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Encontro de prefeitos abre nova etapa de cooperação entre Estado e municípios

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O Encontro de Prefeitas e Prefeitos Eleitos, que acontece em Foz do Iguaçu e reúne 1.800 pessoas, inicia mais uma nova etapa de trabalho, parceria e cooperação entre o Estado e os 399 municípios. A afirmação foi pelo governador Beto Richa, ao abrir, nesta quinta-feira (01) os trabalhos técnicos do evento. “Passadas as disputas eleitorais, é hora de somar forças em torno dos objetivos a que todos nos propusemos, que é trabalhar a favor do Paraná”, disse Richa.

“Os municípios paranaenses têm no Governo do Estado um parceiro fiel e estratégico. Tenham certeza e segurança de que a relação entre o Estado e as prefeituras é e continuará sendo movida e inspirada pelo diálogo e pelo respeito, acima de quaisquer diferenças políticas ou partidárias”, ressaltou ele aos prefeitos eleitos, gestores e profissionais dos municípios, de diversas áreas. Os ministros da Saúde, Ricardo Barros, e das Cidades, Bruno Araújo, participam deste segundo dia do encontro – que começou quarta-feira e segue até esta sexta.

Promovido pelo Governo do Estado e o Sebrae-PR, o evento faz parte do Programa de Estudos Avançados para Líderes Públicos, é organizado pela Casa Civil e tem o objetivo de apoiar os prefeitos no planejamento dos primeiros dias de administração e apresentar programas do Estado que podem ser implementados nos municípios. “Nossa equipe de governo está presente para responder a todas as perguntas, mostrar os programas, anunciar ações, apresentar os financiamentos e os recursos disponíveis aos municípios”, explicou Richa.

O governador lembrou que no seu primeiro mandato percorreu todos os 399 municípios para conhecer a realidade de cada um. “Isso foi muito importante para as ações e investimentos que pudemos levar adiante. Nos últimos seis anos, realizamos um conjunto de investimentos que beneficiou, sem exceção, todos os municípios paranaenses. Esse é o maior legado que o nosso governo construiu ao longo do tempo”.

REFORMA ESTRUTURAL – Ao falar sobre a crise nacional, principalmente a situação de quase todos os estados, o governador defendeu uma reavaliação de toda a estrutura de funcionamento do poder público, o que inclui a União, os Estados, empresas públicas e os municípios. “Não vivemos apenas uma crise de conjuntura, provocada pela recessão que atinge o País. É um grave problema estrutural, que só será sanado com uma reforma racional da composição de gastos do poder público com funcionalismo, encargos sociais e previdência, além da revisão das vinculações de receitas. A atual estrutura de gastos é uma catástrofe anunciada. Por isso, as reformas são urgentes e exigem muita coragem”, afirmou.

O Paraná, disse Richa, também sofre os efeitos da recessão econômica, mas o Estado soube se preparar. Ele ressaltou as primeiras medidas fiscais e de redução de despesas, tomadas há dois anos, e afirmou que elas foram imprescindíveis. “Vemos a situação de muitos outros estados, com salários atrasados ou parcelados, falta de recursos para pagar o 13º e para manter em funcionamento serviços básicos de saúde, educação e segurança pública. O Paraná, ao contrário, depositou ontem não só o salário de novembro dos seus servidores, como antecipou o pagamento de metade do 13º salário. Uma injeção de R$ 2,4 bilhões na economia paranaense, somadas as duas folhas. Isso tudo acontece num momento em que os nossos investimentos estão em crescimento”.

MENOS DESEQUILÍBRIO – Os avanços do Paraná também foram ressaltados pelo governador. Ele lembrou que o Estado recompôs a sua capacidade e é o único no País que elevou os investimentos em 2016, na comparação com o ano passado. “São R$ 5 bilhões aplicados neste ano em obras, ações sociais e programas de governo, incluídas as empresas estatais”, disse ele.

Em 2015, o Paraná tornou-se a terceira maior indústria de transformação do País. Houve descentralização da economia, antes muito focada na região de Curitiba. “As regiões do Estado ganharam mais dinamismo econômico com a instalação de novas empresas e a ampliação de outras. O nível de emprego cresceu nos últimos anos, o padrão de consumo das famílias do interior do Estado é superior ao verificado na Região Metropolitana de Curitiba. Isso significa uma efetiva redução dos desequilíbrios regionais. O Paraná está crescendo de forma mais homogênea.”

Richa mencionou que de 2011 para 2014 o Paraná elevou em 3,8% o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), com evolução bem acima da média nacional. Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do governo federal, também apontam o Paraná como um dos Estados que mais reduziram a miséria nos últimos anos. O número de pessoas extremamente pobres no Estado caiu de 374 mil, em 2009, para 159 mil em 2014, uma queda de 57%. Além disso, foram reduzidos de forma significativa os índices de mortalidade materna e infantil.

COLETIVIDADE – O governador disse aos prefeitos que, mais que números e estatísticas, o que fica na memória das pessoas são os atos e a conduta como gestores públicos. “E este comportamento, mais que nunca, precisa ser permeado hoje pelo compromisso com a coletividade”, afirmou.

