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Ferroeste atinge em oito meses o faturamento de todo ano passado

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A Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.) registrou o maior faturamento de sua história atingindo de janeiro até a terça-feira, 20 de agosto, a marca de R$ 20,556 milhões. O resultado é superior a todo o ano de 2018, que registrou R$ 20,523 milhões. No ano passado, no mesmo período, a Ferroeste havia faturado R$ 14,34 milhões – o balanço deste ano é 43% superior.

A empresa teve crescimento em todos os meses em relação a 2018, com destaque para janeiro, abril e maio. O balanço de maio registrou salto de R$ 1,4 milhão (ano passado) para R$ 3,14 milhões, maior diferença desse período. O resultado de abril, de R$ 3,4 milhões, foi o maior da história em um único mês da companhia.

Também houve crescimento de 38% em relação ao volume transportado pela linha férrea, que tem 250 quilômetros de extensão, entre Cascavel e Guarapuava, fundamental para o escoamento da produção do Oeste do Paraná. Foram 725 mil toneladas até esta terça-feira (20), contra 526 mil do mesmo período do ano passado. O resultado mais próximo foi alcançado em 2016, com 613 mil toneladas. Em setembro a Ferroeste espera bater o volume do que foi transportado em todo o ano passado.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, os números indicam que a Ferroeste registrará lucro pela primeira vez em sua história. “Ela é muito importante para o Estado, para o desenvolvimento, em especial para o agronegócio”, disse. “A Ferroeste nunca deu lucro, nesse ano vai ter. Isso mostra a eficiência da nossa equipe, o grau de compromisso que temos com eficiência na gestão. Em sete meses e meio completamos o faturamento do ano passado inteiro”.

GESTÃO ESTRATÉGICA – Para o diretor-presidente da Ferroeste, André Luiz Gonçalves, o desempenho da empresa é resultado da gestão estratégica na operação logística. “Trabalhamos basicamente em melhorar a gestão da companhia, gerando eficiência, reduzindo custos, valorizando o nosso pessoal. Tivemos um contato mais direto com a operação e negociamos melhor com nossos clientes”, afirmou. “Gestão e parcerias são as duas palavras estratégicas dessa nova fase da Ferroeste, que não seria possível sem o apoio dos diretores Gerson Almeida (Operacional) e Fábio Vieira (Financeiro), além do Secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex”.

Gonçalves reforça que a empresa não realizou nenhum investimento substancial para alcançar esse resultado. A Ferroeste, ele enfatiza, é fundamental para que o volume de produção do agronegócio alcance o Porto de Paranaguá, o que também favorece seu crescimento. “Consideramos o número importante para mostrar que a empresa desenvolve um papel estratégico no Estado, mas que ainda faz muito pouco em função da demanda do mercado de transporte logístico. Essa realidade ainda será alterada”, completou. A empresa deve alcançar em dezembro um faturamento na casa de R$ 30 milhões.

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Presidente da Ferroeste conhece ferrovias nos EUA e Canadá

O diretor-presidente da Ferroeste, André Luiz Gonçalves, representa o Paraná nesta semana na Missão Estados Unidos e Canadá, organizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Representantes do Ministério da Infraestrutura e da Federação das Indústrias do Paraná também fazem parte da comitiva.

O principal objetivo é aumentar a troca de experiências e conhecimento de novas tecnologias e processos internacionais sobre ferrovias que possam ser aplicados na produção estadual. A missão passa por Montreal (Canadá), Chicago e Washington (EUA).

O Paraná está entre os maiores produtores de soja do País ao lado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Os Estados Unidos ainda são os principais produtores globais da commodity e comercializam a maior parte da produção com transporte ferroviário.

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Ferroeste busca parcerias para concretizar corredor Dourados-Paranaguá

Além dos resultados alcançados neste ano, a Ferroeste mira parcerias para concretizar o corredor ferroviário Dourados-Paranaguá. O Evetea (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) deve ser contratado nos próximos meses.

