Economia

Com a maior taxa do País, produção industrial do Paraná cresce 6,9%

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Otimismo na indústria para 2020 atinge 80% dos empresários

A produção industrial do Paraná é a maior do Brasil em 2019. A taxa de crescimento foi de 6,9% até outubro, em comparação com mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10). É o melhor resultado dos últimos oito anos. No País, o desempenho foi negativo, de -1,1%.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o índice é um sinal da confiança dos empresários e da capacidade de atração de investimentos. “É um número que nos deixa muito motivados e mostra a força econômica do Paraná. O índice de 6,9% de janeiro a outubro representa o maior crescimento disparado do País”, afirmou.

A pesquisa do IBGE também aponta evolução expressiva da indústria paranaense no comparativo entre outubro de 2018 e o mesmo mês deste ano. A variação foi de 9,4%. No acumulado de doze meses, a produção fabril do Estado aumentou 5,9%, enquanto na comparação de outubro sobre setembro o parque industrial não oscilou.

Ratinho Junior destacou que a determinação do governo é buscar investimentos que fortaleçam a produção paranaense, que gerem mais oportunidades de emprego e renda. Ele citou que quase R$ 18 bilhões foram atraídos para o Estado em 2019 e disse que a tendência é de aumento. “Para manter esse ritmo econômico há um grande volume de novas indústrias chegando ao Paraná”, acrescentou.

Na sexta-feira (6), por exemplo, as cooperativas anunciaram R$ 3,5 bilhões em investimentos, lembrou o governador. “Há um esforço em abrir o Estado para que as empresas venham para cá e gerem emprego, além da reconhecida força do paranaense, da nossa mão de obra, que ajuda muito esse processo”, complementou.

MAIOR DO PAÍS – O crescimento industrial paranaense em 2019 foi impulsionado pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (27,7%) e alimentos (8,9%) – maiores índices setoriais do País. É o melhor resultado desde 2010 no setor automotivo e o melhor da série histórica (desde 2002) na indústria alimentícia. Além disso, houve alta nos segmentos de máquinas e equipamentos (13,9%), produtos de metal (12,3%) e da indústria da transformação (6,9%).

No comparativo com outubro do ano passado, houve crescimento de 39,8% na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias e 19,5% na fabricação de alimentos. Os resultados também são os mais significativos desde 2007 e 2006, respectivamente.

RAZÕES – Francisco Castro, pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), aponta como motivos do crescimento a qualidade da produção local, com recepção no mercado global, a abertura de novos mercados para alimentos e a diversificação da indústria paranaense.

“O setor de alimentos vem se recuperando da quebra das safras e há crescimento no setor de carnes, impulsionado pelo potencial de venda para países asiáticos com novas medidas sanitárias”, pontuou. “Além do crescimento do setor de papel e celulose, o que mostra que o Paraná tem capacidade de diversificação. Esses fatores levam a cenário ainda mais otimista para os próximos meses.”

ANO – Entre janeiro e outubro de 2019, frente a igual período do ano anterior, Paraná (6,9%) e Rio Grande do Sul (3,7%) apontaram os avanços mais elevados. Amazonas (2,9%), Goiás (2,8%), Santa Catarina (2,6%), Ceará (1,2%), Rio de Janeiro (0,9%) e São Paulo (0,4%) também registraram taxas positivas no período.

Houve queda, no entanto, em sete dos quinze locais pesquisados, o que ajudou a puxar o índice nacional para baixo (-1,1%). Registraram números negativos Espírito Santo (-14%), Minas Gerais (-4,6%), Região Nordeste (-4%), Mato Grosso (-3,6%), Bahia (-2,8%), Pernambuco (-2,6%) e Pará (-1,3%).

DOZE MESES – Entre novembro de 2018 e outubro de 2019 (acumulado dos últimos doze meses), a indústria paranaense cresceu 5,9% e apresentou alta frente ao dado encerrado em setembro, de 5,2%. Apenas cinco locais apontaram maior dinamismo, segundo o IBGE: Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso, além do Paraná. A indústria nacional recuou -1,3% no período.

OUTUBRO-OUTUBRO – Na comparação com outubro de 2018, o setor industrial nacional mostrou crescimento de 1%, com sete locais apontando resultados positivos. O Paraná cresceu 9,4%, segundo melhor resultado do País, atrás apenas de Goiás (11,2%). Também cresceram Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Pernambuco.

SETEMBRO-OUTUBRO – Em outubro de 2019, na série com ajuste sazonal, sete dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas, acompanhando o crescimento (0,8%) da indústria nacional – o Paraná não oscilou. Os avanços mais acentuados foram os de Goiás e do Amazonas.

