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Leituristas da Sanepar vão atuar no combate ao Aedes

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A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) começa a distribuir, neste mês, informativos para ajudar na eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores da dengue, da chikungunya e da zika. Vão participar leituristas em 103 cidades indicadas pela Secretaria de Estado da Saúde como as que registraram mais casos de dengue no Estado. “Nosso exército de leituristas vai entrar na guerra contra a dengue, atendendo a um pedido do governo estadual e a uma necessidade social de prevenção da doença”, disse o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. Em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria, os empregados da Sanepar receberão treinamento sobre as doenças.

Os informativos contêm uma lista de 20 possíveis focos do mosquito, como garrafas pet, garrafas de vidro, ralos, vasos, cacos de vidros em muros, vasilhas para animais, lixeiras, fontes, calhas, piscinas e outros. Para cada um desses focos, há uma instrução de como podem ser eliminados. A recomendação é que essas ações sejam repetidas uma vez por semana, já que os ovos do Aedes demoram cerca de dez dias para se transformarem em mosquitos adultos.

A Sanepar informa que não entrará nas casas para fazer vistorias. Essas atividades serão realizadas por outros órgãos. Caso o morador tenha alguma dúvida ou observe alguma atitude suspeita de agentes, poderá entrar em contato gratuitamente com a Sanepar pelo 0800 200 0115 ou mesmo informar a polícia.

Chaowiche lembra que é crescente o número de pessoas infectadas em todo o mundo, inclusive no Paraná. “A Sanepar quer dar sua contribuição para que os criadouros do mosquito sejam eliminados, pois essas doenças podem ter consequências graves e até matar”, afirmou. Ele relembrou que a população precisa fazer uma vistoria em seus imóveis e evitar deixar locais onde a água possa ser acumulada, pois ali a fêmea do mosquito pode pôr seus ovos. “A arma que a população tem hoje contra a dengue, a chikungunya e a zika é a prevenção. Se eliminarmos os locais onde a fêmea põe os ovos, estamos ajudando muito a reduzir o número de mosquitos e a incidência dessas doenças”, disse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorrem 300 milhões de infecções por dengue por ano, sendo que 100 milhões de infectados apresentam sintomas. A OMS afirma ainda que aproximadamente 50 mil doentes morrem todo ano. As fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus preferem colocar os ovos na borda de materiais com água limpa, mas se não houver, elas colocarão em água suja ou mesmo em lugar onde não exista água. Os ovos podem durar até 450 dias fora da água, esperando que a água apareça, para se transformarem em mosquitos. Por isso, é importante eliminar todos os possíveis criadouros do mosquito, não deixando água parada.

Toda semana, é preciso fazer uma limpeza com esponja em bebedouros de animais, pratinhos de plantas e quaisquer outros lugares que possam acumular água. Quando não é possível tirar toda a água, como é o caso de plantas como as bromélias, fontes, espelhos d’água, é importante aplicar uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária. Manter esses cuidados e usar repelentes certificados pela Anvisa são os passos mais importantes hoje para prevenção da dengue, chikungunya e zika. O Ministério da Saúde não recomenda uso de repelentes naturais.

SINTOMAS COMUNS – A enfermeira do trabalho da Sanepar, Viviane de Camargo, explica que os sintomas podem se confundir com uma gripe e que, em caso de suspeita, é importante ir ao médico. “Exames clínicos podem ajudar a diagnosticar a dengue. A zika, por enquanto, só com exames laboratoriais”, diz.

Segundo o Ministério da Saúde, febre alta (39° a 40°C), de início repentino (com duração de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele são os principais sintomas da dengue. Infectados com chikungunya também apresentam febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Com zika, o doente apresenta dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos, podendo ainda ter inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Para nenhuma dessas doenças existe vacina e o tratamento é sintomático. Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, deve-se buscar atendimento médico e evitar a automedicação, que pode inclusive piorar o quadro. “No caso da dengue, por exemplo, um comprimido para dor de cabeça com ácido acetilsalicílico pode piorar severamente o quadro. O ácido acetilsalicílico bloqueia o trabalho de coagulação das plaquetas por até oito dias após a ingestão, podendo levar a uma complicação hemorrágica”, explica a enfermeira.