O governador Ratinho Junior e técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Logística e da Governadoria apresentaram ao grupo China Merchants projetos ferroviários de curto, médio e longo prazos no Paraná no começo deste mês. A empresa é uma das gigantes do setor logístico e comprou recentemente o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

De acordo com estudos do Governo, cerca de 10 milhões de toneladas circularam pelas ferrovias paranaenses com destino aos portos do Paraná em 2018, contra 43 milhões de toneladas transportadas por caminhões, o que mostra o desequilíbrio no escoamento.

Para dar conta da crescente demanda da sociedade, do agronegócio e da necessidade de estruturar o Paraná como centro logístico da América do Sul, os investimentos a médio prazo preveem um corredor intermodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu, com previsão de contratação de projeto e Evetea ainda para este mês e lançamento do edital em 2021. A ligação está orçada em cerca de R$ 1,6 bilhão.

O projeto prevê o transporte por via fluvial e terrestre entre Foz do Iguaçu e Cascavel pela nova perimetral leste, parte do projeto milionário da segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai, além do transporte ferroviário, o que concretizará aumento expressivo da movimentação de trens e cargas no Oeste do Paraná, ampliando a geração de emprego e o PIB do Estado. A mudança no maior porto seco do País, em Cascavel, por onde transitam 150 mil caminhões por ano, permitirá integração inédita e rápida entre as três vias.

Já o projeto a longo prazo prevê concretizar a ligação Dourados-Paranaguá, com a integração do trecho intermodal Foz do Iguaçu-Cascavel, que pode trazer potencial de exportação inédito ao Estado. Haverá as linhas Cascavel-Guarapuava-Irati-Lapa-Litoral, cobrindo uma região estratégica para o País e o continente. A nova ligação teria 1.000 quilômetros.

A ideia é que 50 milhões de toneladas de cargas, entre exportações e importações, sejam transportadas por este ramal, entre milho, soja e carnes, com retorno de fertilizantes e calcários por parte da China. (Foto: Jaelson Lucas/AEN)

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Curitiba é a capital com a melhor qualidade de vida do Brasil

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Curitiba está novamente no topo da qualidade de vida entre as capitais brasileiras. É o que mostra o Índice de Progresso Social 2026, divulgado na quarta-feira (20/5) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. No comparativo com todas as cidades do país, Curitiba está na quinta posição. A cidade lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido.

Obtendo nota 71,29, Curitiba está à frente de Brasília (DF), que obteve índice 70,73, São Paulo (SP), avaliada com 70,64, e Campo Grande (MS), com nota 69,77. O índice médio do Brasil é de 63,4.    

A capital paranaense melhorou seus indicadores. Em 2025, a cidade ocupava a 11ª colocação entre os municípios brasileiros, com uma nota de 69,89. Neste ano, Curitiba saltou para a quinta colocação geral, com nota de 71,29 e é a única capital e única cidade com mais de um milhão de habitantes entre os 15 municípios melhor avaliados.

Crescimento em vários quesitos

Quando analisados os componentes que compõem esta nota, Curitiba avançou em diversos quesitos na comparação com o IPS 2025.

Em Acesso à Informação e Comunicação, a nota na cidade no ano passado foi 78,48, e cresceu em 2026 para 94,80. Este parâmetro avalia a cobertura de internet móvel (4G/5G), existente na cidade, assim como a densidade de internet banda larga fixa, a densidade de telefonia móvel e a qualidade de internet móvel disponíveis.

Se analisado como a cidade oferece Moradia, a nota que era 89,94, foi para 90,22. Para esta nota foram avaliadas a disponibilidade de domicílios com coleta de resíduos adequada, de domicílios com iluminação elétrica adequada e de domicílios com paredes e pisos adequados.

Também foi registrado avanço em Acesso ao Conhecimento Básico, em teve índice de 78,37 em 2025 e agora foi avaliado com 81,12. Este quesito avalia o abandono no ensino fundamental e médio, a distorção idade-série no ensino médio, evasão escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o percentual de reprovação escolar no ensino médio.

