CURITIBA – O governador Beto Richa e o presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, formalizaram nesta segunda-feira (07/10) a parceria entre o governo estadual e a empresa para ampliação da fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Será instalada uma nova plataforma para produção do Golf geração sete. O protocolo para enquadramento do investimento no programa Paraná Competitivo foi assinado no último dia 4 de setembro.
O investimento será de R$ 670 milhões. Deste total, R$ 520 milhões serão aplicados na ampliação da linha de produção da fábrica e o restante em capital de giro. A unidade fabril em São José dos Pinhais será a única na América do Sul a fabricar o novo Golf e ficará responsável pelo abastecimento de todas as revendedoras da empresa no continente – exceto América do Norte que é abastecida com veículos produzidos no México.
Com isto, a empresa prevê ampliar em 20% a produção na fábrica de São José dos Pinhais, passando de 800 para 1.000 veículos por dia. A estimativa é empregar de 400 a 700 novos funcionários, de acordo com a demanda. Atualmente, 3.500 pessoas trabalham na Volks de São José dos Pinhais.
“Depois de muitas negociações e conversas, em que várias vezes eu próprio participei defendendo os interesses do Paraná, conseguimos mais este investimento que contribui para o desenvolvimento do povo por meio do trabalho e da geração de renda”, afirmou o governador Beto Richa. “Voltamos a ser a terra da promissão e da segurança jurídica, onde quem quer investir tem a segurança necessária para isso”, enfatizou.
O presidente da empresa no Brasil, Thomas Schmall, confirmou que a maioria dos estados brasileiros se interessou em receber os novos investimentos da empresa no país. “A segurança jurídica do Paraná foi fundamental para decidirmos novamente investir aqui. Parabenizo o governo por tanta vontade de trazer este investimento ao Paraná”, disse Schmall. “Com certeza a produção deste novo carro trará ainda mais desenvolvimento ao Estado”, afirmou ele.
Ele afirmou, ainda, que além da segurança jurídica, a estabilidade econômica do Estado contribuiu para a decisão da empresa. “O diálogo com o governador e a equipe de governo foi muito produtivo e necessário para as negociações”, afirmou Schmall.
Participaram da solenidade de formalização da parceria os diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen, Antonio Megale; o diretor da fábrica de São José dos Pinhais, Volker Germann; o diretor Jurídico, Eduardo de Azevedo Barros, e o diretor Corporativo, André Senador.
As obras de ampliação da fábrica de São José dos Pinhais iniciam até o final deste ano. Depois disso será instalado o maquinário para a fabricação do novo Golf. A produção deve iniciar no segundo semestre de 2015. Os veículos chegam ao mercado no final de 2015 e início de 2016.
O prefeito de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim, ressaltou a presença das empresas fornecedoras que, seguindo o modelo just-in-time, se instalam perto das montadoras para baratear os custos. “Isso significa ainda mais emprego e renda para o nosso município”, disse ele.
POLO AUTOMOTIVO – Beto Richa disse que os investimentos da Volkswagen, assim como os da Audi (empresa do mesmo grupo) somam-se a muitos outros para a consolidação do Paraná como um dos maiores polos automotivos do país. “Importante ressaltar que esses grandes empreendimentos despertam o interesse de outras empresas do ramo. O Paraná está se tornando o destino de grandes investidores deste setor”, ressaltou o governador.
A Audi confirmou o retorno da produção de carros no Paraná, com um investimento de R$ 504 milhões para fabricar os modelos A3 sedan e Q3 (SUV). Juntas, Audi e Volkswagen vão investir mais de R$ 1 bilhão na planta de São José dos Pinhais.
Na semana passada, a norte-americana Paccar apresentou o primeiro caminhão DAF produzido no Paraná, durante evento marcou o início da produção da marca no País, na fábrica de Ponta Grossa. A fabricante de pneus Sumitomo inaugurou em Fazenda Rio Grande a primeira base de produção do grupo fora da Ásia.