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Estado projeta fechar ano com R$ 20 bilhões anunciados

O Governo do Estado já soma R$ 17,96 bilhões em investimentos privados anunciados, em negócios que deverão gerar 14 mil novos empregos, mas a expectativa é encerrar 2019 com anúncios na casa de R$ 20 bilhões. O resultado é fruto do trabalho realizado pela Invest Paraná, agência estadual responsável pela prospecção de novos negócios e atração de empresas.

O balanço é resultado dos anúncios de larga escala da Klabin, Grupo Madero, cooperativas, e indústrias alimentícias e automobilísticas, e das rodadas nacionais e internacionais de negociações com investidores (Paraná Day).

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Otimismo na indústria para 2020 atinge 80% dos empresários

O ano de 2020 deve ser ainda mais promissor para a indústria, aponta pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Segundo a consulta anual da entidade sobre práticas e expectativas, 80% dos industriais do Estado estão otimistas – 70% preveem aumento das vendas, 57% esperam melhorias na conjuntura econômica e 49% apostam em abertura de novos mercados.

A mostra coletada representa 50,8 mil estabelecimentos industriais de todos os portes (micro, pequena, média e grande) e de 37 segmentos, que geram 765 mil empregos no Estado. Refletindo a expectativa positiva para 2020, 82% dos empresários pretendem realizar investimentos.

Ao serem questionados sobre as estratégias mais relevantes para suas empresas, 52% dos entrevistados pela pesquisa apontaram que o desenvolvimento de novos negócios será a prioridade em 2020. Outros 42% pretendem aumentar o foco no cliente, e 39% têm planos de incorporar novos produtos ao seu portfólio.  (Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN)

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Economia

Indicador de Atividade Econômica aponta crescimento de 2,8% em julho

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O Indicador de Atividade Econômica da Fundação Getulio Vargas (IAE-FGV) – Resultado Final aponta crescimento de 2,8% da economia em julho, em comparação a junho, e retração de 4,3% no trimestre móvel, que terminou em julho, em comparação ao trimestre móvel findo em abril.

Na comparação interanual foi registrada retração de 6,3% da atividade econômica em julho e recuo de 9% no trimestre móvel findo em julho. Segundo a FGV, apesar de serem resultados muito negativos, são melhores do que as variações observadas em junho. Com esses resultados, a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de menos 2,8% e o acumulado no ano até julho de menos 5,8%.

O IAE-FGV é um indicador que antecipa a tendência da economia brasileira a partir da divulgação de três versões com base na divulgação das principais pesquisas mensais de atividade divulgadas pelo IBGE. As principais informações para a atualização do indicador são a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF); a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). (Agência Brasil)

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Economia

Confiança da construção cresce 6,6 pontos em julho

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O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou em julho 6,6 pontos e alcançou 83,7 pontos, em uma escala de zero a 200. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, depois da forte queda registrada em abril devido à pandemia de covid-19.

De acordo com a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, a confiança do empresário brasileiro da construção cresceu impulsionada pela retomada das obras e por expectativas mais otimistas em relação à demanda.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 8,5 pontos, para 91,7. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresário sobre o momento presente, aumentou 4,5 pontos, para 76.

Apesar do crescimento da confiança, o indicador ainda está abaixo do nível de março (90,8 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade subiu 1,9 ponto percentual e chegou a 69,9%.

(Fonte: Agência Brasil)

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Economia

Guedes entrega hoje ao Congresso proposta de reforma tributária

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, entrega ao Congresso Nacional na tarde de hoje (21) a proposta de reforma tributária. O texto será entregue aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, às 14h30, no Congresso Nacional.

No último dia 16, o ministro disse que será entregue hoje a primeira parte da proposta de reforma tributária. Em transmissão ao vivo promovida por uma corretora, ele informou que pretende ir à casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), entregar uma versão fatiada do texto sem o imposto sobre pagamentos eletrônicos, que ficaria para uma segunda etapa.

Reforma

Segundo Paulo Guedes, a primeira parte da proposta do governo sobre a reforma tratará apenas a unificação de impostos federais e estaduais num futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. O texto do governo será unificado às propostas da Câmara e do Senado que tramitam na comissão mista desde o início do ano.

O IVA dual prevê a unificação de diversos tributos em dois impostos: um federal e outro regional. Em tese, tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) poderiam ser unificados, mas o ministro explicou que, no nível federal, o IVA fundirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

“Temos que começar pelo que nos une. Vamos começar com o IVA dual. Vamos acabar com o PIS e a Cofins. Isso já está na Casa Civil”, disse o ministro. Ele não explicou o que será feito do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, e do Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

(Fonte: Agência Brasil)

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