Economia

Índice de Confiança da Indústria tem maior nível desde agosto de 2018

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O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,6 pontos de dezembro de 2018 para janeiro. Com a alta, o indicador atingiu para 98,2 pontos em uma escala de zero a 200, o maior nível desde agosto do ano passado.

A confiança subiu em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários da indústria em relação ao futuro, avançou 4,3 pontos e atingiu 99,5, o maior nível desde agosto de 2017 (100,6 pontos).

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários da indústria em relação ao momento presente, subiu 1 ponto, indo para 97 pontos, a terceira alta consecutiva. A alta foi puxada principalmente pelo grau de satisfação com o nível da demanda atual, que subiu 1,6 ponto.

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., o setor industrial dá sinais de esperar uma retomada nos próximos meses, após a expressiva desaceleração do segundo semestre do ano passado.

“As expectativas avançaram bem em janeiro, com melhores previsões para a produção e o emprego no horizonte de três meses e otimismo com relação à evolução do ambiente de negócios no horizonte de seis meses”, disse.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,5 ponto percentual em janeiro, para 74,3%, o menor nível desde setembro de 2017 (74,0%). (Fonte: Agência Brasil/foto:Arquivo)

 

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Economia

Em recuperação, faturamento da indústria cresce 11,4% em maio

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A retomada da atividade econômica após a paralisação provocada pela pandemia do novo coronavírus fez o faturamento da indústria crescer 11,4% em maio na comparação com abril. O crescimento consta da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este foi o primeiro crescimento em dois meses.

A alta foi, porém, insuficiente para compensar a queda no faturamento em março e em abril, quando a maior parte das fábricas interrompeu as atividades. Mesmo com a recuperação no mês passado, o faturamento real (corrigido pela inflação) está 18,2% abaixo do registrado em fevereiro e 17,7% do observado em maio de 2019.

Dois indicadores apresentaram crescimento em relação a abril. As horas trabalhadas na produção cresceram 6,6% em maio, e a utilização da capacidade instalada subiu de 67% para 69,6% na série dessazonalizada (que exclui o efeito de feriados). Apesar da reação, as horas trabalhadas estão 18,4% inferiores às de maio de 2019, e a utilização da capacidade instalada está 8,5 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

Em nota, a CNI informou que o crescimento nos indicadores veio depois de dois meses de fortes quedas. Para a entidade, o resultado de maio indica que a pior fase da crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 ficou para trás.

A recuperação da atividade, no entanto, não chegou ao mercado de trabalho. O nível de emprego recuou 0,8% em maio na comparação com abril, registrando o quarto mês seguido de encolhimento. A queda, no entanto, foi menor que no mês anterior. O indicador de emprego está 15,4% inferior ao de maio do ano passado.

A massa salarial e o rendimento médio reais (corrigidos pela inflação) pagos aos trabalhadores da indústria tiveram retração pelo segundo mês consecutivo. A massa salarial caiu 8,1%, enquanto o rendimento médio encolheu 6,5% em relação a abril.

(Agência Brasil)

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Economia

Confiança do empresário de serviços cresce pelo segundo mês, diz FGV

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O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva do indicador, que havia avançado 9,4 pontos em maio (na comparação com abril).

Apesar de ter acumulado 20,6 pontos nos últimos dois meses, o indicador recuperou apenas 48% das perdas sofridas pela confiança do empresário de serviços brasileiro no bimestre de março e abril deste ano, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A alta em junho atingiu os 13 segmentos pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 7 pontos e atingiu 64 pontos. Já o Índice de Expectativas cresceu 15,1 pontos e chegou a 79,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada do setor de serviços diminuiu 0,8 ponto percentual, passando para 77,2%, atingindo um novo mínimo histórico da série iniciada em abril de 2013. (Agência Brasil/Foto: Elza Fiúza)

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. (Agência Brasil/Foto: Elza Fiúza)

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Economia

Boletim registra alta na venda de bens duráveis durante a pandemia

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As vendas de áudio, vídeo e eletrodomésticos apresentaram um salto de 14% no mês de maio. Produtos de informática, telefonia, linha branca (como geladeira e fogão), celulares, televisores, móveis e colchões também mostraram tendência positiva após a forte queda nas vendas nos meses de março e abril.