Aos novos empreendimentos se somam a Renault, Volkswagen, Volvo, Fiat, Catterpillar, Nissan, Case New Holland e ao amplo parque de fornecedores e fabricantes de peças localizado principalmente em Curitiba e Região Metropolitana.
Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a participação do polo automotivo do Paraná na produção brasileira em 2012 foi de 15,4 % – quase quatro pontos percentuais superior ao de 2010 (participação de 11,6%).
“Este ciclo de industrialização é fruto da boa liderança e credibilidade do líder do executivo, que retomou o diálogo com os investidores e deu segurança jurídica a eles”, afirmou Luiz Carlos Hauly, em seu último compromisso como secretário estadual da Fazenda.
Participaram da solenidade os secretários estaduais Cesar Silvestri (Governo), Cassio Taniguchi (Planejamento e Goordenação Geral), José Richa Filho (Infraestrutura e Logística); o deputado federal Alfredo Kaefer; o deputado estadual Francisco Buhrer; os presidentes da Associação Comercial do Paraná, Edson Ramon, e da Junta Comercial do Paraná, Ardisson Akel, além dos presidentes do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto; do Ipardes, Gilmar Mendes, e Tecpar, Júlio Félix.
Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.
Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.
A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.
Crescimento em vários quesitos
Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.
Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.
Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.
Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.
A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.
Investimentos em toda a Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.
“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.
Metodologia
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)
O início da semana traz boas notícias para quem busca uma oportunidade de emprego no Paraná. As Agências do Trabalhador de todas as regiões do Estado começam a semana com 20.316 vagas com carteira assinada abertas em diversas áreas e para diferentes níveis de escolaridade e experiência.
A função com maior número de oportunidades disponíveis é para alimentador de linha de produção, com 5.701 vagas abertas em todo o Paraná. Na sequência aparecem as funções de abatedor, com 1.386 oportunidades, magarefe (profissional responsável pelo corte de carnes), com 824, e operador de caixa, com 711 vagas.
A regional com maior volume de oportunidades é a de Cascavel, com 4.404 vagas abertas. O destaque é para as áreas de alimentador de linha de produção (1.592 vagas) e abatedor (999 vagas), além de oportunidades para operador de caixa e repositor de mercadorias.
Na sequência aparece a Região Metropolitana de Curitiba, com 3.967 vagas disponíveis. Os principais postos são para alimentador de linha de produção (340), operador de telemarketing ativo e receptivo (281), atendente de lanchonete (252) e faxineiro (183). Somente a Agência do Trabalhador de Curitiba concentra 388 oportunidades.
A regional de Campo Mourão soma 3.294 vagas, com destaque para alimentador de linha de produção (940), magarefe (533) e abatedor (199). Já Foz do Iguaçu reúne 2.214 oportunidades, sendo mais de mil para alimentador de linha de produção.
Também há vagas nas regionais de Pato Branco, com 1.992 oportunidades, Maringá, com 1.326, Londrina, com 1.107, e Umuarama, com 897 postos abertos.
Em Maringá, um dos destaques é a oferta de 260 vagas para trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, além de oportunidades para operador de caixa e magarefe. Em Londrina, há vagas para vendedor do comércio varejista e faxineiro. Já em Paranaguá, as empresas buscam profissionais para as funções de embalador à mão, carregador e operador de caixa.
As Agências do Trabalhador também concentram vagas para profissionais com formação técnica ou ensino superior. Em Curitiba, existem oportunidades para enfermeiro, técnico de enfermagem, eletricista de manutenção eletroeletrônica, analista contábil, engenheiro civil, professores de diversas disciplinas e técnico de suporte de TI.
Há ainda vagas voltadas para estudantes e estagiários, como oportunidades para preparador físico, enfermagem, marketing, engenharia mecânica e segurança do trabalho. (AEN/Foto: SECOM)
Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.
Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).
Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.
A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades. (Foto: Claudio Neves – Portos Paraná/AEN)