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Estiagem no Paraná pode perdurar até fevereiro de 2021

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 O horizonte para a recomposição dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que operam atualmente com um terço da capacidade, não é muito animador. A estiagem que já dura um ano no Paraná, com mais intensidade na região Leste (RMC e Litoral), não deve dar trégua até a primavera. A previsão do Simepar é que ela se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão, entre dezembro e fevereiro do ano que vem.

“Podemos esperar um resto de inverno seco, com poucos eventos e chuvas menos intensas até o início da primavera. Mesmo que chova mais na próxima estação do que agora, o volume ainda será insuficiente”, explica o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim. “Esta situação preocupa porque precisamos de pelo menos três meses de chuva dentro ou acima da média para conseguir recompor os níveis dos mananciais”, diz.

Além disso, os paranaenses também precisam torcer desde já para que o fenômeno La Ninã, que pode se formar no início do ano que vem, não se concretize. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico pode ter como consequência um verão mais seco no Estado, justamente quando são esperadas as chuvas mais intensas, que ajudariam os mananciais a recuperarem o nível normal de vazão. “Se a estiagem se prolongar para o verão, as consequências serão muito graves”, afirma Alvim.

Não é apenas o abastecimento de água que fica comprometido com a falta de chuvas. A estiagem é ruim para o meio ambiente, aumenta o risco de queimadas, reduz a qualidade do ar, causando vários problemas respiratórios em um momento em que o mundo todo se preocupa com a Covid-19, e traz impactos para a economia, afetando a agricultura, a produção industrial e o fornecimento de energia.

ESTIAGEM – Uma passada de olho no mapa do Simepar mostra uma variação de diferentes tons de marrons, que medem a intensidade de estiagem no Estado. Trata-se do SPI, sigla em inglês para o Índice Padronizado de Precipitação. Nas localidades em que o tom é mais escuro – abrangendo parte das regiões Oeste, Central, Sul, Centro-Sul, RMC e Litoral – a ocorrência é de estiagem extrema, a maior em 50 anos. Nas demais, o nível varia de estiagem leve (a pior dos últimos três anos), para moderada (10 anos) a forte (20 anos)

INVERNO – O inverno, que já é um período normalmente seco, tem sido ainda mais árido neste ano. Com exceção de parte do Centro-Oeste e do Sudoeste, a média de chuvas ficou o abaixo do normal em todo o Estado entre maio e julho.

Julho foi mês mais seco: em praticamente todo o Paraná, choveu de 80% a 100% menos do que era esperado para o período. Na estação meteorológica de Curitiba, por exemplo, o acumulado de chuvas foi de 26,4 milímetros em julho, contra 128,4 milímetros em junho, quando as precipitações ficaram próximas à média.

Em nenhuma das estações do Simepar o acumulado ultrapassou 60,2 milímetros no mês passado. O menor índice foi registrado na estação de Maringá, que chegou a apenas 8,6 milímetros.

EMERGÊNCIA – O Paraná está desde maio em situação de emergência hídrica, o que permite a adoção de medidas de racionamento para equilibrar a distribuição de água. Desde o início do ano, dez municípios também registraram ocorrências no sistema da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil por causa da estiagem. Foram eles: Pinhais, Tijucas do Sul, Rio Negro, Iretama, Prudentópolis, Roncador, Nova Tebas, Lidianópolis, Morretes e São João do Triunfo.

ABASTECIMENTO – A possibilidade que falte água para o abastecimento tem sido a maior preocupação da Sanepar, que está tomando novas medidas para mitigar a falta d’água. O nível médio das quatro barragens que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba está em 31,09%. A represa do Iraí opera com 11,72% da capacidade, Passaúna com 34,17%, Piraquara I tem 17,21% do nível e Piraquara II 93,06%.

Por causa desta situação, a companhia implantou, em março um rodízio no abastecimento, primeiramente na região Sul de Curitiba e em São José dos Pinhais. Com o passar do tempo, a crise hídrica agravou as vazões de rios e poços que abastecem a região, o que levou a Sanepar a ampliar o rodízio para todas as regiões de Curitiba e Região Metropolitana.

