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2 mil toneladas de aço, sapo raro e muito gelo na obra: as curiosidades da Ponte de Guaratuba

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230 toneladas de gelo. Isso mesmo, gelo. Essa foi a quantidade utilizada no canteiro de obras da Ponte de Guaratuba até o momento, em cerca de um ano de movimentação intensa na baía. Isso acontece para a concretagem dos blocos de coroamento da ponte, dentro de uma estratégia de engenharia do Consórcio Nova Ponte, responsável pela construção. A obra, prevista para ser entregue em abril de 2026, também já utilizou mais de 2 mil toneladas de aço e 13.150 metros cúbicos de concreto.

A Ponte de Guaratuba, aguardada há mais de 30 anos pelos paranaenses, tem muitas curiosidades. Entre elas também estão o apoio direto de cinco embarcações que, entre outras funções, atuam como guindaste e para o transporte de caminhões betoneiras, e o monitoramento de animais 10 mil animais, com o objetivo de garantir a preservação de todo o ecossistema local. Algumas descobertas passam por tartarugas e sapos raros, aparecimento de botos e milhares de aves de diferentes espécies.

Essas são apenas algumas das curiosidades da construção da ponte, cuja extensão de 1.244 metros já está ganhando forma sobre o mar na Baía de Guaratuba. Iniciada em outubro de 2023, a previsão é de que a ponte fique pronta daqui pouco mais de um ano, em abril de 2026. Em fevereiro, a estrutura alcançou a marca de 44,2% de execução – mostrando a agilidade dos trabalhos das equipes no canteiro de obras.

“A construção da Ponte de Guaratuba avança em ritmo acelerado, alcançando marcos importantes que refletem nosso compromisso com essa obra tão aguardada. Com mais de 44% de execução, já vemos a estrutura ganhar forma, impulsionando a economia local e garantindo um novo futuro para a mobilidade no Litoral do Paraná. Seguimos focados na depois ou qualidade, segurança e eficiência para entregar essa grande conquista à população”, destaca o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), Fernando Furiatti.

“A magnitude da obra impressiona pelos números, pela sua celeridade de execução, qualidade e investimentos. É por isso o nosso comprometimento diário em fazer dessa uma das maiores obras do Governo do Estado e com todo o diferencial que fará em termos de locomoção, economia e impulsionamento para a população do litoral do Paraná”, destaca a engenheira do DER/PR e fiscal da obra, Larissa Vieira.

A bióloga do Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba, Aline Prado, acrescenta que a diversidade de espécies na região de Guaratuba é o que mais chama a atenção da equipe de monitoramento ambiental até o momento. “Cada monitoramento é uma surpresa, pois sempre registramos alguma espécie que ainda não havíamos observado. Além disso estamos verificando um número significativo de guarás, que até pouco tempo sofreu um declínio populacional. Ter a oportunidade de ver dezenas de animais e até revoadas é incrível do ponto de vista da conservação”, declara.

Confira algumas curiosidades:

GELO NA PONTE

No período de novembro de 2024 a janeiro de 2025, uma técnica chamou a atenção no canteiro de obras: o uso de gelo na concretagem dos blocos de coroamento da ponte. Foram utilizados, até o momento, cerca de 100 quilos de gelo para cada metro cúbico de concreto, totalizando aproximadamente 230 toneladas de gelo na concretagem, de acordo com o levantamento do Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba. Isso dá mais ou menos 230 mil sacos de 10 kg de gelo de mercado.

Segundo a equipe de engenharia da obra, essa técnica, comum em grandes intervenções, tem como objetivo controlar a temperatura do concreto durante o processo de hidratação do cimento. A reação química libera calor, e em grandes volumes de concreto, como nos blocos de coroamento da ponte, esse calor pode causar fissuras térmicas. Ao manter a temperatura do concreto mais baixa, minimiza-se o risco de fissuras térmicas na estrutura, garantindo a integridade da estrutura.

MUITO AÇO E CONCRETO

A obra já utilizou mais de 2 mil toneladas de aço e 13.150 metros cúbicos de concreto, 16% do novo Maracanã (que recebeu 80.000 metros cúbicos), palco de final de Copa do Mundo de 2014.

