Economia

Produção da indústria do Paraná tem o maior crescimento do País

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na terça-feira (10) indicam que o Paraná registrou o maior índice de crescimento na produção industrial do País neste ano. Entre janeiro e julho o percentual acumulado foi de 7,2%, à frente dos quinze locais pesquisados (dez tiveram variação negativa) e do índice nacional, que apresentou queda de -1,7%.

O desempenho do Paraná é o maior índice acumulado na variação dos primeiros sete meses do ano desde julho de 2010, quando a indústria paranaense cresceu 22,3% durante o boom econômico – a indústria brasileira cresceu 14,5% nos primeiros meses daquele ano.

Segundo o IBGE, o resultado da indústria paranaense foi impulsionado, principalmente, pelo comportamento positivo de setores como veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos.

O índice nacional registrou queda de 1,7%. A retração alcançou 14 dos 26 ramos pesquisados, 43 dos 79 grupos e 53,3% dos 805 produtos analisados. As indústrias extrativas exerceram a maior influência negativa (-12,1%).

O pesquisador Júlio Suzuki Júnior, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), destaca que os números da indústria paranaense são muito relevantes diante do quadro oposto observado no âmbito nacional, com queda da produção.

“O resultado industrial do Paraná surpreende positivamente, uma vez que não se observa perda de fôlego do setor manufatureiro local, com o prosseguimento de altas taxas de crescimento ao longo de 2019. Por isso, o Estado lidera o ranking nacional no acumulado deste ano”, explicou.

VARIAÇÃO MENSAL – A variação mensal (junho a julho) com ajuste sazonal também aponta crescimento do Paraná, de 2%, terceiro maior índice do País, atrás apenas do Rio de Janeiro (6,8%) e Mato Grosso (5,5%). O Rio Grande do Sul, que liderava o crescimento entre os Estados, caiu -2,4%. Também nesse índice houve variação negativa no indicador nacional, de -0,3%.

ÚLTIMOS 12 MESES – O Paraná é o segundo Estado em crescimento da produção industrial no acumulado de doze meses (agosto de 2018 a julho de 2019), com crescimento de 4,8%, atrás apenas do Rio Grande do Sul (8,4%). O índice nacional caiu -1,3% nesse balanço.

JULHO 2018/2019 – A comparação entre julho deste ano e do ano passado também indica salto positivo no Paraná, de 4,8%, maior crescimento do País ao lado do Rio de Janeiro. O índice nacional apontou queda de -2,5%.

MAIS EMPREGOS – O Paraná também mantém em 2019 a tendência de crescimento na criação de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No acumulado de 2019, o Estado abriu 40.537 vagas, sendo a quarta unidade da federação que mais empregou. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais no Brasil, variação de 1,2% sobre o estoque do mesmo período do ano passado. (Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr)

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Em recuperação, faturamento da indústria cresce 11,4% em maio

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A retomada da atividade econômica após a paralisação provocada pela pandemia do novo coronavírus fez o faturamento da indústria crescer 11,4% em maio na comparação com abril. O crescimento consta da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este foi o primeiro crescimento em dois meses.

A alta foi, porém, insuficiente para compensar a queda no faturamento em março e em abril, quando a maior parte das fábricas interrompeu as atividades. Mesmo com a recuperação no mês passado, o faturamento real (corrigido pela inflação) está 18,2% abaixo do registrado em fevereiro e 17,7% do observado em maio de 2019.

Dois indicadores apresentaram crescimento em relação a abril. As horas trabalhadas na produção cresceram 6,6% em maio, e a utilização da capacidade instalada subiu de 67% para 69,6% na série dessazonalizada (que exclui o efeito de feriados). Apesar da reação, as horas trabalhadas estão 18,4% inferiores às de maio de 2019, e a utilização da capacidade instalada está 8,5 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

Em nota, a CNI informou que o crescimento nos indicadores veio depois de dois meses de fortes quedas. Para a entidade, o resultado de maio indica que a pior fase da crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 ficou para trás.

A recuperação da atividade, no entanto, não chegou ao mercado de trabalho. O nível de emprego recuou 0,8% em maio na comparação com abril, registrando o quarto mês seguido de encolhimento. A queda, no entanto, foi menor que no mês anterior. O indicador de emprego está 15,4% inferior ao de maio do ano passado.

A massa salarial e o rendimento médio reais (corrigidos pela inflação) pagos aos trabalhadores da indústria tiveram retração pelo segundo mês consecutivo. A massa salarial caiu 8,1%, enquanto o rendimento médio encolheu 6,5% em relação a abril.

(Agência Brasil)

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Confiança do empresário de serviços cresce pelo segundo mês, diz FGV

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O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva do indicador, que havia avançado 9,4 pontos em maio (na comparação com abril).