“Acompanhando as chuvas que tivemos no último ano e a previsão para os próximos meses, fica claro que estamos em uma estiagem extremamente severa. Esta situação, combinada às necessidades por causa da Covid-19, levou nossos reservatórios a níveis que nunca estiveram antes, estão muito baixos”, afirma o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

“Com isso, as ações que estamos fazendo, como rodízio, busca por captação alternativa, transposição de rios e a economia da população, estão se mostrando insuficientes”, afirma. “Cabe a nós termos a responsabilidade de tomar novas medidas, mesmo que sejam mais duras, para garantir o acesso à água pela população futuramente. E é papel também de cada um em fazer um uso racional da água, com zero desperdício”, ressalta.

Atualmente, cerca de 750 mil pessoas estão em rodízio todos os dias. Como as medidas ainda são insuficientes, a Sanepar deve endurecer ainda mais este sistema. No restante do Estado, o abastecimento tem se mantido normal. Na Região Oeste, em Medianeira, há uma situação mais crítica, com avaliações periódicas para definir se haverá ou não rodízio.

QUEIMADAS – O grave acidente que aconteceu no domingo (2) em São José dos Pinhais também acendeu o sinal de alerta para outra situação que é agravada pela estiagem. O engavetamento que envolveu 22 veículos, matou oito pessoas e deixou outras 22 feridas foi consequência da falta de visibilidade causada por uma queimada na beira da BR-277, combinada à neblina.

De acordo com os dados do Sysbm, o sistema que contabiliza os atendimentos do Corpo de Bombeiros do Paraná, já foram registrados neste ano 6.640 incêndios em vegetação em todo o Estado, 788 somente em julho e 384 nos últimos 7 dias. No ano passado, o número de focos de queimadas chegou a 12.719, uma média de quase 35 por dia. 

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Samuel Prestes, explica que praticamente todos esses incêndios são causados por ação humana. “Por causa da estiagem, as nossas matas estão muito secas e, portanto, muito vulneráveis às queimadas. Nós orientamos a população para que tenha cuidado com o manejo do fogo, que evite queimar lixo, fazer queimadas para limpeza de terrenos”, diz. “Com a vegetação seca, os incêndios tomam um volume muito grande rapidamente, podendo atingir uma residência, uma indústria ou causar perda de visibilidade, como na tragédia que aconteceu na BR-277”, ressalta.

“Temos atendido muitas ocorrências por causa da estiagem, sem contar que a crise hídrica também afeta a disponibilidade de água, o principal insumo que usamos para apagar os incêndios”, ressalta o coronel Prestes.

“Não temos como controlar as condições atmosféricas, mas o início do fogo é feito pelo ser humano, que deve evitar e ter cuidado com o manejo. Contamos com o apoio de toda a população, para que seja mais cautelosa e cuidadosa no uso do fogo”, orienta. 

MEIO AMBIENTE – A situação levou o Instituto de Água e Terra (IAT) a publicar uma portaria que suspende por 30 dias a prática de queima controlada na cultura de cana-de-açúcar. Isso porque as queimadas também são responsáveis pelo aumento do chamado material particulado, que amplia a poluição atmosférica.

A gerente de Licenciamento Ambiental do IAT, Ivonete Chaves, explica que a baixa umidade atmosférica, agravada pela falta de chuvas e pela fumaça, aumenta a dispersão de partículas, trazendo problemas respiratórios tantos para os humanos, como para os animais. “Nas cidades, a fuligem das fábricas e dos carros fica mais presente no ar. No meio rural, há a questão das queimadas e da poeira das estradas não pavimentadas, o que agrava muito os problemas respiratórios. As pessoas ficam com a boca, olhos e nariz secos, há dificuldade para respirar”, diz.

Outro problema diz respeitos aos rios e lagos, que estão com menor vazão. “A falta de água nos corpos hídricos aumenta a concentração de poluentes, como se o rio não tivesse a capacidade de dissolver essas partículas. É um problema sério que causa falta de oxigênio na água, aumentando a mortalidade dos peixes e trazendo um custo maior para o tratamento sanitário”, explica Ivonete.