A comparação com o aço pode ser feita com a Torre Eiffel, projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel e concluída em 1889 para a Exposição Universal de Paris, que tem 7.300 toneladas em sua estrutura. A Ponte Golden Gate, na Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, foi construída com cerca de 83.000 toneladas de aço.

Em relação ao concreto, o Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo, em Dubai, recebeu 45 mil metros cúbicos de concreto na sua fundação.

TRECHO ESTAIADO E MUITAS ESTACAS

Um dos diferenciais da Ponte de Guaratuba será o trecho estaiado. Diferentemente do restante da estrutura, que utiliza vigas e colunas de concreto e aço pré-fabricadas, o trecho estaiado da ponte é composto por cabos de aço de alta resistência que serão ancorados por torres para suportar parte do peso da pista. Ele é necessário para garantir a livre navegação das embarcações que circulam diariamente pela Baía de Guaratuba.

No total, serão 64 estacas de concreto que servirão de base para os 1.244 metros de extensão da ponte. Elas são concretadas no fundo da Baía de Guaratuba. Cada estaca possui de 180 a 220 centímetros de diâmetro e de 20 a 50 metros de comprimento, chegando a pesar 470 toneladas, ou aproximadamente cinco Boeing 737-900ER – um deles pesa 85 toneladas.

VOCÊ SABE O QUE É ADUELA?

Recentemente foi iniciada a execução da chamada aduela de partida, peça fundamental para a construção da superestrutura no trecho estaiado da ponte. A aduela é um elemento estrutural usado na construção de pontes, em especial as construídas pelo método dos balanços sucessivos, como no caso da Ponte de Guaratuba. Ela funciona como uma “peça” da ponte, construída aos poucos, partindo de um ponto central (como um pilar ou apoio), e avançando para ambos os lados, em um sistema de equilíbrio.

634 PESSOAS TRABALHANDO

Para que as obras saiam do papel, é necessária a mão de obra humana, formada por homens e mulheres que, diariamente, fazem o sonho da Ponte de Guaratuba se tornar realidade. No auge das obras, 634 pessoas estão contratadas nas mais diferentes funções, sendo 457 contratadas pelo Consórcio Nova Ponte e 177 subcontratadas, o que movimenta significativamente a economia na região. Entre os profissionais estão não apenas engenheiros e profissionais da construção civil, como pedreiros e soldadores, mas também biólogos, marinheiros, oceanógrafos, entre outros.

EMBARCAÇÕES

Para apoiar o trabalho, que acontece 24 horas por dia, são cinco embarcações que prestam suporte náutico, o que inclui duas balsas com guindastes executando as fundações e três balsas de apoio para transporte de caminhões betoneiras com concreto e armação para as estruturas. A curiosidade é que no futuro, com a nova ponte, a travessia de ferry boat que hoje leva em torno de 20 minutos a 30 minutos, será feita em questão de 2 minutos. As embarcações estão ajudando a acabar com o tráfego em embarcações.

3 MIL AVES, MUITOS GUARÁS

O monitoramento ambiental registrou, até o momento, 3.201 aves de 175 espécies, pertencentes a 19 ordens e 46 famílias. Os destaques são para a fragata, tucano-de-bico-verde, saíra-militar, saíra-sete-cores pula-pula, jacuguaçu, aracuã-escamoso e beija-flor-de-fronte-violeta.

Para as aves limícolas e marinhas, monitoradas nos pontos de fauna aquática, que incluem ambiente praial, na proximidade com o ferry-boat e áreas nas imediações das ilhas na baía de Guaratuba, foram registrados 2.855 de 59 espécies, pertencentes a 26 famílias e 13 ordens. Destacam-se as fragatas, biguás, garças e socós.

Segundo a equipe de monitoramento ambiental, a espécie de ave mais abundante na área monitorada foi a guará, com 584 aves contabilizadas até o momento. Esse registro é extremamente importante para mapear ambientalmente a região.

