Entrevista

ENTREVISTA: José Volnei Bisognin, diretor-presidente do IAT Paraná

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O engenheiro florestal José Volnei Bisognin foi nomeado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em abril, para comandar o Instituto Água e Terra (IAT). Natural de Santa Maria (RS), Bisognin é formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pós-graduado em Educação Ambiental. Está no Paraná desde 1985 e acumula mais de quatro décadas de experiência na gestão ambiental pública. 

Com trajetória construída principalmente no Oeste do Paraná, onde atuou como chefe da Regional do IAT em Toledo e também da Regional de Pato Branco, Bisognin ocupou cargos de liderança em diferentes regiões do Estado, nas áreas de licenciamento ambiental, biodiversidade, manejo florestal e cadastro ambiental. Foi diretor-presidente do antigo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em 2010, e do IAT, em 2022.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Face da Notícia, o diretor-presidente fala sobre sua trajetória profissional, os desafios à frente do IAT e o papel estratégico do órgão na preservação dos recursos naturais e na promoção do desenvolvimento sustentável do Paraná. Bisognin também aborda grandes projetos de infraestrutura, como a Ponte de Guaratuba, a Engorda da Orla de Matinhos, a terceira pista do Aeroporto Afonso Pena e as novas concessões rodoviárias, além das ações de combate ao desmatamento e outros assuntos relacionados à gestão ambiental do Estado do Paraná.

Face da Notícia – O senhor já esteve à frente do IAT em 2010 e, posteriormente, em 2022, tendo reassumido a Presidência em abril de 2026. Como avalia esse retorno e quais são os principais desafios neste novo período?

Bisognin: Na verdade, fui presidente do Instituto Água e Terra em 2010, durante o Governo Pessuti, posteriormente em 2022 e retornei agora, em abril de 2026, a convite do governador e do secretário Everton. Os desafios permanecem, basicamente, semelhantes. Temos uma equipe que está conosco há aproximadamente oito anos e possui uma trajetória consolidada na condução de projetos grandiosos e estratégicos para o Estado do Paraná. A partir dessa experiência, estabelecemos metas importantes para este novo período.

Entre as principais prioridades está a continuidade e o acompanhamento de grandes obras e empreendimentos no Estado. Projetos como a Ponte de Guaratuba e a Engorda da Orla de Matinhos são de grande relevância para o Paraná. Atualmente, outra obra prioritária é a terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, que representa um importante desafio para o Instituto. Também temos como grande responsabilidade acompanhar os licenciamentos ambientais dos empreendimentos rodoviários relacionados às novas concessões das rodovias do Paraná. São milhares de quilômetros de estradas e, atualmente, praticamente todo o Estado está envolvido em obras. Essa demanda foi tão significativa que levou à criação de um departamento específico para tratar dos licenciamentos relacionados às rodovias, justamente para garantir maior eficiência e agilidade aos processos.

As novas concessões rodoviárias possuem um diferencial importante: estão vinculadas a um extenso cronograma de obras. As empresas concessionárias assumiram compromissos contratuais que envolvem duplicações, implantação de terceiras faixas, melhorias na infraestrutura e outras intervenções que deverão proporcionar avanços significativos na qualidade e na segurança das rodovias paranaenses.

Por isso, um dos nossos principais desafios é garantir que os cronogramas estabelecidos pelas concessionárias sejam compatibilizados com os respectivos licenciamentos ambientais. Quando uma empresa assume uma concessão, possui um planejamento previamente definido, com obras que precisam ser executadas em determinados períodos. Cabe ao Instituto assegurar que os processos de licenciamento acompanhem esse planejamento, sem comprometer a qualidade das análises e o cumprimento da legislação ambiental.

Assim, considero que o grande desafio do IAT neste momento é conciliar a necessidade de viabilizar investimentos e grandes obras de infraestrutura com a responsabilidade de garantir um licenciamento ambiental eficiente, seguro e tecnicamente adequado. Dessa forma, permitimos que as concessionárias cumpram os compromissos assumidos nos contratos de concessão, sempre respeitando a legislação e a proteção ambiental.

Face da Notícia – Ao longo de mais de quatro décadas de atuação na gestão pública ambiental, grande parte desse trabalho desenvolvido na região Oeste do Paraná, quais foram os principais projetos, avanços e desafios que marcaram sua trajetória na região? E qual a importância do Oeste para as políticas de preservação e desenvolvimento sustentável do Estado?