ENERGIA – Outro setor que é afetado pela estiagem é o de energia, já que a falta de chuvas interfere no armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas. Na região Sul do Estado, a Copel registrou o pior nível dos últimos 20 anos nos lagos de suas usinas. Porém, mesmo com a situação preocupante dos reservatórios, não há risco de falta de energia, porque o suprimento para a região Sul do Brasil é complementado com energia proveniente do Sudeste.

A existência do Sistema Interligado Nacional e a capacidade de intercâmbio energético entre as regiões, através de redes de transmissão robustas, garantem o atendimento da demanda nesse período crítico, explica o gerente do Centro de Operações de Geração e Transmissão da Copel, Ricardo Rodrigues de Almeida.

O Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo planejamento energético e controle do sistema, adotou, no início do ano, uma política de redução da geração de energia nas hidrelétricas do subsistema Sul e aumentou o intercâmbio da região Sudeste com o Sul. “O sistema tem uma dependência muito grande da geração hidráulica. Com a estiagem, esta operação tem sido bastante prejudicada por causa da baixa disponibilidade dos reservatórios”, explica Almeida. “Nossa energia vem sido suprida, na maior parte dos dias, pelo que é produzido nos outros estados”, diz.

Até a sexta-feira (07), os dados disponibilizados pela Copel na página de monitoramento hidrológico mostravam que o reservatório de Foz do Areia estava com 42% do volume útil e o de Salto Santiago com 38%. Ambos estão localizados na bacia do Rio Iguaçu e representam, juntos, 47% de todo o subsistema.

A situação também é crítica em outras bacias, como a do Tibagi. O reservatório da Usina Governador Jayme Canet Junior (Mauá), que também cumpre uma função de regularização no Tibagi, está em 35%. (AENPr)

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Nova diretoria da ACISF toma posse para o biênio 2026/2028

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A Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (ACISF) realizou, na terça-feira (14/04), a cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2026/2028, em um jantar festivo no Restaurante Dom Antônio. O evento reuniu familiares dos dirigentes, associados, autoridades e convidados, em uma noite marcada por celebração e integração.

Após a solenidade, os presentes desfrutaram de um jantar especial, seguido de um show do cantor Rogério Cordoni, que emocionou o público ao interpretar grandes sucessos de Elvis Presley.

A ACISF representa a regional de Santa Felicidade, que abrange 12 bairros: Butiatuvinha, Campina do Siqueira, Cascatinha, Campo Comprido (Norte), Lamenha Pequena, Mossunguê, Orleans, Santa Felicidade, Santo Inácio, São Braz, São João e Vista Alegre.

Durante a cerimônia, foi oficializada a recondução do presidente Fernando Linhares de Almeida, além da posse dos diretores, conselheiros, membros do conselho fiscal e assessores que estarão à frente da entidade pelos próximos dois anos.

Para o presidente, o momento simboliza a continuidade de um trabalho consistente e o início de novos desafios. “Esta posse reafirma o compromisso com o trabalho que desenvolvemos nos últimos dois anos à frente da ACISF, período marcado por importantes conquistas. Nosso objetivo é estreitar ainda mais o relacionamento com os associados, indústria, comércio e prestação de serviços, fortalecendo toda a regional de Santa Felicidade, um dos principais polos de Curitiba. No dia 21 de abril, celebramos 39 anos da Associação. São quase quatro décadas de atuação em prol do desenvolvimento econômico e turístico da região, sempre com foco na qualidade de vida das famílias que aqui vivem, sejam pioneiras ou aquelas que escolheram Santa Felicidade para morar, trabalhar e criar seus filhos”, destacou.