“O registro é fundamental, uma vez que essa espécie é classificada como quase ameaçada e já sofreu grande redução populacional na região devido à fragmentação dos manguezais, caça e coleta de ovos, sendo considerada extinta no sudeste e sul do país. Seu retorno ao litoral do Paraná e à baía de Guaratuba vem sendo observada na última década e seu registro demonstra uma recuperação gradual das populações”, destaca o coordenador ambiental do Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba, Robson Felipe do Valle.

BOTOS E CACHORROS-DO-MATO

Também foram registrados 2.465 peixes pertencentes a 54 espécies, 24 famílias e 12 ordens. Entre as espécies estão em destaque os bagres, a caratinga, o linguado e a oveva. O monitoramento da fauna é realizado trimestralmente por equipes ambientais.

Em relação aos mamíferos, eles estão divididos em três grupos: aquáticos (golfinhos, baleias), terrestres (gambás, felinos, cuícas) e voadores (morcegos). Ao total, foram registrados 218 animais, distribuídos em 32 espécies, 5 ordens e 8 famílias.

Foram registrados dois botos-cinza, sendo um adulto e um filhote, dentro do primeiro grupo. Entre os mamíferos terrestres, se destacam os gambás-de-orelha-branca e gambá-de-orelha-preta, cuíca, cachorro-do-mato, quati, lontra, jaguatirica e mão-pelada.

Também foram avistados 173 mamíferos terrestres, distribuídos em 4 ordens e 9 famílias. Já para os voadores, foram contabilizados 45 dentro de duas famílias.

ARTARUGAS E SAPOS RAROS

Os répteis e anfíbios também marcam presença no programa ambiental da Ponte de Guaratuba. Foram contabilizados 1.134 animais representados por 2 ordens, 19 famílias, 30 gêneros e 39 espécies.

Foram registrados 46 répteis terrestres, entre 8 famílias, com destaque para o lagarto papa-vento, teiú, cobra-cipó e jararaca. A equipe também registrou 372 anfíbios, distribuídos em 11 famílias, com destaque para as espécies sapinho-pulga, rãnzinha-do-folhio, perereca-marsupial e rã-de-folhiço.

Até o momento foram registradas nove tartarugas-verde. O registro e monitoramento da espécie é importante, uma vez que a espécie está classificada como em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e é uma das espécies prioritárias de monitoramento segundo condicionante da Licença de Instalação da obra.

De acordo com a equipe ambiental, o sapinho-pulga registrado nos monitoramentos é um achado. Ele ocorre nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, especialmente na serrapilheira em remanescentes de Mata Atlântica e em altitudes de até 1000 metros acima do nível do mar. Esse sapinho pertence ao gênero dos menores sapinhos do mundo. Os machos podem medir até 8mm e as fêmeas até 10mm. Atualmente, a espécie está classificada como quase ameaçada pela IUCN. Logo, o seu registro na região é de extrema importância para conservação.

VESPAS, ABELHAS E BORBOLETAS

O trabalho de monitoramento também envolve insetos dividos em duas ordens, Hymenoptera, que é representada pelas vespas, abelhas e formigas, e Lepidoptera, que corresponde às borboletas. Até o momento, foram registrados 458 himenópteros relacionados a 27 famílias, como 120 borboletas distribuídas em 23 espécies. Entre a ordem Hymenoptera, estão as superfamílias Vespoidea, representadas pelas vespas-parasitóides e Platygastroidea, representada por vespas e formigas. Também se destacam as abelhas-das-orquídeas. Fonte: AEN/Foto: Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba

Foto: Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba
Foto: DER_PR
Foto: Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba

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Liderança nacional do Paraná na produção de orgânicos tem certificação do Tecpar

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Entre 2019 e 2025, o Centro de Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ampliou em 70% o número de certificados emitidos para o escopo de produtos orgânicos, elevando o Paraná ao status de maior produtor de orgânicos do País. Com o apoio do Tecpar, o número de produtores rurais dobrou neste período.

De acordo com dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil tem hoje 24.226 certificados válidos concedidos a produtores de orgânicos, sendo 4.263 deles para agricultores paranaenses, o que corresponde a quase 20% do total. Os estados que fecham o ranking são Rio Grande do Sul, em 2º lugar, com 3.093 certificados, e Bahia, em 3º lugar, com 1.859.

