Uma hora e onze minutos. Esse foi o tempo que levou para Grasiele Torino, de Paranavaí, no Noroeste do Estado, conseguir registrar sua microempresa de engenharia civil e segurança do trabalho na Junta Comercial do Paraná (Jucepar). O protocolo foi feito pela internet, pelo portal Empresa Fácil Paraná (www.empresafacil.pr.gov.br), às 9h44 desta sexta-feira (22) e a autenticação aconteceu às 10h55.
Não é caso isolado. Em menos de três meses, a Jucepar já atingiu uma das principais metas da nova gestão: reduzir o tempo médio do trâmite para abertura de empresas de cinco dias para um dia útil. “Quando iniciamos nosso mandato, havia 4 mil empresas na fila da Junta Comercial esperando para abrir seus negócios. Zeramos essa fila”, anunciou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, ao participar do Smart City Expo Curitiba. “Tudo isso, usando tecnologia”, enfatizou.
A rapidez na liberação do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) surpreendeu os envolvidos. “Essa agilidade é fundamental para nós, empreendedores, pois facilita bastante o recebimento de notas e a prestação de contas para o cliente”, destacou Grasiele.
Sua contadora, Rosa Maria Loureiro Dias, também destacou o dinamismo da Jucepar. “A experiência de protocolo era bem demorada. Tive um processo que demorou 12 dias. Depois tivemos um caso em que o processo saiu em cinco dias. Hoje foi a surpresa, o registro saiu na mesma manhã do protocolo, menos de uma hora e meia de espera”, relatou.
IMPACTO – Também na manhã desta sexta-feira (22), o contador Bento Rosa Junior foi até a agência da Junta Comercial do Paraná em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para solicitar o registro de uma loja de roupas no município. “Tivemos uma surpresa muito boa. Demos entrada no processo às 8h30 e ficou pronto às 10h40”, contou.
“Os clientes querem agilidade no processo e isso tem um impacto muito grande e saudável para todo mundo. Ganha o Estado, o município, a federação. Estou muito satisfeito”, disse.
ESTOQUE ZERADO – Com o estoque acumulado zerado, a Jucepar passou a trabalhar com o movimento diário de processos recebidos. “As empresas que não precisam de licenciamento especial, não são grau de risco alto, estão sendo constituídas e registradas no próprio dia”, destacou o presidente do órgão, Marcos Sebastião Rigoni de Mello.
Ele atribui a diminuição do prazo para abertura de novos negócios a alterações implementadas em processos tecnológicos e na metodologia de trabalho do órgão.
“Estamos mudando conceitos e filosofias, mostrando que não se faz nada no Paraná se não tiver investimento. E todo investimento nasce na Junta Comercial. Foram mudanças simples, mudanças de sistemas, módulos novos que entraram e boa vontade de trabalhar”, explicou Mello, ressaltando que os avanços só foram possíveis devido ao trabalho da equipe de colaboradores, funcionários, relatores e vogais.
RISCO – Entre as mudanças adotadas, estão novas fases do sistema Empresa Fácil Paraná, que permite ao empreendedor realizar todo o processo de abertura do empreendimento pela internet. Para as atividades econômicas classificadas por lei como de baixo risco, o registro sai em um dia útil.
“Os que têm risco mais elevado têm que providenciar suas licenças nos devidos órgãos competentes”, frisou o presidente. Cada órgão integrante do sistema, como prefeituras, Vigilância Sanitária, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Receita Federal, Secretarias da Fazenda, Saúde e Meio Ambiente, têm seu tempo para liberação de licenças. BOX
Paraná reduz prazo antes da regulamentação de MP federal
O presidente da Jucepar, Marcos Sebastião Rigoni de Mello, salienta que o tempo médio para abertura de empresas no Paraná caiu antes mesmo da regulamentação da Medida Provisória 876, publicada na semana passada pelo Governo Federal, que vai aprovar automaticamente o registro de 96% das empresas brasileiras.
O novo regulamento determina que o Empresário Individual, Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) e Sociedade Limitada (LTDA) sejam registrados automaticamente após a etapa inicial de viabilidade de nome e de localização.
