Economia

Guedes entrega hoje ao Congresso proposta de reforma tributária

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, entrega ao Congresso Nacional na tarde de hoje (21) a proposta de reforma tributária. O texto será entregue aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, às 14h30, no Congresso Nacional.

No último dia 16, o ministro disse que será entregue hoje a primeira parte da proposta de reforma tributária. Em transmissão ao vivo promovida por uma corretora, ele informou que pretende ir à casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), entregar uma versão fatiada do texto sem o imposto sobre pagamentos eletrônicos, que ficaria para uma segunda etapa.

Reforma

Segundo Paulo Guedes, a primeira parte da proposta do governo sobre a reforma tratará apenas a unificação de impostos federais e estaduais num futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. O texto do governo será unificado às propostas da Câmara e do Senado que tramitam na comissão mista desde o início do ano.

O IVA dual prevê a unificação de diversos tributos em dois impostos: um federal e outro regional. Em tese, tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) poderiam ser unificados, mas o ministro explicou que, no nível federal, o IVA fundirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

“Temos que começar pelo que nos une. Vamos começar com o IVA dual. Vamos acabar com o PIS e a Cofins. Isso já está na Casa Civil”, disse o ministro. Ele não explicou o que será feito do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, e do Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

(Fonte: Agência Brasil)

Economia

Comércio paranaense cresce pelo sexto mês consecutivo

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O comércio paranaense cresceu 1,1% em outubro em relação a setembro e 4,7% em comparação a outubro de 2019, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os índices são da variante ampliada, que engloba as vendas de veículos e materiais de construção e apresenta retrato mais fiel da atividade econômica.

Na série com ajuste sazonal (que equilibra os dados) o avanço entre setembro e outubro é o sexto consecutivo e o oitavo do ano do comércio no Paraná. Os crescimentos foram de 2,7% em janeiro, 0,8% em fevereiro, 27,2% em maio, 3% em junho, 0,5% em julho, 3% em agosto e 1,1% em setembro. Os meses com queda foram março (-12,4%) e abril (-14,5%).

“O comércio cresce ancorado na expectativa de melhora do cenário econômico. Apesar dos números ainda tímidos, é um movimento constante e que acompanha a evolução na indústria, as contratações com carteira assinada e os investimentos do setor privado”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “E há um cenário otimista pela frente com as vendas de fim de ano”.

Esse movimento do comércio já havia sido sentido por um estudo das secretarias estaduais da Fazenda e de Planejamento e Projetos Estruturantes que destacou que os estabelecimentos comerciais registraram em setembro, em média, aumento de 51,9% nas vendas. Foi a primeira vez que o índice ultrapassou 50%.

O comércio também foi o segundo setor que mais contratou no Paraná em outubro, com 9.423 carteiras assinadas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O Paraná já é o segundo estado do País em geração de emprego.

VARIAÇÃO MENSAL – O comércio varejista do Paraná cresceu 4,7% entre outubro deste ano e o mesmo mês do ano passado. As vendas foram puxadas por móveis (41,4%), eletrodomésticos (22,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,9%), hipermercados e supermercados (8%), materiais de construção (6,1%) e itens de uso pessoal e doméstico (6%).

​Um dos destaques neste indicador é o setor de móveis, que cresceu de maio a outubro, entre 21,4% (maio de 2019 a maio de 2020) e 49,1% (junho de 2019 a junho de 2020). Houve evolução também no setor de hipermercados e mercados, que teve um desempenho melhor neste ano em relação ao ano passado, com taxas de evolução entre 3,4% (agosto) e 12,6% (maio).

As vendas de materiais de construção cresceram entre junho e outubro, alavancadas pelo boom da atividade no País. O destaque negativo ficou por conta da venda de veículos, motocicletas, partes e peças, que caiu 0,4% em outubro, sexta queda de 2020.

ACUMULADO – O comércio do Paraná ainda registra perda na comparação dos dez primeiros meses deste ano com os dez primeiros meses do ano passado no balanço acumulado, com índice de -0,9%. O Paraná é um dos 15 estados com registro negativo, o que impacta diretamente a média nacional, que está em -2,6%. Na variação acumulada dos últimos 12 meses o cenário estadual é um pouco melhor, com perda de 0,3%.