“Em 2019, o número de certificados válidos do Tecpar para o escopo de produtos orgânicos era de 532 e passou para 914 em 2025, enquanto o número de certificados válidos no Paraná saltou de 434 naquele ano para 842 no ano passado”, detalha a gerente da Certificação de Produtos do Tecpar, Rochelly Hüber.

AGRICULTURA FAMILIAR – Esses dados são possíveis graças à busca por uma alimentação mais saudável, que fez aumentar a procura por produtos orgânicos nos últimos anos.

Edna Aparecida Gomes do Reis produz alimentos orgânicos certificados há seis anos numa propriedade rural localizada em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Na área de cinco hectares, optou pela diversidade de cultivos: produz tomate, hortaliças, maracujá e ervas medicinais, como o chá verde. A produtora já chegou a colher dois mil quilos de tomate orgânico na safra de 2025 e este ano, com a mudança da variedade da hortaliça-fruto e muitos testes de cultivo, pretende colher seis mil quilos.

“Antes eu achava que não ia conseguir produzir orgânicos e hoje acertamos a variedade de tomate e produzimos muito. Tanto que até fornecemos para a alimentação escolar do Estado, para o centro de referência em assistência social e para as cestas solidárias vendidas pela nossa cooperativa”, conta Edna.

A produtora de orgânicos explica que o processo de cultivo de alimentos orgânicos é muito mais trabalhoso do que o convencional, mas o resultado compensa.

“É muito mais difícil e demorado porque precisamos fazer vários testes de manejo e mudar as variedades até chegar em uma que tenha mais produtividade, que se adapte ao nosso clima. Mas também é muito mais gratificante no final. Decidimos produzir só orgânicos pelo fato de ser um alimento mais saudável, sem agrotóxicos, o que agrega muito no valor final. Isso mudou a nossa rotina e a vida da nossa família para melhor”, diz Edna, que conta com a ajuda de um sócio e seus dois filhos.

Ela relata que buscou a certificação de orgânicos porque é um atestado garantido que o produto comercializado está sendo produzido com segurança e responsabilidade que a legislação exige. “Com esse selo de produtora orgânica eu consegui acessar políticas públicas que me ajudaram muito, como o Programa Paraná Mais Orgânico, que me ajudou tanto na isenção da taxa da certificação quanto na orientação técnica que eles fornecem”, diz a produtora.

A certificação orgânica não só atesta a qualidade dos produtos como também se torna um diferencial competitivo que valoriza a produção. O selo garante acesso a nichos de mercados diferenciados com processos simplificados e custos reduzidos para o produtor, além de assegurar padrões de qualidade que abrem portas para a comercialização em âmbito nacional.

INCENTIVO – A liderança do Paraná na lista dos maiores produtores de orgânicos do País também se deve aos incentivos do Programa Paraná Mais Orgânico, uma ação do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Tecpar, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e mais sete universidades estaduais.

O Paraná Mais Orgânico oferece orientação técnica, capacitação e assistência para agricultores familiares interessados em migrar de cultivos convencionais para a produção orgânica, e auxilia na certificação gratuita de seus produtos.

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, o instituto tem a responsabilidade de fazer uma auditoria na propriedade rural e emitir o selo de certificação de Propriedade Orgânica, após o produtor rural ter passado pelos processos de orientação de boas práticas agroecológicas e acompanhamentos técnico e científico por todas as instituições envolvidas.

“Com nossa capacitada equipe de técnicos, conseguimos garantir a conformidade dos produtos com os padrões rigorosos do setor, o que assegura a autenticidade e a rastreabilidade da produção. É um orgulho saber que somos agentes na contribuição para práticas agrícolas sustentáveis e saudáveis, assim cumprimos nossa missão de levar tecnologia e inovação para todos os setores do estado”, comemora Marafon.

O Tecpar Certificação é o primeiro organismo de certificação de produtos orgânicos por auditoria do Brasil, credenciado pelo Mapa e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desde 1997.

