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No compasso de uma borboleta

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Quando pensamos em coisas que nos são sagradas, no sentido de serem respeitadas, apreciadas e, portanto, cuidadas, vivenciamos uma revalorização de conceitos.

Imaginemos a seguinte cena: durante uma viagem de férias, uma jovem  fica emocionada com a beleza da natureza, reconhecendo-a como algo de especial valor. No decorrer dos dias seguintes, de volta à rotina, compra um pássaro, que passa a morar numa gaiola na área de serviço de seu apartamento. Imagina, assim, ter a natureza mais próxima de si.

Na verdade, porém, a natureza ficou mais longe, pois a moça ignorou uma característica fundamental do pássaro: suas asas. E com isso ela exerce um amor pela metade, um amor que privilegia a posse, sem comprometimento com o bem-estar de quem diz amar. Seu reconhecimento do valor da natureza está limitado pelas grades de uma gaiola. Pode-se argumentar que um pássaro que nasceu em cativeiro não consegue sobreviver caso repentinamente se torne livre, mas a justificativa não convence, pois assim que não houver mais consumidores para pássaros em gaiola, eles voltarão a ganhar asas.

Partimos do pressuposto de que reconhecer verdadeiramente o valor de algo se traduz automaticamente em respeito e no desejo de proteger. Implica ação, que pode transformar uma veneração, por vezes vazia, numa atitude proativa.

A capacidade de reconhecer algo sagrado ou de real valor não está vinculada ao tempo de vida. Não está ligada à idade adulta ou infantil, mas sim à verdadeira infantilidade, que pode se evidenciar em qualquer época da existência.

“Não é em vão que nas recordações da infância se insere uma leve melancolia. Trata-se do sentimento inconsciente de ter perdido alguma coisa que deixou um vazio, a  incapacidade de intuir ainda infantilmente. Mas decerto tendes notado muitas vezes o efeito maravilhoso e revigorante que causa uma pessoa, apenas com sua presença silenciosa, de cujos olhos irrompe de vez em quando um brilho infantil”, escreve Abdruschin em Na Luz da Verdade.

Jesus já dizia: Tornai-vos como as crianças! Talvez ele estivesse se referindo ao resgate de uma pureza capaz de captar as impressões do mundo que nos cerca de forma menos racional, mais receptiva e sensível, intuitiva.

Mas como a capacidade de reconhecer o que tem real valor pode sair do mundo das ideias e entrar no mundo das ações? Num primeiro momento seria interessante observar se a ação, o sentimento e a fala estão em sintonia. Como, por exemplo, explicar para uma criança que o alimento e a água são sagrados e precisam ser cuidados, se ela vê frequentemente ambos serem desperdiçados dentro da própria casa?

Outro aspecto intrigante é a relação com o tempo. A nossa constante pressa ao percorrer a vida está nos levando para onde? O respeito, muitas vezes, exige tempo, e temos dificuldade em esperar pelo tempo de as coisas acontecerem.

Níkos Kazantzákis, escritor, poeta e pensador grego, mostra, com delicadeza, em Zorba, o Grego, a relação com o tempo. Ele conta que uma borboleta demorava muito a sair de seu casulo e ele passou a esquentá-lo com o calor de seu corpo. “Abriu-se o invólucro e a borboleta saiu arrastando-se. Não esquecerei jamais o horror que tive então: suas asas ainda não se haviam formado, e com todo o seu pequeno corpo trêmulo ela se esforçava para desdobrá-las. Debruçado sobre ela, eu ajudava com meu sopro. Em vão.” A borboleta não resistiu e o escritor conclui: “Creio que esse pequeno cadáver é o maior peso que tenho na consciência. Pois, compreendo atualmente, é um pecado mortal violar as leis da natureza. Não devemos nos apressar, nem nos impacientar, mas seguir com confiança o ritmo eterno.”

A reflexão parece utópica em uma Terra superpopulosa, com cidades intransitáveis e uma sociedade ligada ao consumo. Mas será que falamos realmente de utopias ou de transformações que se farão necessárias?

Vive-se numa época em que o muito parece ser inimigo do bom. Um exemplo: a combinação de muito lucro em curto espaço de tempo, muito desperdício e muita carne sendo produzida para alimentação. A consequência é a falta de tempo para a galinha crescer, para o gado se desenvolver e isso gera confinamento, desmatamento, condições duvidosas na criação em larga escala. E que “alimentação sagrada” seria essa, que é consequência de tantas insensibilidades em relação à vida?

Reconhecer algo sagrado compromete à ação, o que parece muitas vezes difícil porque queremos, acima de tudo, distração. Acontece que a felicidade tão almejada vem da ação. Pelo menos é o que diz o escritor australiano Paul Gilding, em entrevista à Globo News: “O que nós temos de perceber é que a qualidade de vida não vem das distrações, e sim de fazer coisas. Não se trata de se distrair na vida, e sim de vivê-la. Isso pode vir de uma comunidade mais forte, de aprender coisas novas…”. O escritor diz que grande parte dessas coisas não custa dinheiro, mas leva tempo. E vale a pena resguardar esse tempo, porque usá-lo exclusivamente para ganhar

dinheiro não traz satisfação. “Nós temos de consertar o mundo, mas olhando para dentro e consertando nós mesmos. É por isso que toda essa ideia tem a ver com uma evolução consciente da humanidade e de nós mesmos. Reconhecer que isso tem a ver com qualidade de vida e que a vida assim será melhor é um ótimo começo”,  conclui Gilding.