No acumulado do ano, os principais aumentos foram registrados em móveis (17,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,5%), eletrodomésticos (6,9%), hipermercados e supermercados (6,5%) e materiais de construção (1,9%), acompanhando tendência de consumo no setor de alimentos e de aquisições domésticas.

As perdas em relação a 2019 estão diretamente atreladas aos hábitos de consumo. Elas impactaram mais os setores de tecidos, vestuário e calçados (-23%), livros, jornais, revistas e papelaria (-31,2%), combustíveis e lubrificantes (-3,9%) e veículos, motocicletas, partes e peças (-6,6%).

NACIONAL – O volume de vendas cresceu 2,1% em relação a setembro de 2020, sexta variação positiva consecutiva, no índice nacional. Em relação a outubro de 2019, o varejo ampliado cresceu 6%, quarta taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano ficou em -2,6%, contra -3,6% no mês anterior. O acumulado nos últimos 12 meses repetiu a taxa de setembro (-1,4%).

As vendas em outubro evoluíram em 18 das 27 unidades da Federação, apontando cenário mais otimista da recuperação da economia. O resultado do mês está 8% acima do dado de fevereiro, anterior à pandemia, segundo o IBGE. Na comparação interanual, 2020 teve o melhor outubro desde 2012.

Box

Empresários do setor estão confiantes

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) teve em novembro a quinta alta consecutiva no Paraná. Isso demonstra a recuperação gradativa da confiança dos empresários, segundo a Fecomércio. Com 108 pontos, foi o segundo mês em que o indicador ficou acima de 100 pontos e, portanto, considerado “satisfatório”.

Os índices do Brasil e Paraná se igualaram, com alta de 3,3% na comparação com outubro. No entanto, houve uma redução de 8,7% no ICEC entre as empresas de médio e grande porte (mais de 50 funcionários), ante aumento de 3,6% entre os estabelecimentos comerciais de pequeno porte.

Os empreendedores desse setor se mantiveram esperançosos durante quase todo o ano, tanto que o índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) só ficou pessimista em junho, quando caiu para 96,8 pontos. De lá para cá, o sub-indicador vem aumentando gradualmente e está em 149,7 pontos, com alta de 1,8% em relação a outubro.

A análise é feita mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio).

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Economia

Paraná tem saldo de 136 mil empresas abertas até outubro

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Mesmo com o impacto da pandemia de Covid-19 na economia, o número de novas empresas abertas cresceu no Estado em 2020. Até outubro, o saldo de aberturas na Junta Comercial do Paraná foi de 136.379 novos empreendimentos, resultado 31% maior que no mesmo período do ano passado. O saldo se refere à diferença entre as novas constituições, que se ampliaram com relação a 2019, e as baixas dos registros na Junta, que foram menores neste ano.

Na prática, mais empresas foram abertas e um menor número encerrou as atividades em 2020. O número total de novas empresas até outubro foi superior a todas as constituições de 2019, quando 193.157 empreendimentos foram registrados no Estado. De janeiro a outubro deste ano, 194.568 empresas foram constituídas no Paraná, contra 166.922 em igual período do ano passado, crescimento de 17%.

Os CNPJs encerrados chegaram a 58.189 nos dez primeiros meses, enquanto no ano passado foram 62.879, uma diferença de 8%. O crescimento aconteceu em todos os meses do ano, com exceção de abril, que teve uma queda 13% com relação ao mesmo mês de 2019. A maior variação foi em janeiro, com aumento de 58% no número de novos empreendimentos.

Mesmo com o resultado positivo, a diferença com o ano anterior foi pequena no período mais crítico da pandemia, com crescimento de 3% em maio e 9% em junho e julho. Em agosto, o salto passou a ser maior, um aumento de 18%, e o crescimento se consolidou em setembro, com ampliação de 23% na abertura de empresas. O mês, inclusive, teve o segundo melhor desempenho do ano, com 22.079 constituições, atrás de janeiro, quando 22.169 empresas foram abertas. As baixas, entretanto, aumentaram nos últimos três meses, mas o resultado geral ainda é inferior ao ano passado.