PLANO SAFRA – Hoje o instituto está entre as certificadoras reconhecidas para os programas de certificação de sustentabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse reconhecimento possibilita que propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar Certificação possam ter acesso ao desconto de 0,5% na taxa de juros das operações de custeio, dentro do Plano Safra 2025/26.

A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa.

Para acessar a bonificação, é preciso que as propriedades se enquadrem em programas específicos de boas práticas, que incluem a produção orgânica, uso de bioinsumos, tratamento de dejetos e uso de energia renovável. A comprovação dessas práticas é feita por meio da validação na Plataforma Agro Brasil+Sustentável (AB+S), ferramenta que faz a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.

Os produtores rurais que adotam práticas sustentáveis e tem interesse em receber o bônus, devem procurar o quanto antes as instituições financeiras para formalizar sua adesão e contratar o crédito rural até 30 de junho de 2026. É importante salientar que as contratações podem ser suspensas antes do prazo final, caso os recursos destinados a determinadas linhas de crédito se esgotem.

Confira a tabela da evolução das certificações de produtores orgânicos:

Ano – Total – Paraná

2019 – 532 – 434

2020 – 534 – 440

2021 – 521 – 410

2022 – 670 – 583

2023 – 689 – 612

2024 – 749 – 688

2025 – 914 – 842

Foto: AEN

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Prefeito Eduardo Pimentel anuncia a construção da UPA Santa Felicidade, a 10ª de Curitiba

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O prefeito Eduardo Pimentel lançou nesta sexta-feira (13/3) as obras da 10ª Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba, a UPA Santa Felicidade, um dos compromissos do Plano de Governo 2025-2028 que começa a se tornar realidade. O lançamento das obras faz parte das comemorações dos 333 anos de Curitiba.

 “Esse é um dia histórico para Santa Felicidade e toda Curitiba. O dia em que tiramos do papel uma obra muito esperada e que está no meu Plano de Governo. E não havia lugar melhor para essa UPA: ao lado da regional, do terminal urbano e no terreno de uma das famílias mais tradicionais desta região, que é a família Madalosso. Um verdadeiro presente de Deus” disse Eduardo Pimentel.

O prefeito agradeceu a mobilização da comunidade que aguardava mais um importante equipamento de saúde e que teve o apoio político de vereadores, do deputado estadual Ney Leprevost, que destinou emenda parlamentar de R$ 6,5 milhões para a obra, e ao governo do Estado, que será responsável por viabilizar o valor da emenda em repasse ao fundo municipal de saúde.

“A partir do ano que vem, esta UPA estará funcionando neste espaço nobre de Santa Felicidade, fruto de parcerias e do bom momento político que Curitiba e o Paraná vivem”, definiu Eduardo Pimentel.

Os vereadores Nori Seto e Sidney Toaldo destacaram que a voz da comunidade foi ouvida e elogiaram a agilidade da Prefeitura em viabilizar a obra tão aguardada e que compõe o Plano de Governo do prefeito.

A nova unidade de urgência e emergência terá dois pavimentos e área construída de mais de 2 mil m², localizada na Via Vêneto, esquina com a Rua Madre Clelia Merloni, ao lado da Rua da Cidadania Santa Felicidade.

A Secretaria Municipal da Saúde locou o terreno, que pertence à tradicional família Madalosso, onde será construída a UPA. As obras estarão sob a responsabilidade do proprietário, com projeção de término em cerca de 12 meses.

Público-alvo

O Distrito Sanitário Santa Felicidade tem cerca de 400 mil usuários cadastrados no SUS Curitibano, público que poderá acessar a nova UPA quando estiver pronta. Além da população da região, qualquer cidadão curitibano que precisar de atendimento de urgência e emergência poderá buscar a unidade, assim como já acontece com as demais nove UPAs de Curitiba.

A projeção da Secretaria Municipal da Saúde é de que serão realizados de 300 a 400 atendimentos por dia, cerca de 10 a 13 mil por mês.

Atualmente, a Regional Santa Felicidade conta com a UPA Campo Comprido (Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3.495), que tem o mesmo perfil assistencial da futura unidade. Em 2025, foram atendidas mais de 142 mil pessoas na UPA Campo Comprido, uma média de 11,8 mil por mês.