Bisognin: Praticamente toda a minha carreira foi construída na região Oeste do Paraná, especialmente em Toledo. Embora tenha atuado em diferentes funções e regiões do Estado, minha principal trajetória profissional foi desenvolvida no Oeste. Iniciei minha atuação como técnico na região em 1985 e, posteriormente, fui chefe do Escritório Regional de Toledo entre 2003 e 2009. Durante esse período, desenvolvemos um trabalho intenso em diversas áreas da gestão ambiental.

Em 2010, em razão do trabalho realizado à frente do Escritório Regional de Toledo, alcançamos um reconhecimento muito importante. A unidade foi destaque em nível estadual, inclusive ficando em primeiro lugar em indicadores relacionados ao licenciamento ambiental, além de apresentar resultados expressivos em ações como conversão de multas e outras atividades desenvolvidas pelo Instituto.

Eu estava à frente do escritório naquele período e também atuava diretamente em questões relacionadas ao licenciamento ambiental, ao viveiro e a outras ações de gestão. O Escritório Regional de Toledo já possuía uma trajetória de destaque dentro do Estado, mas conseguimos ampliar ainda mais esse reconhecimento.

Esse trabalho foi reconhecido pelos dirigentes da época e contribuiu para que eu tivesse a oportunidade de assumir responsabilidades maiores dentro do Estado. Inclusive, fui, talvez, o primeiro funcionário de carreira a sair diretamente de uma cidade do interior para assumir a Presidência do Instituto, que já possuía uma atuação de grande relevância no cenário ambiental.

Ao longo dessa trajetória no Oeste, trabalhamos em diversos projetos e programas importantes, incluindo ações relacionadas ao Paraná Rural, à arborização urbana, ao controle do desmatamento, à agricultura e a outras iniciativas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Foram muitos anos de trabalho, desafios e construção coletiva. Acredito que esse conjunto de ações realizadas na região Oeste contribuiu para que eu pudesse assumir responsabilidades cada vez maiores dentro do Estado.

Para mim, existe também um significado pessoal muito grande nessa trajetória. Grande parte do que conquistei profissionalmente devo à região Oeste do Paraná e, principalmente, à cidade de Toledo. Foi ali que construí minha carreira, adquiri experiência, enfrentei desafios e tive o reconhecimento que me permitiu avançar dentro da gestão pública ambiental.

Por isso, considero que o Oeste possui uma importância fundamental para as políticas ambientais do Paraná. É uma região que demonstra, na prática, que preservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos, desde que haja planejamento, responsabilidade e uma atuação pública comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Face da Notícia – Qual é o papel estratégico do IAT na preservação dos recursos naturais e na promoção do desenvolvimento sustentável do Paraná?

 Bisognin: O Instituto Água e Terra está diretamente presente em praticamente todas as grandes ações de desenvolvimento do Paraná. Quando o atual Governo assumiu, o Estado tinha um PIB de aproximadamente R$ 400 bilhões e, desde então, esse valor praticamente dobrou, chegando a cerca de R$ 800 bilhões. O Paraná também passou da quinta para a quarta posição entre as maiores economias do Brasil.

Em todo esse processo de crescimento, seja na implantação de rodovias, na instalação de empresas e indústrias ou na realização de grandes obras de infraestrutura, o IAT está presente, principalmente por meio do licenciamento, da fiscalização e da gestão dos recursos naturais. Ao mesmo tempo em que o Paraná cresce economicamente, também avançamos na agenda ambiental. O Estado foi reconhecido, pelo quarto ano consecutivo, como o mais sustentável do Brasil, e isso é resultado de um trabalho contínuo de preservação e gestão responsável dos recursos naturais.

O IAT possui, dentro da sua estrutura, o setor de Patrimônio Natural, responsável, entre outras atribuições, pela gestão das unidades de conservação. Atualmente, o Estado conta com mais de 70 unidades de conservação, além de 19 viveiros florestais, responsáveis pela produção de mudas e pelo apoio a diversas ações de recuperação e conservação ambiental.

Outro eixo fundamental é a fiscalização ambiental, que contribui para o cumprimento da legislação e para a proteção dos recursos naturais. Também temos trabalhado na criação e ampliação de áreas protegidas, na recuperação de áreas de preservação permanente, na proteção das reservas legais e na implantação de corredores ecológicos. Portanto, o IAT possui uma função estratégica para o Paraná. Uma de suas principais missões é preservar os recursos naturais, garantindo que o desenvolvimento do Estado aconteça de forma sustentável.

