre para garantir o resgate a manutenção das características e dos valores originais da obra.
O que a comunidade de Santa Felicidade pode esperar da restauração da igreja?
A comunidade de Santa Felicidade está de parabéns pela iniciativa de preservar este importante patrimônio. Graças ao envolvimento e dedicação de cada um, a Igreja de São José e Santa Felicidade está tendo a sua história preservada para as futuras gerações.
Da redação Face da Notícia
Fotos: Valdir Lentcsh/Face da Notícia
Fotos: Gaya Restauro
Pároco, Pe. Luis Espinel Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia Foto: Gaya RestauroFoto: Gaya RestauroFoto: Valdir Lentcsh/Face da NotíciaPároco, Pe. Luis Espinel
Evento reúne 78 expositores e ganha destaque especial no ano em que o município foi reconhecido como Capital Nacional da Louça
Quem ainda não visitou a 33ª Feira da Louça de Campo Largo tem até este domingo (13) para conferir de perto uma das principais vitrines da indústria cerâmica do município. Realizada no City Center Outlet Premium, a feira reúne 78 expositores, oferecendo ao público uma ampla variedade de peças, lançamentos, produtos exclusivos e ofertas especiais.
A edição deste ano tem um significado ainda mais especial. A Feira da Louça acontece no mesmo ano em que Campo Largo conquistou oficialmente o título de Capital Nacional da Louça, reconhecimento que reforça a importância histórica e econômica do setor para o município e para o país.
Promovida pelo Sindilouça-PR, com apoio da Prefeitura Municipal, a feira teve sua estrutura ampliada e organizada para proporcionar mais conforto e praticidade aos visitantes ao longo dos 11 dias de programação.
A força da indústria local pode ser medida pelos números. Campo Largo responde por cerca de 75% da produção brasileira de louças destinadas aos setores de bares, hotéis e restaurantes, consolidando o município como uma referência nacional no segmento.
Entre as novidades desta edição está a 2ª Feira da Louça Gourmet, iniciativa que aproxima ainda mais a indústria campo-larguense da gastronomia paranaense, reunindo chefs reconhecidos nacionalmente e valorizando a utilização das louças produzidas no município.
Além dos expositores, o público encontra praça de alimentação, espaço kids, dezenas de lojas nacionais e internacionais e estacionamento gratuito, tornando o evento uma opção de passeio para toda a família.
A 33ª Feira da Louça segue até domingo (13), com entrada gratuita.
SERVIÇO
33ª Feira da Louça de Campo Largo
Data: 3 a 13 de setembro de 2026
Horários: dia 3, das 17h às 22h; de 4 a 13, das 10h às 22h
Local: City Center Outlet Premium – Rua João Bertoja, 1995, Itaqui de Cima
Começa nesta sexta-feira em São José dos Pinhais celebra, a 19ª edição da Festa do Vinho. O evento realizado no Parque do Vinho, na Colônia Mergulhão, segue até domingo (30), com entrada gratuita, shows, apresentações folclóricas, gastronomia típica e outras atrações. Para facilitar o acesso do público, uma linha especial de ônibus fará o trajeto entre o Terminal Central e o local da festa durante os três dias.
Programação da festa
Com uma programação especial o evento reúne shows, apresentações folclóricas e atrações que valorizam as tradições das comunidades de origem italiana de São José dos Pinhais. Durante os três dias, o público também poderá saborear pratos tradicionais da culinária italiana, como risoto, macarronada e pirogue, além de outras opções gastronômicas. A festa contará ainda com os tradicionais vinhos coloniais produzidos em São José dos Pinhais, reforçando a identidade cultural e gastronômica da Colônia Mergulhão.