Curitiba atualmente conta com nove UPAs: Boqueirão, Boa Vista, Cajuru, Campo Comprido, CIC, Fazendinha, Pinheirinho, Sítio Cercado e Tatuquara.

“Estamos fortalecendo nosso atendimento de urgência e emergência com mais um equipamento de saúde em uma área de grande concentração de pessoas, o que mostra a força da nossa rede de serviços”, diz a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

“A UPA existe para sanar a dor, para atender a urgência e emergência, e nós sabemos que o tempo de resposta a uma emergência é essencial para salvar uma vida, e é isso que a população de Santa Felicidade terá aqui”, explicou.

Setores

Construída em dois pavimentos, a UPA Santa Felicidade também vai contar com o Circuito Direcionado de Atendimento (CDA), que já está implantado em outras quatro UPAs de Curitiba (Pinheirinho, Fazendinha, Boqueirão e Cajuru).

Esse formato de atendimento é dirigido a casos leves, classificados nas cores verde (pouco urgente) e azul (não urgente), em que a equipe vai até o paciente. Depois de realizada a triagem inicial, a pessoa aguarda em consultório que a equipe de assistência vá até ela, método conhecido como “fast track”, modelo inglês que pode ser traduzido como rastreamento rápido do paciente.

No primeiro pavimento estarão a área de recepção e espera para 70 cadeiras, três consultórios de classificação de risco, sala de vacina, consultório de Serviço Social, sete boxes do CDA mais consultórios e postos de trabalho para médicos, sala de decisão clínica e sala de medicamentos com 10 leitos. Haverá sala de Raio-X com área de espera, consultórios de urgência, sala de emergência com quatro leitos, farmácia satélite, salas de observação feminina, masculina e pediátrica, salas de isolamento e postos de enfermagem.

No segundo pavimento estarão instaladas as áreas administrativas, o serviço de atenção domiciliar, sala de reuniões e áreas de estar dos funcionários.

Presenças

Também estiveram no lançamento o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins; o secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello; o chefe de gabinete, Ricardo Andreazza; o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues; o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; o diretor-geral da Sesa, César Neves; os deputados estaduais Márcia Huçulak e Ney Leprevost; os vereadores Nori Seto, Sidney Toaldo, Meri Martins, Jassom Goulart, Tico Kuzma (presidente da Câmara) e Pier Petruzziello; o administrador Regional Santa Felicidade, José Dirceu de Matos Filho. A família Madalosso também participou, representada por Flora Madalosso.

Pela Secretaria Municipal da Saúde participaram a superintendente Executiva, Flávia Adachi; a superintendente de Gestão em Saúde, Jane Sescatto; a diretora do Departamento de Urgência e Emergência (DUE), Keity Arias; a diretoria Administrativa do DUE, Katiuscia Vanessa Schiontek; a supervisora do Distrito Sanitário Santa Felicidade, Gisele Jarek Tulio; o diretor-geral da Fundação Estatal de Atenção à Saúde, Sezifredo Paz; a representante do Conselho Municipal de Saúde, Malu Gomes e a presidente do Conselho Distrital de Santa Felicidade, Wanda de Moraes.

PRO Curitiba

A construção da UPA Santa Felicidade integra o PRO Curitiba, programa lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel que reúne R$ 6 bilhões em investimentos em obras de pavimentação, requalificação, manutenção, educação, habitação, saúde e trânsito, com execução prevista ao longo da gestão, até 2028.

(Fonte: SECOM)

Fotos: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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Outono começa na sexta com chuva acima da média e mais dias com amplitude térmica

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O outono astronômico começa às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A nova estação historicamente é caracterizada pela chegada das primeiras geadas, por nevoeiros e pela maior diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde (amplitude térmica). Em 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação terá menos dias de chuva em comparação ao verão, porém com volumes mais altos do que a média do outono.

O outono registra muitos veranicos (vários dias consecutivos sem ocorrência de chuva). As primeiras geadas ocorrem nas regiões mais altas do Paraná como Sul, Centro-Sul e Campos Gerais, quando entram massas de ar com características polares, geralmente a partir da segunda metade de abril.