Composição da diretoria biênio 2026/2028

Presidente – Fernando Linhares de Almeida

Vice-Presidente – Sueli Moreira de Alcantara Machado

Diretor Administrativo – Waldir Maestrelli

Relações Públicas – Adriane Bosa

Diretor Financeiro – Antonio Aparecido Arthur Filho

Diretor Financeiro II – Alfredo Arten Junior

Diretor de Assuntos Políticos – Abilio de Oliveira Santana

Diretor de Assuntos Políticos II – Marlus Bertolli

Diretora de Obras e Patrimônio – Regeane Pfeng Doff Sotta

Diretora de Obras e Patrimônio II – Patrícia Zat

Diretora Social e Eventos – Zeila Thoaldo

Diretor Cultural – Paulo Cezar Pereira

Diretora Comercial – Marli Cristina Pereira

Diretor Jurídico – Aryon Jackson Schwinden

Diretor Jurídico II – Kelly Prado

Diretora de Marketing e Turismo – Estely Sikora

Presidente do Cons. Fiscal – Alexandra de Cassia Mercer

Conselheiro – Paulo Roberto da Silveira

Conselheira – Ágatha Bertoli

Conselheira – Elisangela Emília de Paula Vieira

Assessora de Divulgação – Andressa Kelly Stanczyk

Assessor de Comunicação – Valdir Lentcsh

Assessor de Segurança – Marcos Elias Dos Santos

Histórico da ACISF

Fundada em 21 de abril de 1987, a Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (ACISF) se aproxima de quatro décadas de atuação ininterrupta em prol do desenvolvimento empresarial e comunitário. Foi a primeira associação comercial de bairro criada no Paraná, tendo como primeiro presidente o empresário Carlos Roberto Madalosso.

Ao longo de sua trajetória, a ACISF enfrentou desafios e acumulou importantes conquistas, contribuindo diretamente para o fortalecimento do setor empresarial, do turismo e da qualidade de vida na região de Santa Felicidade, um dos bairros mais tradicionais de Curitiba.

Com participação ativa em momentos decisivos para o crescimento da região, a entidade esteve envolvida em importantes obras e iniciativas, como a abertura da Via Vêneto, a duplicação da Avenida Manoel Ribas, a implantação de uma unidade do Corpo de Bombeiros e a construção do Portal de Santa Felicidade — hoje um dos principais símbolos turísticos do bairro, reconhecido em todo o Brasil.

Mais recentemente, em parceria com o Instituto de Turismo de Curitiba, a ACISF contribuiu para a criação do Natal Felice, iniciativa que fortaleceu o calendário natalino da região, impulsionando o turismo e promovendo a integração entre comerciantes e moradores.

Nos últimos anos, a entidade tem intensificado ações voltadas à atração de investimentos e ao fomento dos negócios locais, acumulando conquistas e se preparando para novos desafios. Entre os serviços oferecidos aos associados, destacam-se consultorias jurídicas, além de parcerias estratégicas com instituições como o Sebrae, a Universidade Tuiuti do Paraná e a Associação Comercial do Paraná.

A ACISF também atua de forma ativa na promoção da união entre comerciantes, industriais e prestadores de serviços dos bairros que compõem a regional de Santa Felicidade, incentivando o networking, a geração de oportunidades e o fortalecimento do empreendedorismo local. Iniciativas como o Café com Negócios, oficinas e palestras educativas abordam temas relevantes ao dia a dia empresarial, contribuindo para a capacitação e o crescimento dos associados.

Com o apoio da comunidade, da classe política e dos veículos de comunicação, a ACISF consolidou-se como uma entidade representativa e atuante, comprometida com o fortalecimento do comércio local, o desenvolvimento sustentável da região e a valorização do associativismo.

Da redação/ Por Jane Rita Lentcsh e Valdir Lentcsh

Fotos: Face da Notícia e Julio Saito

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Cerimônia de posse da nova diretoria da ACISF será marcada por jantar festivo

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A Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (ACISF) promove, na terça-feira (14/04), a cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2026/2028, em um jantar festivo que acontece a partir das 19h30, no Restaurante Dom Antônio.

A solenidade oficializa a recondução do presidente Fernando Linhares de Almeida, além da posse dos diretores, conselheiros, integrantes do conselho fiscal e assessores, que estarão à frente da entidade nos próximos dois anos.

Para o presidente, o momento simboliza continuidade e novos desafios. “A posse representa a consolidação de um ciclo de conquistas e o início de uma nova etapa na história da ACISF. Nosso objetivo é fortalecer ainda mais o associativismo, ampliar o diálogo com o poder público e atuar de forma estratégica no desenvolvimento econômico e social da regional de Santa Felicidade”, afirma.