Sexta-feira (28)
18h – Thiago e Fernando 19h30 – Abertura oficial 20h30 – Manchester Band
Sábado (29)
13h – Grupo Fala Tchê 14h30 – Grupo Igualdade 16h30 – Cuore D’Itália (grupo folclórico) 17h – Wawel (grupo folclórico) 17h30 – Piccola Itália (grupo folclórico) 18h – Coral Belvedere + corte da polenta 18h45 – Soloveiko (grupo folclórico) 19h15 – Italo (grupo folclórico) 19h45 – Ali e Rhuan + Zé Gustavo 22h – Grupo Talagaço
Domingo (30)
13h – Alex Engels 14h – Banda Fora de Área 15h30 – Concórdias (grupo folclórico) 16h – Tchoven (grupo folclórico) 16h30 – Cuore D’Itália (grupo folclórico) 17h – Felipe e Fabrício + Matheus Luz 18h30 – Tropical Band 20h30 – Famiglia Dal Ponte
Serviço
19ª Festa do Vinho de São José dos Pinhais Data: 28, 29 e 30 de agosto Local: Parque do Vinho / Rua Júlio César Setenareski, nº 150 – Colônia Mergulhão Entrada gratuita
A 33ª Feira da Louça Campo Largo acontece de 3 a 13 de setembro, promovida pelo Sindilouça-PR, a feira chega a uma edição histórica no mesmo ano em que Campo Largo conquistou oficialmente o título de Capital Nacional da Louça.
Realizada no City Center Outlet Premium, a 33ª Feira da Louça contará com 78 expositores, peças selecionadas, produtos exclusivos e ofertas especiais. A estrutura foi ampliada e organizada para proporcionar mais conforto e praticidade ao público durante os 11 dias de programação.
Tradição – Mais do que uma feira de produtos, o evento representa uma oportunidade de celebrar uma história construída ao longo de décadas. A tradição da louça está profundamente ligada ao desenvolvimento de Campo Largo e à trajetória de empresas, trabalhadores, empresários e artesãos que transformaram o município em referência no setor.
Atualmente Campo Largo responde por cerca de 75% da produção brasileira destinada aos setores de bar, hotel e restaurante, dimensão que ajuda a explicar a importância econômica e cultural dessa atividade para o município. O reconhecimento como Capital Nacional da Louça reforça essa trajetória e projeta ainda mais o nome da cidade para todo o Brasil.
Gastronomia – A edição de 2026 também terá como destaque a 2ª Feira da Louça Gourmet, que aproxima a indústria campo-larguense da gastronomia paranaense e de chefs reconhecidos nacionalmente. A programação contará com aulas-show e degustações gratuitas mediante inscrição, reunindo nomes como Claude Troisgros, Manu Buffara, Celso Freire, Igor Marquesini, Claudia Dotti, Vitor Bourguignon e Johnlee Francis, além dos talentos campo-larguenses Nathália Pianaro, Amandha Louise e Ademir Martinez.
Apoio às artes – Outro símbolo tradicional da Feira da Louça também estará de volta. A Dama da Louça, escultura criada pelo artista plástico campo-larguense Toto Lopes e formada por cerca de 300 pratos, circulará novamente por cidades da Região Metropolitana de Curitiba como parte da divulgação da 33ª edição. Neste ano, a obra ganha um novo conceito visual, mantendo a estrutura que conquistou o público e renovando sua apresentação. Com quase 500 quilos, a Dama da Louça tornou-se um dos ícones do evento e também representa, de maneira simbólica, a resistência e a qualidade das peças produzidas em Campo Largo.
Para quem visita a feira, a experiência se completa com toda a estrutura do City Center Outlet Premium, que conta com estacionamento gratuito, praça de alimentação, espaço kids e dezenas de lojas nacionais e internacionais, que também terão promoções especiais durante o período do evento.
SERVIÇO
33ª Feira da Louça de Campo Largo
Data: 3 a 13 de setembro de 2026
Horários: dia 3, das 17h às 22h; de 4 a 13, das 10h às 22h
Local: City Center Outlet Premium – Rua João Bertoja, 1995, Itaqui de Cima
Entrada e estacionamento gratuitos
Mais informações: www.feiradalouca.ind.br