Os meses de abril, maio e junho, no Paraná, apresentam redução no volume de chuva em relação ao verão devido ao deslocamento das massas de ar frio e seco. “A direção predominante do vento médio passa a ocorrer do sul para o norte do continente, favorecendo a entrada de sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco. Com isso, o intervalo entre as chuvas se torna maior e está associado principalmente à passagem de frentes frias”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Os maiores volumes de chuva do outono são registrados nas regiões Sudoeste (até 155 mm em abril, até 215 mm em maio e até 153 em junho) e Oeste (até 174 mm em abril, até 195 mm em maio, e até 155 mm em junho). Os menores valores acumulados de chuva durante o outono historicamente são no Norte do Paraná (56 mm a 122 mm em abril, 53 mm a 130 mm em maio, e 47 mm a 101 mm em junho).

Em geral, historicamente maio apresenta um volume de chuva ligeiramente maior que abril e junho em todo o Estado. Em abril o Litoral acumula volumes de chuva entre 111 mm e 211 mm; as cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram de 39 mm a 96 mm; a região Central do Paraná registra 61 mm a 129 mm; e o Sul registra 59 mm a 150 mm.

Em maio os volumes de chuva no Litoral são de 76 mm a 189 mm; na RMC de 26 mm a 107 mm, na região Central de 71 mm a 181 mm, e no Sul de 51 mm a 176 mm. Em junho os acumulados são de 86 mm a 143 mm no Litoral, de 67 mm a 120 mm na RMC, de 84 mm a  154 mm na região Central, e de 92 mm a 170 mm no Sul do Paraná. 

No outono de 2026, entretanto, a previsão do Simepar aponta que os valores acumulados de chuva ficarão acima da média histórica na metade sul do Paraná, e próximos a ligeiramente acima da média na faixa Norte. A estação estará em condição neutra, sem influência de La Niña ou El Niño. “Apesar de registrar muitos dias sem chuva, quando chover o volume será um pouco mais alto, o que ocasionará no fim do mês acumulados, em números, acima da média em todo o Estado”, explica Lizandro.

TEMPERATURAS – Ao longo do outono as massas de ar frio e seco com origem na Antártica e/ou sul da América do Sul avançam em direção ao Paraná, ocasionando a diminuição frequente nas temperaturas. Além da ocorrência de noites e manhãs frias, a estação registra com mais frequência a formação de nevoeiros. Para o outono de 2026, a previsão do Simepar aponta que as temperaturas ficarão ligeiramente acima da média em todas as regiões paranaenses. 

Historicamente as temperaturas mínimas em abril são em média de 18,9°C no Litoral, de 14,7°C na RMC, de 14,5°C na região Central do Paraná, de 13,3°C na região Sul, de 15,8°C no Sudoeste, de 17,3°C no Oeste e de 17,6°C no Norte. Em maio os dias amanhecem em média com temperaturas de 16°C nas cidades do Litoral, 11,2°C na RMC, 11°C na região Central, 9,7°C no Sul, 12,2°C no Sudoeste, 13,5°C no Oeste e 14°C no Norte.

Em junho os dias amanhecem e média com 14,5°C no Litoral, 10,3°C na RMC e na região Central, 9°C no Sul, 11,6°C no Sudoeste, 12,8°C no Oeste e 13,4°C no Norte.

Já as temperaturas máximas historicamente em abril são em média de 27,4°C no Litoral, 25,4°C na RMC, 26°C na região Central, 24,7°C no Sul, 27,1°C no Sudoeste, e 29°C no Oeste e Norte do Paraná. Em maio, em média, as temperaturas do dia não passam de 24,6°C no Litoral, de 21,3 na RMC, de 21,6°C nas cidades da região Central, de 20,2°C no Sul, de 22,2°C no Sudoeste, 24,1°C no Oeste e 24,5°C no Norte. Em junho as tardes registram em média temperaturas ainda mais baixas, de 23,1°C no Litoral, 20,6°C na RMC, 21°C na região Central, 19,5°C  no Sul, 21,5°C no Sudoeste, 23,6°C no Oeste e 24,1°C no Norte. (AEN)

Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

 

 (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

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