A programação da noite também contará com um show especial do cantor Rogério Cordoni, interpretando grandes sucessos de Elvis Presley, proporcionando ao público um momento de entretenimento e nostalgia.

Serviço

Jantar por adesão – ACISF

Valor: R$ 100,00 por pessoa

Data: 14 de abril

Horário: 19h30

Local: Restaurante Dom Antônio

Endereço: Av. Manoel Ribas, 6121 – Santa Felicidade

Da redação /Fotos: Face da Notícia

Show especial com o cantor Rogério Cordoni interpretando grandes sucessos de Elvis Presley

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Com expectativa de 23 mil participantes, Smart City Expo Curitiba começa nesta quarta

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Começa nesta quarta-feira (25/3) e vai até sexta (27/3) a 7ª edição do Smart City Expo Curitiba, encontro internacional voltado a debates sobre cidades inteligentes. Pelo segundo ano consecutivo, o evento será realizado no estádio Arena da Baixada, no Água Verde, e a expectativa de público é de cerca de 23 mil participantes, entre gestores públicos, representantes de startups, empresas de tecnologia e especialistas em inovação urbana.

A abertura está marcada para as 9h30, no palco principal, com a participação do prefeito Eduardo Pimentel. Durante os três dias, o gabinete do prefeito será transferido para o local do evento, de onde ele deve cumprir agenda administrativa e receber delegações nacionais e internacionais. O Smart City Expo integra a agenda de comemoração dos 333 anos de Curitiba.

“Queremos que todos se sintam bem-vindos e participem desta edição do Smart City. O evento ajuda a projetar Curitiba e a fortalecer a imagem da cidade no cenário global. Já temos reconhecimento, mas é importante avançar para ampliar resultados e consolidar nosso ecossistema de inovação”, diz o prefeito.

Entre os estandes da área de exposição do evento, destaque para a Smart Plaza, onde a Prefeitura de Curitiba irá mostrar iniciativas de cidades inteligentes.

Cidades inteligentes nas Américas

Considerado um dos principais fóruns sobre cidades inteligentes nas Américas, o encontro reúne especialistas do Brasil e do exterior para discutir temas ligados à relação entre sociedade, tecnologia, espaço urbano e meio ambiente.

Organizado pelo iCities, hub de inovação com sede em Curitiba, o Smart City Expo conta com apoio da Prefeitura de Curitiba, do Governo do Paraná e chancela da Fira Barcelona, organizadora internacional de eventos.

Neste ano, a programação está estruturada em cinco eixos: tecnologia e negócios disruptivos; transformação digital e inovação; cidades sustentáveis e mudanças climáticas; governança e espaços digitais; e cidades para pessoas e espaços públicos.

Smart City Expo Curitiba Brazilian Awards

Além das palestras e painéis, o evento terá uma área de negócios voltada à conexão entre empresas, startups e governos. Também está prevista a premiação do Smart City Expo Curitiba Brazilian Awards 2026, que reconhece iniciativas em cinco categorias. Os vencedores serão anunciados no dia 26 de março.

Destaques da abertura

Entre os destaques do primeiro dia está a palestra de Shain Shapiro, doutor pela Universidade de Londres reconhecido mundialmente por defender que a música não é apenas lazer, mas um pilar para o planejamento urbano. Ele abordará o tema “A cidade onde eu quero viver”.

Também é destaque da abertura o painel “Diálogo de Prefeitos”, com a participação de Eduardo Pimentel, às 10h45, no palco principal. Às 14h, o prefeito abre o Fórum de Mobilidade e, na sequência, participa da assinatura de um acordo de coordenação técnica entre o Fórum Nacional de Mobilidade Urbana e a Frente Nacional de Prefeitos.

Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeituras

A realização do Smart City Expo Curitiba ocorre um dia após a 89ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), também realizada na Ligga Arena, que reuniu cerca de 100 gestores municipais de diferentes regiões do país para discutir desafios das cidades brasileiras.

Foto: Isabella Mayer/SECOM (arquivo)

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