O conceito de desenvolvimento sustentável está justamente na capacidade de conciliar o progresso econômico e social com a proteção do meio ambiente. O Paraná pode continuar se desenvolvendo, atraindo investimentos, realizando obras e gerando oportunidades, mas precisa fazer isso cuidando, ao mesmo tempo, dos seus recursos naturais. É esse equilíbrio que buscamos: um Estado que se desenvolve, mas que também preserva o meio ambiente para as atuais e futuras gerações.

 Face da Notícia – Quais são, atualmente, os principais desafios enfrentados pelo órgão para conciliar proteção ambiental, crescimento econômico e qualidade de vida da população?

 Bisognin: Um dos principais instrumentos para conciliar proteção ambiental e crescimento econômico é, sem dúvida, o licenciamento ambiental. O processo começa com a avaliação da área e do empreendimento que se pretende implantar, verificando se aquele local possui condições ambientais adequadas para determinada atividade. A partir dessa análise, são estabelecidas as condicionantes e as medidas que o empreendedor deverá cumprir para que o empreendimento seja implantado e opere de maneira ambientalmente adequada.

Isso envolve, por exemplo, o controle de efluentes industriais, emissões atmosféricas e outros possíveis impactos ambientais, sempre de acordo com a legislação vigente. O crescimento econômico do Paraná tem sido muito significativo, e grande parte desse desenvolvimento precisa estar acompanhado de licenciamento e fiscalização ambiental. Nossa função é garantir que esse crescimento seja sustentável.

Quando falamos em qualidade de vida, também precisamos pensar na preservação e recuperação das áreas verdes, na proteção dos rios e mananciais, na recuperação de áreas degradadas e no reflorestamento com espécies nativas. Portanto, a função do IAT é buscar esse equilíbrio: permitir o desenvolvimento econômico sem comprometer os recursos naturais e a qualidade de vida das pessoas.

Nesse processo, nunca podemos esquecer que o ser humano também está no centro das políticas ambientais. Precisamos proteger os mananciais, os animais, as florestas e a biodiversidade, mas também garantir condições adequadas de vida e desenvolvimento para a população. Entre os grandes desafios atuais, destaco também a ocupação urbana, especialmente a implantação de loteamentos e o processo de ocupação do litoral paranaense.

O litoral possui características de elevada fragilidade ambiental e, ao mesmo tempo, apresenta uma procura muito grande por áreas destinadas à habitação e ao desenvolvimento urbano. Precisamos trabalhar para que essa ocupação aconteça de forma ordenada e planejada, respeitando as limitações ambientais existentes. Nesse sentido, o IAT tem desenvolvido um trabalho conjunto com os municípios, buscando discutir e aperfeiçoar os planos diretores e o ordenamento territorial, de maneira que o crescimento urbano seja compatível com as características ambientais de cada região.

No litoral, essa preocupação é ainda maior em razão da importância dos ecossistemas existentes e da necessidade de compatibilizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Assim, um dos nossos grandes desafios é promover um ordenamento territorial adequado, especialmente no litoral paranaense, conciliando habitação, desenvolvimento econômico, infraestrutura e preservação dos recursos naturais. Em síntese, queremos um Paraná que continue crescendo, mas que cresça de maneira planejada e sustentável, garantindo desenvolvimento e qualidade de vida sem comprometer o patrimônio ambiental que pertence a toda a sociedade.

Face da Notícia – Quais são as principais funções desempenhadas pelo IAT no Paraná?

 Bisognin: A principal função do IAT, como órgão ambiental do Estado, está relacionada à fiscalização, ao monitoramento e ao licenciamento ambiental. No entanto, o Instituto possui uma atuação muito mais ampla e estratégica na gestão ambiental do Paraná. Uma das áreas importantes é a gestão dos recursos hídricos, que envolve, entre outras atividades, a análise e concessão de outorgas para utilização dos recursos hídricos do Estado.

Também temos a Diretoria do Patrimônio Natural, responsável pela criação, gestão e manutenção das unidades de conservação do Paraná. O Estado possui mais de 70 unidades de conservação e uma área protegida muito significativa, especialmente dentro do bioma Mata Atlântica. A preservação dessas áreas é fundamental para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.