Reconhecer valores e protegê-los faz parte de uma evolução consciente que pode gerar um recomeço mais humano e coerente, recomeço dotado de asas que voam mais longe, leve e alto.

 

                                                                                                                                                                                                                         Por Sibélia Zanon

Jornalista, autora do “Espiando pela fresta” e

colaboradora do blog http://literaturadograal.blogspot.com.br

Crédito Arte: Fátima Seehagen

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Contrato de Compra e Venda com Reserva de Domínio: Segurança para suas Transações Comerciais

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Empresário, sabemos que fechar negócios de compra e venda de bens móveis, como máquinas e equipamentos, pode ser um desafio, especialmente quando se trata de vendas a prazo. Uma solução eficaz e segura para proteger suas transações é o contrato de compra e venda com reserva de domínio.

Mas o que é isso exatamente? Simples: neste tipo de contrato, você, como vendedor, continua sendo o dono do bem até que o comprador pague tudo o que deve. O comprador pode usar o bem imediatamente, mas a propriedade só passa para ele após o pagamento completo. Isso garante que, se ele não pagar, você pode pegar seu bem de volta, minimizando os riscos de prejuízo.

Para quem vende, é uma tranquilidade a mais. Caso o comprador não pague, você tem o direito de retomar a posse do bem de forma rápida. Isso é especialmente útil em tempos de incerteza econômica, onde a inadimplência pode ser uma preocupação constante.

Um ponto importante: para que essa cláusula de reserva de domínio tenha validade perante terceiros é necessário registrar o contrato no Cartório de Títulos e Documentos. Esse registro é simples, mas crucial para evitar problemas futuros.

A legislação brasileira apoia essa modalidade de contrato, oferecendo um ambiente seguro para você fazer negócios. O Código Civil regula esses contratos e fornece a base legal necessária para sua tranquilidade.

Então, da próxima vez que você pensar em vender ou comprar bens móveis a prazo, considere usar o contrato de compra e venda com reserva de domínio. É uma forma inteligente de proteger seu negócio, garantindo que tanto vendedores quanto compradores possam fazer transações com mais segurança e menos preocupações.

Colunista

Cleves Felipe Matuczak Lopes

OAB/PR 110.100

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Calçadas trazem mais conforto e segurança aos moradores

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Por Marli Paulino

Em 2009, quando fui eleita vice-prefeita de Luizão Goulart, a população de Pinhais tinha muitas carências: ruas para asfaltar, combate a enchentes, valeta a céu aberto, reabertura do hospital, entre tantas outras demandas. Em oito anos, com o apoio de pessoas que vestiram a camisa de trabalhar em prol das pessoas, vencemos esses desafios e avançamos para novos desafios, como ser eleita a primeira prefeita de Pinhais em 2016.

Hoje, entre diversas outras conquistas, quase todas as ruas da cidade estão asfaltadas, isso é promover a qualidade de vida e o bem estar da população. O trabalho agora é trocar as antigas pavimentações por asfalto definitivo e avançamos construindo calçadas nos bairros da cidade.

Desenvolvida por nossa equipe, as calçadas permeáveis, também conhecidas como calçadas ecológicas porque não deixam poças em dias chuvosos e contribuem com a absorção da água. Este sistema de pavimentação para pedestre utiliza um concreto mais poroso, com pedrisco e pouca água, aplicado em uma base compactada. Outras vantagens desse sistema, em comparação às calçadas tradicionais, é que o custo de construção é similar, requer pouca manutenção e sua durabilidade é maior.

Desde 2017, construímos mais de 160 mil metros quadrados de calçada para os nossos cidadãos. Somente em 2022 foram quase 40 mil metros quadrados, e muitos outros quilômetros estão atualmente em construção, trazendo mais segurança e qualidade de vida para as pessoas da nossa Pinhais. Esta é uma política que dá certo!

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Controle de enchentes, dignidade às famílias e cuidado com o Meio Ambiente

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Por Marli Paulino

Criação dos Parques Lineares tem muitos aspectos positivos para a cidade e às pessoas. Os antigos moradores de Pinhais lembram o caos que eram os dias com chuvas intensas na cidade. É muito triste e doloroso lembrar que muitas famílias perdiam tudo para as enchentes. Ainda bem que esta história faz parte do passado, pois, graças ao trabalho sério e a missão de atender as necessidades da população, que nossa cidade conta hoje com diversas medidas de prevenção. Entre as conquistas nesta área está a criação dos Parques Lineares.

Estes espaços resgataram a mata ciliar dos nossos rios e, além disso, neles foram criados atrativos para toda a família, com pista de caminhada, ciclovia, academias ao ar livre, quadras esportivas e agradáveis lugares para a convivência social.

O Parque Linear mais recente foi construído às margens do Rio Atuba, na divisa com Curitiba. A sua execução foi em duas etapas, a primeira no bairro Estância Pinhais e, mais recentemente, no Emiliano Perneta. A construção deste Parque começou com a realocação de diversas famílias que viviam em área de risco às margens do rio.

Primeiramente, resgatamos a dignidade dessas famílias ao colocá-las em uma região com toda a infraestrutura que elas merecem e necessitam. Em um segundo momento iniciamos a construção do Parque que hoje atende os moradores da região que ocupam seu tempo com diversão ou praticando esporte. Cuidar dos nossos rios e preservar o meio ambiente também é cuidar das pessoas. Essa é uma política que dá certo.

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