A cidade também mostra progresso em Qualidade do Meio Ambiente. Neste parâmetro são avaliados a quantidade de áreas verdes urbanas, as emissões de CO₂ por habitante, a existência de focos de calor, o Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) e a supressão da vegetação primária e secundária. A nota de Curitiba, que foi de 73,41 no ano passado, agora é de 74,58.

Investimentos em toda a Curitiba

O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.

“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.

Metodologia

O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que mede o desempenho social e ambiental de territórios em todas as geografias (países, estados, municípios e até comunidades). O IPS é um índice desenvolvido pela organização internacional Social Progress Imperative, a qual coordena a publicação anual do IPS para 170 países desde 2014. É composto por 57 indicadores sociais e ambientais oriundos de fontes públicas. Esses indicadores são agregados em um índice com pontuação de 0 a 100. Por sua vez, esse índice geral é composto por índices para três dimensões do progresso social (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes dentro das dimensões (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior.  (Fonte: SECOM/Foto: Pedro Ribas)

Foto: José Fernando Ogura/SECOM (arquivo)

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Paraná tem 20,3 mil vagas de trabalho

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O início da semana traz boas notícias para quem busca uma oportunidade de emprego no Paraná. As Agências do Trabalhador de todas as regiões do Estado começam a semana com 20.316 vagas com carteira assinada abertas em diversas áreas e para diferentes níveis de escolaridade e experiência.

A função com maior número de oportunidades disponíveis é para alimentador de linha de produção, com 5.701 vagas abertas em todo o Paraná. Na sequência aparecem as funções de abatedor, com 1.386 oportunidades, magarefe (profissional responsável pelo corte de carnes), com 824, e operador de caixa, com 711 vagas.

A regional com maior volume de oportunidades é a de Cascavel, com 4.404 vagas abertas. O destaque é para as áreas de alimentador de linha de produção (1.592 vagas) e abatedor (999 vagas), além de oportunidades para operador de caixa e repositor de mercadorias.

Na sequência aparece a Região Metropolitana de Curitiba, com 3.967 vagas disponíveis. Os principais postos são para alimentador de linha de produção (340), operador de telemarketing ativo e receptivo (281), atendente de lanchonete (252) e faxineiro (183). Somente a Agência do Trabalhador de Curitiba concentra 388 oportunidades.

A regional de Campo Mourão soma 3.294 vagas, com destaque para alimentador de linha de produção (940), magarefe (533) e abatedor (199). Já Foz do Iguaçu reúne 2.214 oportunidades, sendo mais de mil para alimentador de linha de produção.

Também há vagas nas regionais de Pato Branco, com 1.992 oportunidades, Maringá, com 1.326, Londrina, com 1.107, e Umuarama, com 897 postos abertos.

Em Maringá, um dos destaques é a oferta de 260 vagas para trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, além de oportunidades para operador de caixa e magarefe. Em Londrina, há vagas para vendedor do comércio varejista e faxineiro. Já em Paranaguá, as empresas buscam profissionais para as funções de embalador à mão, carregador e operador de caixa.

As Agências do Trabalhador também concentram vagas para profissionais com formação técnica ou ensino superior. Em Curitiba, existem oportunidades para enfermeiro, técnico de enfermagem, eletricista de manutenção eletroeletrônica, analista contábil, engenheiro civil, professores de diversas disciplinas e técnico de suporte de TI.

Há ainda vagas voltadas para estudantes e estagiários, como oportunidades para preparador físico, enfermagem, marketing, engenharia mecânica e segurança do trabalho. (AEN/Foto: SECOM)

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Movimentação cresce 11% e garante melhor abril da história nos portos paranaenses

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Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.

Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.

No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.

IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).

Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.

Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.

A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades. (Foto: Claudio Neves – Portos Paraná/AEN)

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