Outra área de grande importância é a gestão territorial, que atua, entre outras questões, na regularização fundiária e na entrega de títulos às populações que vivem em áreas que passaram por processos de regularização. Um exemplo recente é o trabalho realizado na Ilha do Mel, onde foram entregues mais de 300 títulos. Hoje, a Ilha do Mel possui um plano diretor e avançamos significativamente na regularização de sua ocupação.

Esse é um trabalho complexo, mas extremamente importante, porque proporciona às famílias segurança jurídica e o reconhecimento de sua regularidade, fortalecendo a cidadania dessas populações. Temos também a Diretoria de Saneamento Ambiental, que possui uma atuação bastante ampla, especialmente na realização de obras e na celebração de convênios com os municípios.

Entre suas ações estão o combate à erosão, a recuperação ambiental e o apoio aos municípios por meio da disponibilização de equipamentos, como caminhões-pipa, caminhões de coleta seletiva e poliguindastes. Essa diretoria também teve participação fundamental em projetos de grande relevância para o Estado, como a Engorda da Praia de Matinhos, além de estar envolvida em diversos outros projetos voltados à conservação, recuperação e melhoria da qualidade ambiental.

Portanto, o IAT não é apenas um órgão de fiscalização e licenciamento. É uma instituição que atua em diversas frentes: fiscalização, licenciamento, monitoramento, gestão dos recursos hídricos, patrimônio natural, unidades de conservação, regularização fundiária, saneamento ambiental, educação ambiental e execução de obras voltadas à conservação e recuperação do meio ambiente. Essa atuação integrada é fundamental para que o Paraná avance no desenvolvimento econômico e social, mantendo, ao mesmo tempo, o compromisso com a preservação ambiental e a qualidade de vida da população.

Face da Notícia – Como está o cenário do desmatamento no Estado e quais são as principais ações que o IAT vem desenvolvendo para combatê-lo?

 Bisognin: O Paraná está entre os Estados brasileiros que mais reduziram os índices de desmatamento nos últimos anos. Esse resultado é consequência de um conjunto de ações desenvolvidas pelo IAT, envolvendo tecnologia, monitoramento e fiscalização em campo. Um dos principais avanços foi a utilização de ferramentas de monitoramento por satélite, que permitem identificar áreas de desmatamento de maneira muito mais rápida e precisa.

Atualmente, o Instituto possui um sistema de fiscalização remota bastante avançado, inclusive com possibilidade de aplicação de autos de infração de forma remota, a partir da identificação de irregularidades por imagens de satélite. Além do monitoramento por satélite, também contamos com fiscalização aérea, realizada com o apoio do helicóptero do Instituto. Essa integração entre tecnologia e fiscalização em campo permite identificar as áreas, verificar a situação diretamente no local e adotar as medidas administrativas cabíveis.

Também realizamos periodicamente grandes operações de fiscalização, especialmente para atender aos alertas identificados por sistemas como o MapBiomas, direcionando as equipes para áreas que apresentam indícios de desmatamento. O Paraná é um dos Estados que mais realiza autuações ambientais no País. Anualmente, são emitidos mais de 10 mil autos de infração, sendo uma parcela significativa relacionada a ocorrências de desmatamento, inclusive de menor extensão.

É importante destacar, entretanto, que o Estado possui atualmente índices relativamente baixos de desmatamento e que parte das supressões de vegetação identificadas ocorre de forma autorizada e dentro dos procedimentos de licenciamento ambiental, especialmente em grandes obras de interesse público, como rodovias, ferrovias, portos e empreendimentos de geração de energia.

Nesses casos, quando a intervenção é ambientalmente necessária e legalmente autorizada, são estabelecidas medidas de controle, compensação e recuperação ambiental, de acordo com a legislação. Outro fator importante para o fortalecimento da fiscalização foi a ampliação do quadro de servidores, especialmente após os concursos realizados em 2022 e 2024. Hoje, temos mais de 600 novos servidores atuando em diferentes áreas, incluindo licenciamento e fiscalização, o que representa um reforço significativo para a capacidade operacional do Instituto.

Portanto, a redução do desmatamento no Paraná é resultado da combinação de monitoramento tecnológico, fiscalização remota, operações em campo, fiscalização aérea, aplicação rigorosa da legislação ambiental e ampliação do quadro de servidores. Nosso objetivo é continuar aprimorando essas ferramentas para que o Paraná consiga proteger suas florestas, preservar sua biodiversidade e, ao mesmo tempo, garantir que as intervenções necessárias ao desenvolvimento do Estado ocorram de forma legal, planejada e ambientalmente responsável.