RECUPERAÇÃO – Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Paraná vem se recuperando aos poucos da crise causada pela pandemia. “Um reflexo dessa retomada está no número de pessoas que estão empreendendo atualmente. Da parte do Estado, cabe dar a garantia, a segurança jurídica e facilitar esse processo, para que haja menos burocracia para quem busca constituir uma empresa”, afirma

Ele lembrou que diversos indicativos positivos ratificam a retomada. A produção industrial paranaense foi a que mais cresceu entre agosto e setembro no País, um avanço de 7,7%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Crescimento também observado pelo IBGE em outros setores, com o comércio, que vem há cinco meses em alta, e o de serviços, que teve variação positiva de 2,6% em setembro, terceira alta consecutiva.

Além disso, o Paraná também fechou quatro meses consecutivos de saldo positivo na criação de empregos com carteira assinada.

De acordo com o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério da Economia, o Estado abriu 19.732 novos postos de trabalho naquele mês.

O presidente da Junta Comercial do Paraná, Marcos Rigoni, também destaca que a facilidade para formalizar um novo negócio no órgão reflete nesse resultado. Desde a criação do programa Descomplica, que desburocratiza os processos de abertura, alteração e baixa de empresas, em somente 15 minutos é possível sair com o CNPJ e o contrato em mãos da Junta Comercial.

“Há um movimento nacional, em que muitas pessoas que perderam seu emprego na pandemia resolveram não ficar paradas e buscaram abrir seus negócios. Mas há também uma confiança em empreender no Paraná, por causa da facilidade e agilidade para constituir uma nova empresa”, diz Rigoni. “Tenho contato diário com contadores do Paraná inteiro e eles afirmam que há confiança na política do governo de diminuir a burocracia, que traz facilidades aos empreendedores”, salienta.

TIPOS DE EMPRESA – Como é tendência em todos os anos, o grosso de novos CNPJs registrados no Estado são de Microempreendedores Individuais (MEIs), que respondem por 140.293 constituições neste ano, quase três quartos do total.

Também foram abertos 28.735 empreendimentos com Sociedade Limitada, 9.910 com natureza jurídica de Empresário (não MEI), 4.998 Eirelis (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), 429 Sociedades Anônimas Fechadas, 204 Cooperativas, 89 Sociedades Anônimas Abertas, 58 consórcios e mais 14 empreendimentos com outras naturezas jurídicas.

NOVOS NEGÓCIOS – Entre os tipos de empreendimentos, o que teve um maior número de constituições no ano foi o comércio de reparação de veículos automotores e motocicletas, com 91.011 unidades abertas até outubro. É seguido pela indústria de transformação, com 36.353 novos negócios; construção (31.378); empresas de transporte, armazenagem e correio (30.812); alojamento e alimentação (28.525); atividades profissionais, científicas e técnicas (25.014); e atividades administrativas e serviços complementares (24.820). (Foto: José Fernando Ogura/AEN)

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Economia

Micro e pequenas empresas contratam 443 mil no terceiro trimestre

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As micro e pequenas empresas mostram recuperação de fôlego após o pior período da crise econômica, entre os meses de março e junho. O segmento foi o que mais demitiu no pior momento da pandemia de covid-19 no Brasil, fechando pouco mais de 1 milhão de postos de trabalho, contra aproximadamente 605 mil das médias e grandes empresas.

No entanto, as micro e pequenas empresas geraram 443 mil empregos nos meses de julho, agosto e setembro, enquanto as maiores criaram 245 mil vagas no mesmo período.

O levantamento, feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostra a rápida capacidade de reação das micro e pequenas empresas diante de crises. Considerando o acumulado do ano (incluindo os meses anteriores à chegada da covid-19), os dados mostram que, entre demissões e contratações, as pequenas empresas tiveram saldo melhor, com cerca de 40 mil demissões a menos que as médias e grandes empresas.

“As micro e pequenas empresas são o motor da economia. Para sairmos mais rapidamente da crise, será fundamental continuar apoiando esses empresários. Isso passa por uma série de medidas, desde o apoio para que as empresas consigam digitalizar suas vendas até a ampliação da oferta de crédito, que é um oxigênio vital para mantê-las operando”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. (Agência Brasil)

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