Apesar de ter acumulado 20,6 pontos nos últimos dois meses, o indicador recuperou apenas 48% das perdas sofridas pela confiança do empresário de serviços brasileiro no bimestre de março e abril deste ano, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A alta em junho atingiu os 13 segmentos pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 7 pontos e atingiu 64 pontos. Já o Índice de Expectativas cresceu 15,1 pontos e chegou a 79,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada do setor de serviços diminuiu 0,8 ponto percentual, passando para 77,2%, atingindo um novo mínimo histórico da série iniciada em abril de 2013. (Agência Brasil/Foto: Elza Fiúza)

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. (Agência Brasil/Foto: Elza Fiúza)

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Boletim registra alta na venda de bens duráveis durante a pandemia

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As vendas de áudio, vídeo e eletrodomésticos apresentaram um salto de 14% no mês de maio. Produtos de informática, telefonia, linha branca (como geladeira e fogão), celulares, televisores, móveis e colchões também mostraram tendência positiva após a forte queda nas vendas nos meses de março e abril.

Os dados são do boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes. O trabalho mostra possível adaptação na forma de atendimento ao consumidor, e identifica que alguns bens duráveis podem ter experimentado aumento de demanda em razão da necessidade de isolamento social, movimento econômico que é limitado, à medida que as pessoas se sentem adaptadas à nova realidade.

Um dos novos dados apurados no boletim conjuntural mostra que o Paraná chegou a um saldo de R$ 103,5 bilhões em créditos concedidos a pessoas jurídicas até o mês de abril. O montante aponta um acréscimo de quase R$ 10 bilhões em relação ao resultado de fevereiro.

ATACADO – No período de 01 a 21 de junho de 2020, o comércio atacadista paranaense operou em um nível equivalente a 74% do patamar pré-pandemia, apresentando relativa estabilidade em relação a maio. As vendas no comércio varejista no Estado ao Paraná também apresentaram, desde maio, tendência de recuperação após as quedas nos primeiros meses da pandemia.

NOTAS – O Paraná registra 94% de empresas que emitem documentos fiscais (NF-e ou NFC-e) abertas até 19 de junho. Mesmo assim, o Estado já acumula R$ 1,6 bilhão em perdas de receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No cenário específico do funcionamento das empresas, o boletim conjuntural aponta que 4 mil estabelecimentos que operam no Simples Nacional e 1,050 mil do Regime Normal ainda estavam fechados no dia 22 de junho. No auge das recomendações de isolamento social, entre o fim de março e o começo de abril, havia 37.700 empresas do Simples fechadas, assim como 6.300 do Regime Normal.

PIB – A projeção do PIB para 2020 mostra sinais de estabilização, uma vez que o valor para a semana atual é muito próximo das duas anteriores, com queda estimada de 6,50%, contra uma previsão de alta de 2,3% estimada para o ano antes do início da pandemia. A expectativa de momento é que haja resultado positivo agropecuária (2,23%) e redução significativa na indústria (-7,12%) e em serviços e comércio (-5,49%).

Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), embora as projeções do Banco Central indiquem que o segundo trimestre do ano será o mais afetado pela pandemia, o Paraná projeta resultados negativos já no terceiro trimestre (-10,1%) em relação à previsão inicial, e no quarto trimestre (-7,2%).

Apesar da recuperação inicial analisada pelo Ipardes, o boletim conjuntural aponta que é necessário acompanhar o novo cenário e comportamento das atividades econômicas, pois o PIB paranaense deve apresentar retração em todos os trimestres até o final ao ano.

ICMS – No mês de maio, houve queda de 776,5 milhões (29,9%), em comparação ao mesmo período de 2019. Em relação à Lei Orçamentária, a queda foi de R$ 433 milhões em abril e R$ 853 milhões em maio. A arrecadação de ICMS de abril apresentou melhor desempenho em comparação a maio porque está relacionada, em parte, às operações realizadas em março, que foram afetadas a partir da sua segunda quinzena.

O setor de combustíveis, que tem a maior participação no ICMS, de 21,6% em 2020, representa a maior queda, de 60,8% em comparação a maio de 2019.
A queda na arrecadação de ICMS de março a maio, de R$ 1,380 bilhão somada à queda parcial de junho, de R$ 233,9 milhões. O auxílio financeiro de R$ 1,7 bilhão destinado ao Paraná pelo governo federal suportará até 23% das perdas no ICMS do Estado.

 REGIÕES – Na macrorregião de saúde Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), o comércio varejista e a indústria de transformação, sem incluir a produção de alimentos, registraram evolução, passando a operar em 86,9% e 80,3%, respectivamente, em relação aos níveis anteriores à pandemia.

Na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), a indústria alimentícia e os comércios varejista e atacadista exibiram alta na comparação com o mesmo mês de maio, sendo destaque a manufatura de alimentos, com nível de operação muito próximo ao patamar observado antes da crise do coronavírus.

A indústria de transformação da macrorregião Norte (Londrina e região), excluindo a produção de alimentos, já opera em um nível igual ao verificado antes da COVID-19. O cenário reflete uma flexibilização no funcionamento, onde o comércio varejista e o ramo atacadista registram alta.

O Oeste (Cascavel e Pato Branco) também apresentou alta no comércio varejista e nas atividades industriais. Já o comércio atacadista anotou considerável queda, passando a operar em 70% do nível pré-pandemia. (Foto: Gilson Abreu/AEN)

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