 Face da Notícia – Como o órgão realiza as fiscalizações ambientais no Estado?

 Bisognin: O IAT utiliza diferentes mecanismos de fiscalização ambiental. Um dos principais é o recebimento de denúncias, que podem chegar por meio do SIGO, do Ministério Público, dos canais oficiais de atendimento do Instituto e de outros meios de comunicação disponibilizados à população. Além das denúncias, atualmente temos um componente tecnológico muito importante. O Instituto possui um setor de inteligência geográfica, responsável por reunir e analisar informações, produzir relatórios e identificar pontos críticos e áreas prioritárias para fiscalização em todo o Estado.

Isso permite que a fiscalização seja realizada de maneira cada vez mais estratégica e planejada. Hoje, existe um planejamento que considera as informações disponíveis, os alertas de desmatamento, as denúncias recebidas e os pontos identificados como prioritários. A tecnologia nos permite direcionar as equipes para onde realmente existe maior necessidade de atuação, tornando o trabalho mais eficiente.

Ao mesmo tempo, a fiscalização presencial continua sendo fundamental. As equipes vão a campo para verificar as situações identificadas, confirmar as possíveis irregularidades e, quando necessário, adotar as medidas administrativas previstas na legislação. Também contamos com o monitoramento por satélite e com a fiscalização aérea, ferramentas que ampliam significativamente nossa capacidade de atuação em um Estado com dimensões territoriais como o Paraná.

A integração entre inteligência geográfica, monitoramento por satélite, denúncias, fiscalização aérea e equipes em campo permite ao IAT atuar de forma mais rápida e eficiente no combate aos crimes ambientais. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais esse sistema, garantindo que a fiscalização seja preventiva, estratégica e efetiva, protegendo os recursos naturais e assegurando o cumprimento da legislação ambiental em todo o Paraná.

 Face da Notícia – Quanto à questão dos recursos hídricos, qual é a situação do Paraná neste momento?

Bisognin: O Paraná possui uma ampla e importante malha de recursos hídricos, com uma grande quantidade de rios, nascentes e bacias hidrográficas. É um Estado com uma disponibilidade hídrica significativa, mas, em razão do seu intenso desenvolvimento econômico e das diferentes formas de utilização da água, existem regiões que apresentam situações de maior restrição.

Temos algumas áreas, principalmente aquelas relacionadas à diluição de efluentes, que possuem uma capacidade de suporte mais limitada. Isso significa que, para a instalação de determinados empreendimentos nessas regiões consideradas críticas, podem ser exigidos sistemas e medidas de controle diferenciados, justamente para garantir a preservação da qualidade e da disponibilidade dos recursos hídricos. Um exemplo é a piscicultura, que teve um crescimento muito expressivo na região Oeste do Paraná, especialmente nos municípios de Palotina, Maripá e Toledo. Nessa região, temos bacias hidrográficas que apresentam maior nível de utilização dos recursos hídricos.

À primeira vista, uma pessoa pode observar um rio e pensar que existe água disponível em grande quantidade. Entretanto, é preciso considerar que parte daquela vazão já está comprometida com usos que foram previamente autorizados. Por isso, em determinadas bacias, temos uma capacidade mais restrita de disponibilização de água, considerando tanto a vazão existente no rio quanto os usos já outorgados. Todo esse controle é realizado por meio da outorga de direito de uso dos recursos hídricos. Para utilizar a água de forma regular, o usuário precisa obter a respectiva outorga, que estabelece a quantidade de água que poderá ser utilizada de acordo com a disponibilidade hídrica da região. Em determinadas situações, a quantidade disponível pode não ser suficiente para atender integralmente à demanda de um empreendimento. Nesses casos, pode ser necessário buscar outra alternativa de localização, em uma bacia hidrográfica que possua maior disponibilidade hídrica.

A situação também exige atenção especial durante os períodos de estiagem e de seca, quando a vazão dos rios diminui. Nessas circunstâncias, pode ser necessária uma gestão mais rigorosa dos usos da água. Quando isso acontece, o IAT atua em conjunto com os Comitês de Bacias Hidrográficas, buscando estabelecer uma gestão compartilhada e, quando necessário, promover a negociação dos usos e das vazões disponíveis, de modo que todos os usuários possam ser atendidos da melhor forma possível, sem comprometer o abastecimento e sem prejudicar os demais usuários. Temos, portanto, um controle bastante rigoroso dos recursos hídricos, justamente porque a água é um recurso essencial e precisa ser utilizada de forma responsável e planejada.