Cidades onde serão distribuídos informativos:

Alto Paraná, Altônia, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assaí, Assis Chateaubriand, Astorga, Atalaia, Bela Vista do Paraíso, Cafelândia, Cambará, Cambé, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Centenário Do Sul, Céu Azul, Cianorte, Cidade Gaúcha, Corbélia, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Dois Vizinhos, Douradina, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Floraí, Floresta, Florestópolis, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaraci, Guaraqueçaba, Icaraíma, Inajá, Itaipulândia, Ivaiporã, Ivaté, Ivatuba, Jacarezinho, Jandaia do Sul, Joaquim Távora, Laranjeiras do Sul, Leópolis, Londrina, Lupionópolis, Mamborê, Mandaguaçu, Mandaguari, Maria Helena, Marilena, Maringá, Medianeira, Missal, Moreira Sales, Nova Aliança do Ivaí, Nova Esperança, Nova Londrina, Nova Prata do Iguaçu, Nova Santa Rosa, Novo Itacolomi, Paiçandu, Palotina, Paranacity, Paranavaí, Perobal, Pérola, Porecatu, Querência do Norte, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Realeza, Rolândia, Rondon, Rosário do Ivaí, Santa Cruz Monte Castelpo, Santa Fé, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha Itaipu, Santo Antonio da Platina, Santo Antonio do Caiuá, Santo Inácio, São João do Caiuá, São Jorge do Patrocínio, São Jose dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Ivaí, Siqueira Campos, Tamarana, Tapira, Terra Boa, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Ubiratã, Umuarama, Xambrê. (Fonte: ANPr/Foto: Divulgação Sanepar)

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Curitiba é a capital com a melhor qualidade de vida do Brasil

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Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.

Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.    

A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.

Crescimento em vários quesitos

Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.

Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.

Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.

Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.

A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.

Investimentos em toda a Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.

“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.

Metodologia

O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior.  (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)

Foto: José Fernando Ogura/SECOM (arquivo)

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Paraná tem 20,3 mil vagas de trabalho

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O início da semana traz boas notícias para quem busca uma oportunidade de emprego no Paraná. As Agências do Trabalhador de todas as regiões do Estado começam a semana com 20.316 vagas com carteira assinada abertas em diversas áreas e para diferentes níveis de escolaridade e experiência.

A função com maior número de oportunidades disponíveis é para alimentador de linha de produção, com 5.701 vagas abertas em todo o Paraná. Na sequência aparecem as funções de abatedor, com 1.386 oportunidades, magarefe (profissional responsável pelo corte de carnes), com 824, e operador de caixa, com 711 vagas.

A regional com maior volume de oportunidades é a de Cascavel, com 4.404 vagas abertas. O destaque é para as áreas de alimentador de linha de produção (1.592 vagas) e abatedor (999 vagas), além de oportunidades para operador de caixa e repositor de mercadorias.

Na sequência aparece a Região Metropolitana de Curitiba, com 3.967 vagas disponíveis. Os principais postos são para alimentador de linha de produção (340), operador de telemarketing ativo e receptivo (281), atendente de lanchonete (252) e faxineiro (183). Somente a Agência do Trabalhador de Curitiba concentra 388 oportunidades.

A regional de Campo Mourão soma 3.294 vagas, com destaque para alimentador de linha de produção (940), magarefe (533) e abatedor (199). Já Foz do Iguaçu reúne 2.214 oportunidades, sendo mais de mil para alimentador de linha de produção.

Também há vagas nas regionais de Pato Branco, com 1.992 oportunidades, Maringá, com 1.326, Londrina, com 1.107, e Umuarama, com 897 postos abertos.

Em Maringá, um dos destaques é a oferta de 260 vagas para trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, além de oportunidades para operador de caixa e magarefe. Em Londrina, há vagas para vendedor do comércio varejista e faxineiro. Já em Paranaguá, as empresas buscam profissionais para as funções de embalador à mão, carregador e operador de caixa.

As Agências do Trabalhador também concentram vagas para profissionais com formação técnica ou ensino superior. Em Curitiba, existem oportunidades para enfermeiro, técnico de enfermagem, eletricista de manutenção eletroeletrônica, analista contábil, engenheiro civil, professores de diversas disciplinas e técnico de suporte de TI.

Há ainda vagas voltadas para estudantes e estagiários, como oportunidades para preparador físico, enfermagem, marketing, engenharia mecânica e segurança do trabalho. (AEN/Foto: SECOM)

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Movimentação cresce 11% e garante melhor abril da história nos portos paranaenses

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Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.

Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.

No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.

IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).

Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.

Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.

A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades. (Foto: Claudio Neves – Portos Paraná/AEN)

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