Ele lembrou que no seu primeiro mandato, a política salarial dos servidores públicos foi conduzida até o limite da responsabilidade fiscal. Todas as categorias de servidores tiveram expressivos ganhos acima da inflação (em média, mais de 40%), especialmente os professores e os policiais, que hoje têm vencimentos acima da média nacional. Neste ano o funcionalismo voltou a ter a reposição integral da inflação, com reajuste de 10,67% em janeiro.

“É uma conquista inquestionável diante da falta de reajuste aos servidores nos demais Estados, e do desemprego crescente na iniciativa privada. Reconhecemos o papel do servidor e vamos continuar valorizando a categoria, tanto que, em 2017, vamos conceder progressões e promoções que somam R$ 1,4 bilhão”, disse Richa.

“Mas não podemos e não vamos sacrificar os interesses dos mais de 11 milhões de paranaenses, com os quais temos o compromisso de oferecer serviços públicos de qualidade, para ceder a pressões corporativas. O sacrifício de hoje precisa ser partilhado por todos, sem privilégios a grupos ou a setores. Os paranaenses terão sensibilidade e perceberão que deve prevalecer o interesse coletivo da nossa população. O Estado seguirá sendo conduzido com responsabilidade e sensatez.”

PARA OS MUNICÍPIOS – Com todas as adversidades, afirmou Richa, o Governo do Estado manteve o fluxo de transferências aos municípios, o que foi fundamental para que algumas prefeituras se conservassem solventes. Em 2016, o Estado já repassou R$ 6,8 bilhões aos municípios – R$ 5,2 bilhões em ICMS e R$ 1,6 bilhão em IPVA.

Richa informou que o governo estadual está finalizando a negociação para a contratação de 150 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a implantação do programa Paraná Urbano 3, que irá assegurar aos municípios uma nova e importante fonte de financiamento para as suas obras. “São cerca de R$ 500 milhões, que vão se somar aos recursos já existentes e disponíveis para os municípios.”

Também está encaminhada a contratação de um empréstimo de 300 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) para investimentos nas rodovias, em obras de restauração, conservação, terceiras faixas e duplicações. “O equilíbrio fiscal conquistado pelo Paraná nos garante novo aumento no volume de investimentos com recursos próprios em 2017”, afirmou.

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Curitiba é a capital com a melhor qualidade de vida do Brasil

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Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.

Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.    

A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.

Crescimento em vários quesitos

Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.

Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.

Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.

Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.

A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.

Investimentos em toda a Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.

“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.

Metodologia

O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior.  (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)

Foto: José Fernando Ogura/SECOM (arquivo)

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Paraná tem 20,3 mil vagas de trabalho

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O início da semana traz boas notícias para quem busca uma oportunidade de emprego no Paraná. As Agências do Trabalhador de todas as regiões do Estado começam a semana com 20.316 vagas com carteira assinada abertas em diversas áreas e para diferentes níveis de escolaridade e experiência.

A função com maior número de oportunidades disponíveis é para alimentador de linha de produção, com 5.701 vagas abertas em todo o Paraná. Na sequência aparecem as funções de abatedor, com 1.386 oportunidades, magarefe (profissional responsável pelo corte de carnes), com 824, e operador de caixa, com 711 vagas.

A regional com maior volume de oportunidades é a de Cascavel, com 4.404 vagas abertas. O destaque é para as áreas de alimentador de linha de produção (1.592 vagas) e abatedor (999 vagas), além de oportunidades para operador de caixa e repositor de mercadorias.

Na sequência aparece a Região Metropolitana de Curitiba, com 3.967 vagas disponíveis. Os principais postos são para alimentador de linha de produção (340), operador de telemarketing ativo e receptivo (281), atendente de lanchonete (252) e faxineiro (183). Somente a Agência do Trabalhador de Curitiba concentra 388 oportunidades.

A regional de Campo Mourão soma 3.294 vagas, com destaque para alimentador de linha de produção (940), magarefe (533) e abatedor (199). Já Foz do Iguaçu reúne 2.214 oportunidades, sendo mais de mil para alimentador de linha de produção.

Também há vagas nas regionais de Pato Branco, com 1.992 oportunidades, Maringá, com 1.326, Londrina, com 1.107, e Umuarama, com 897 postos abertos.

Em Maringá, um dos destaques é a oferta de 260 vagas para trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, além de oportunidades para operador de caixa e magarefe. Em Londrina, há vagas para vendedor do comércio varejista e faxineiro. Já em Paranaguá, as empresas buscam profissionais para as funções de embalador à mão, carregador e operador de caixa.

As Agências do Trabalhador também concentram vagas para profissionais com formação técnica ou ensino superior. Em Curitiba, existem oportunidades para enfermeiro, técnico de enfermagem, eletricista de manutenção eletroeletrônica, analista contábil, engenheiro civil, professores de diversas disciplinas e técnico de suporte de TI.

Há ainda vagas voltadas para estudantes e estagiários, como oportunidades para preparador físico, enfermagem, marketing, engenharia mecânica e segurança do trabalho. (AEN/Foto: SECOM)

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Movimentação cresce 11% e garante melhor abril da história nos portos paranaenses

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Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.

Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.

No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.

IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).

Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.

Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.

A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades. (Foto: Claudio Neves – Portos Paraná/AEN)

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