É importante lembrar também que a água é um bem de domínio público, e seu uso não pertence exclusivamente a uma determinada pessoa. Por isso, todos aqueles que utilizam recursos hídricos devem observar as regras estabelecidas pelo poder público e, quando exigido, possuir a respectiva outorga. O grande desafio é garantir que a disponibilidade de água seja compatibilizada com as necessidades da população, da agricultura, da indústria e dos demais setores produtivos, assegurando o uso sustentável dos recursos hídricos para as gerações atuais e futuras.

Face da Notícia – O senhor assumiu a Presidência do IAT em abril deste ano, mas teve um papel importante na construção da Ponte de Guaratuba. Qual é a importância dessa obra para o litoral paranaense e, pessoalmente, o que representa para o senhor ter contribuído para a realização de um projeto dessa dimensão?

Bisognin: A Ponte de Guaratuba é uma obra de importância histórica para o Paraná. Tanto que hoje ela é conhecida como a “Ponte da Vitória”. Durante décadas, essa obra esteve entre as grandes reivindicações do Estado e, inclusive, estava prevista na Constituição do Paraná há cerca de 50 ou 60 anos. A ponte representa a concretização de um antigo sonho da população e tem uma importância estratégica porque liga duas cidades irmãs, Matinhos e Guaratuba, e também estabelece uma importante conexão entre o Paraná e Santa Catarina. É, portanto, uma verdadeira ponte de integração. Durante muitos anos, essa ligação era realizada exclusivamente pelo sistema de Ferry Boat. Em períodos de férias e feriados, era comum que os motoristas enfrentassem filas de quatro, cinco, seis e até dez horas para realizar a travessia.

Isso gerava uma série de problemas, desde o aumento da emissão de gases pelos veículos parados até impactos econômicos e sociais para a população. Além disso, havia uma questão relacionada à saúde e à segurança. A obra também possui um impacto econômico muito importante. Atualmente, observamos um crescimento significativo de Matinhos e Guaratuba, especialmente nos setores imobiliário e de serviços. O litoral paranaense vem recebendo investimentos importantes e apresenta um grande potencial de desenvolvimento. Quem visita o litoral, incluindo municípios como Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba, percebe a beleza e o potencial turístico da região.

A ponte permite que esse potencial seja melhor aproveitado, facilitando o acesso e a integração entre os municípios. Para mim, pessoalmente, é uma grande honra ter participado desse momento histórico. Mas faço questão de destacar que nenhum resultado dessa dimensão é fruto do trabalho de uma única pessoa. Eu fui apenas uma parte de uma grande engrenagem. A nossa equipe do IAT possui técnicos altamente capacitados, que tiveram participação fundamental na realização do licenciamento ambiental da ponte. Conseguimos conduzir esse processo em tempo recorde, contribuindo para que uma obra dessa magnitude pudesse ser construída em aproximadamente dois anos.

Em 2021, inclusive, durante um período em que eu estava de férias, recebi uma ligação do Governador, que me pediu que dedicasse meu tempo e minha experiência à condução desse trabalho. A partir daquele momento, a Ponte de Guaratuba passou a ser uma prioridade para nós. Era uma prioridade para o Governador, para o Secretário e, consequentemente, para toda a nossa equipe. Nós nos dedicamos intensamente ao projeto e trabalhamos em muitos finais de semana para garantir que o licenciamento fosse concluído dentro do prazo necessário. Por isso, tenho uma satisfação muito grande em saber que pude contribuir para a realização de uma obra que representa tanto para o Paraná.

E acredito que muitas outras obras grandiosas ainda virão para o Estado. O IAT e sua equipe estarão preparados para contribuir com esses projetos, sempre garantindo que o desenvolvimento aconteça de forma responsável e dentro da legislação ambiental. Porque, no serviço público, não basta ser um bom técnico, um bom gestor ou um bom diretor. É preciso apresentar resultados. O Estado precisa de resultados, e não apenas de discursos. E é isso que nossa equipe procura fazer: trabalhar com dedicação, responsabilidade e compromisso. Não existem finais de semana ou feriados quando se trata de entregar resultados importantes para o Paraná. No final, o que nos move é justamente isso: colaborar para que o Estado avance, sem abrir mão da responsabilidade ambiental e sempre em benefício da população paranaense.