Os dados são do boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes. O trabalho mostra possível adaptação na forma de atendimento ao consumidor, e identifica que alguns bens duráveis podem ter experimentado aumento de demanda em razão da necessidade de isolamento social, movimento econômico que é limitado, à medida que as pessoas se sentem adaptadas à nova realidade.

Um dos novos dados apurados no boletim conjuntural mostra que o Paraná chegou a um saldo de R$ 103,5 bilhões em créditos concedidos a pessoas jurídicas até o mês de abril. O montante aponta um acréscimo de quase R$ 10 bilhões em relação ao resultado de fevereiro.

ATACADO – No período de 01 a 21 de junho de 2020, o comércio atacadista paranaense operou em um nível equivalente a 74% do patamar pré-pandemia, apresentando relativa estabilidade em relação a maio. As vendas no comércio varejista no Estado ao Paraná também apresentaram, desde maio, tendência de recuperação após as quedas nos primeiros meses da pandemia.

NOTAS – O Paraná registra 94% de empresas que emitem documentos fiscais (NF-e ou NFC-e) abertas até 19 de junho. Mesmo assim, o Estado já acumula R$ 1,6 bilhão em perdas de receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No cenário específico do funcionamento das empresas, o boletim conjuntural aponta que 4 mil estabelecimentos que operam no Simples Nacional e 1,050 mil do Regime Normal ainda estavam fechados no dia 22 de junho. No auge das recomendações de isolamento social, entre o fim de março e o começo de abril, havia 37.700 empresas do Simples fechadas, assim como 6.300 do Regime Normal.

PIB – A projeção do PIB para 2020 mostra sinais de estabilização, uma vez que o valor para a semana atual é muito próximo das duas anteriores, com queda estimada de 6,50%, contra uma previsão de alta de 2,3% estimada para o ano antes do início da pandemia. A expectativa de momento é que haja resultado positivo agropecuária (2,23%) e redução significativa na indústria (-7,12%) e em serviços e comércio (-5,49%).

Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), embora as projeções do Banco Central indiquem que o segundo trimestre do ano será o mais afetado pela pandemia, o Paraná projeta resultados negativos já no terceiro trimestre (-10,1%) em relação à previsão inicial, e no quarto trimestre (-7,2%).

Apesar da recuperação inicial analisada pelo Ipardes, o boletim conjuntural aponta que é necessário acompanhar o novo cenário e comportamento das atividades econômicas, pois o PIB paranaense deve apresentar retração em todos os trimestres até o final ao ano.

ICMS – No mês de maio, houve queda de 776,5 milhões (29,9%), em comparação ao mesmo período de 2019. Em relação à Lei Orçamentária, a queda foi de R$ 433 milhões em abril e R$ 853 milhões em maio. A arrecadação de ICMS de abril apresentou melhor desempenho em comparação a maio porque está relacionada, em parte, às operações realizadas em março, que foram afetadas a partir da sua segunda quinzena.

O setor de combustíveis, que tem a maior participação no ICMS, de 21,6% em 2020, representa a maior queda, de 60,8% em comparação a maio de 2019.
A queda na arrecadação de ICMS de março a maio, de R$ 1,380 bilhão somada à queda parcial de junho, de R$ 233,9 milhões. O auxílio financeiro de R$ 1,7 bilhão destinado ao Paraná pelo governo federal suportará até 23% das perdas no ICMS do Estado.

 REGIÕES – Na macrorregião de saúde Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), o comércio varejista e a indústria de transformação, sem incluir a produção de alimentos, registraram evolução, passando a operar em 86,9% e 80,3%, respectivamente, em relação aos níveis anteriores à pandemia.

Na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), a indústria alimentícia e os comércios varejista e atacadista exibiram alta na comparação com o mesmo mês de maio, sendo destaque a manufatura de alimentos, com nível de operação muito próximo ao patamar observado antes da crise do coronavírus.

A indústria de transformação da macrorregião Norte (Londrina e região), excluindo a produção de alimentos, já opera em um nível igual ao verificado antes da COVID-19. O cenário reflete uma flexibilização no funcionamento, onde o comércio varejista e o ramo atacadista registram alta.

O Oeste (Cascavel e Pato Branco) também apresentou alta no comércio varejista e nas atividades industriais. Já o comércio atacadista anotou considerável queda, passando a operar em 70% do nível pré-pandemia. (Foto: Gilson Abreu/AEN)

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