Com isso, o empresário já sairá da Junta Comercial com o número do seu CNPJ. A MP também permite que advogados e contadores declarem a autenticidade de documentos, reduzindo exigências e custos. (ANPr/Foto: Divulgação)
Curitiba aumentou em 23% as exportações no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram US$ 1,2 bilhão nos primeiros cinco meses deste ano, contra US$ 969,9 milhões na mesma base de comparação em 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
O crescimento das exportações de Curitiba foi o dobro do registrado pelo Brasil no período. No primeiro semestre, as exportações do Brasil somaram US$ 184,8 bilhões. Esse valor representou um aumento de 11,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O Peru foi principal comprador de produtos de Curitiba nos primeiros seis meses do ano. Foram US$ 191,3 milhões, suficientes para ultrapassar a China (US$ 189,2 milhões) e Argentina (US$ 159,5 milhões).
Produtos
Com uma pauta diversificada de produtos exportados, Curitiba teve o desempenho puxado por soja triturada (US$ 232,13 milhões); tratores (US$ 206,39 milhões); veículos para transporte de mercadorias (US$ 190,23 milhões); madeira serrada (US$ 46,37 milhões); artigos e aparelhos ortopédicos (US$ 41,16 milhões); e peróxido de hidrogênio (US$ 36,12 milhões).
“Curitiba se destaca como um polo industrial importante, principalmente na Cidade Industrial de Curitiba, com linhas de produção de alto valor tecnológico, o que vem garantindo que as exportações avancem em um ritmo maior que a média brasileira”, destaca o prefeito Eduardo Pimentel.
Os mercados com maior crescimento no período foram Chile, com avanço de 61% nas compras de produtos de Curitiba, China, com avanço de 55%, e Peru, com alta de 30%.
As vendas para esses países ajudaram a compensar a queda das exportações para os Estados Unidos, que recuaram 16% no primeiro semestre, de US$ 67,3 milhões para US$ 56,78 milhões, em função dos efeitos do tarifaço norte-americano, que prejudicou principalmente as vendas de madeira. As exportações para a Argentina também tiveram redução, de US$ 213,4 milhões para US$ 159,56 milhões, recuo de 25%.
Curitiba tem uma pauta de exportações bem diversificada, que inclui mais de 600 categorias de produtos, que abrangem de refrigeradores a pimenta, de tratores, automóveis e motores a cabelo e fósforos, por exemplo. No ano passado, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões, alta de 18% em relação aos US$ 1,83 bilhão registrados em 2024. (Foto: Ricardo Marajó/SECOM)
A partir de segunda-feira (29/06), a campanha de vacinação contra a gripe está oficialmente aberta para todos os paranaenses com idade acima de seis meses. A ampliação da cobertura foi pactuada entre a Secretaria da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), abrangendo os 399 municípios do Estado. O objetivo é conter o avanço do vírus influenza, que historicamente aumenta com a chegada das temperaturas mais baixas.
“Com essa abertura para todos os públicos, com mais pessoas imunizadas, vamos combater a gripe e proteger a população”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Até então restrita aos públicos prioritários, a campanha agora atinge um novo patamar. E para reforçar a ampliação, a Sesa recebeu do Ministério da Saúde um aporte extra de 408 mil doses, somando 4.249.780 doses da vacina, que já estão sendo distribuídas a todas as 22 Regionais de Saúde. Cada município tem autonomia para definir seus horários e estratégias de atendimento, dependendo da organização de sua rede de saúde.
PRIORITÁRIO, SEGUE COM PRIORIDADE – Mesmo com a abertura para o público geral, o governo do Estado faz um apelo para que os grupos de maior risco não deixem de se vacinar. A meta é imunizar 90% desse público (cerca de 2,9 milhões de pessoas). Até o momento, foram 2.411.279 doses aplicadas, o que representa o índice de 48,31%.
Do grupo de risco, as gestantes são as que mais se imunizaram, com 65,73%; idosos foram 49,94% e crianças, 41,69%. “O avanço da vacinação é um passo importante. A imunização é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para internamentos e complicações fatais”, afirmou o secretário. (Foto: Ari Dias/AEN)
Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.
Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.
A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.
Crescimento em vários quesitos
Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.
Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.
Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.
Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.
A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.
Investimentos em toda a Curitiba
O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.
“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.
Metodologia
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)