DA REDAÇÃO

Os editores do Jornal Face da Notícia Valdir Lentcsh e Jane Rita durante entrevista com o diretor-presidente do IAT Paraná José Volnei Bisognin na sede do Instituto Água e Terra em Curitiba

Entrevista

Face da Notícia entrevista a deputada estadual, Marli Paulino

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Nesta edição realizamos uma entrevista especial. Um bate papo com a deputada estadual Marli Paulino que vem fazendo um importante trabalho pelo Paraná, mas principalmente por Curitiba e Região Metropolitana.

Marli, que tem uma longa trajetória de sucesso na política, já foi vereadora, vice-prefeita e prefeita de Pinhais, conta agora como está sendo seu trabalho e atividade parlamentar como deputada na Assembleia Legislativa.

Confira:

Face: Deputada, que tipo de trabalho vem desenvolvendo aqui na nossa região?

Marli: É uma alegria poder encaminhar recursos para os municípios do Paraná, em especial os metropolitanos, pois acompanho essas realidades há muito tempo. E como deputada tenho tido a oportunidade de apoiar as melhorias nos serviços públicos para oferecer cada vez mais qualidade de vida para os moradores da minha querida região metropolitana, que a cada dia se torna mais potente, seja através de indicações orçamentárias ou projetos de lei.

Face: Quando a senhora fala em ajuda aos municípios, que tipo de recursos envia?

Marli: São investimentos que encaminhamos através de parceria com o Governo do Estado como a entrega de veículos para instituições como a APAE e outras ONGs, recursos para ampliação e reforma de Colégios Estaduais, por meio do Programa Escola Bonita e indicações para obras de infraestrutura para as prefeituras, através do Projeto Paraná Mais Cidades e secretaria das Cidades. Para Piraquara por exemplo, são cerca de R$ 4 milhões encaminhados por meio do nosso mandato e para Pinhais mais de R$ 5 milhões.

Face: A senhora tem uma atuação junto a população, o que é importante neste contato com as pessoas?

Marli: É a parte mais gostosa de se fazer, estar no dia a dia com os moradores, olho no olho. Estou nos comércios, na rotina das pessoas e como cidadã também. É importante conversar com a população para saber e sentir as reais necessidades de cada região, localidade, pois cada lugar tem suas peculiaridades. Quando recebemos o pedido, buscamos resolver a situação, e quando isso acontece, é a maior satisfação.

Face: Quais as principais ações de um deputado estadual?

Marli: Ser deputada me permite protocolar propostas de lei que criam normas, asseguram direitos e deveres dos cidadãos. Até o momento já protocolei mais de 70 projetos de lei na Assembleia Legislativa, entre eles: A Criação do Código Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher Paranaense; Programa de Atenção a Saúde da Mulher no Climatério; Semana de Combate à Violência nas Escolas; Combate ao Tráfico e Aliciamento de Crianças, entre outros.

Também aprovamos leis e programas diversos, encaminho requerimentos com sugestões de melhorias nos serviços públicos municipais e estaduais. Indico ao Governo do Estado, por meio de emendas parlamentares, recursos para investimentos nos municípios, para entidades não governamentais, Colégios Estaduais e prefeituras.

Face: Seu trabalho está focado em quais áreas?

Marli: Minha energia está focada na infraestrutura, nas obras dos municípios, desta forma tudo vai melhorando nas cidades. Tenho um olhar carinhoso sobre a causa das Mulheres, Família, Qualidade de Vida (saúde e esporte) e também pela Educação.

Face: Em 2026 já tem eleição, a deputada pretende se candidatar novamente?

Marli: Deixo nas mãos de Deus e também da população, como tudo que fiz e faço em minha vida. Mas sim, serei candidata para ajudar ainda mais nossa querida Piraquara, Pinhais e os demais municípios que represento como deputada. Tenho certeza que poderemos ampliar ainda mais as nossas ações que transformam e melhoram a vida de todas as pessoas.

Da Redação

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Entrevista

Marquinhos: “135 anos de uma bela história, de um povo trabalhador e hospitaleiro”

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A cidade de Piraquara celebra hoje, dia 29 de janeiro 135 anos. Conhecida pelas belas paisagens naturais, Piraquara, está em pleno desenvolvimento. Com seus mananciais e área de proteção ambiental, a cidade que é chamada de Berço das Águas, é responsável por cinquenta por cento do abastecimento de água da Grande Curitiba. Nesta edição, o Jornal Face da Notícia trás uma entrevista especial com o prefeito desse importante município da RMC, o prefeito Marcus Maurício de Souza Tesserolli (Professor Marquinhos). Acompanhe a seguir:

 – O senhor está iniciando o terceiro mandato em Piraquara. O que a população pode esperar do prefeito Marquinhos?

Obrigado, amigos do jornal Face da Notícia, pelo espaço. Quero dizer à população que iniciamos um novo mandato com muita expectativa, mais experientes que das outras vezes, mas com o mesmo entusiasmo de lá de trás. Os piraquarenses podem esperar muito trabalho e comprometimento do prefeito Marquinhos, da vice-prefeita Professora Loireci e de toda a equipe, em busca de uma cidade cada vez mais justa e de uma Piraquara para todos.

– Quais são as prioridades num primeiro momento?

Quando assumimos uma nova gestão, a primeira coisa a se fazer é ter um panorama de como a cidade foi entregue para nós. É isso que estamos fazendo nesse momento: avaliando algumas situações que precisam ser corrigidas, outras que estão em andamento e que podemos dar continuidade e aprimorar, além de mudar algumas coisas para colocar a nossa cara e impor o nosso ritmo de trabalho, que já é conhecido pela população de Piraquara. Apesar de muitas dificuldades, confesso que estou muito contente com o andamento das coisas neste início.

– Poderia falar como será a organização dessa nova gestão na condução da cidade?

Uma cidade nunca está pronta. Aquela Piraquara que nós assumimos em 2013, onde observávamos que as pessoas eram muito carentes de infraestrutura, como obras de asfalto, drenagem e calçamento, por exemplo, não existe mais. Hoje, já vemos uma cidade um pouco mais estruturada, que ainda precisa de obras, mas cujo principal anseio da população é o cuidado. As pessoas querem ser bem cuidadas.

Nosso slogan de campanha era “Piraquara, uma cidade para todos”, e levamos isso muito a sério. Não se trata apenas de lançar palavras ao vento para vencer uma eleição, mas de algo em que realmente acreditamos. Nosso secretariado está muito focado. Também criamos núcleos, como o núcleo de cuidado com as pessoas, onde as secretarias de Assistência Social, Educação, Saúde e uma futura pasta de Cuidado e Valorização da Mulher trabalharão de forma integrada para dar maior atenção à população.

Outro núcleo é o das obras, em que precisamos dar continuidade aos avanços de infraestrutura e às adaptações que uma grande cidade como Piraquara necessita, sem deixar de pensar na estruturação e reorganização das demais secretarias. Estamos bem focados, com muitos projetos e planejamento, para que Piraquara volte a crescer no ritmo que já teve no passado.

– A área da saúde é sempre um desafio para as cidades. Como será em Piraquara?

Vamos tornar novamente o serviço de saúde mais próximo da população. Em menos de um mês, já reabrimos as farmácias das unidades de saúde Osmar Pamplona, no Centro, e Wanda Mallmann dos Santos, no Guarituba Redondo, que estavam fechadas. Agora, a população conta com esse serviço mais perto de casa, por exemplo.

Queremos oferecer um atendimento melhor nas três farmácias municipais, localizadas no Centro, Jardim Primavera e Guarituba, que foram inauguradas em nossas gestões anteriores. Com os dispensários nas unidades de saúde, essas farmácias não ficarão sobrecarregadas.

Vamos trazer os exames e o cuidado médico para locais mais próximos, para que os moradores não precisem se deslocar para outras cidades. Precisamos cuidar da infraestrutura da rede municipal de saúde para garantir um ambiente agradável de trabalho aos profissionais e, consequentemente, um melhor atendimento para a população.

Enfim, são várias as ações planejadas, sem deixar de lado o que fizemos de bom no passado, mas aprimorando ainda mais os serviços.

– E quais as prioridades para a educação?

Tivemos um olhar diferenciado para a educação. Tanto é que hoje a nossa vice-prefeita, a Professora Loireci, foi secretária de Educação em Piraquara durante muito tempo e é uma pessoa muito respeitada na área, não só em nosso município, mas também nas cidades da região, que conhecem o trabalho dela.

Por isso, temos uma expectativa muito grande, e as pessoas sabem o que esperar da Professora Loireci, que estará à frente do núcleo de cuidado com as pessoas, já citado anteriormente, trabalhando junto com as secretarias de Educação, Assistência Social, Saúde e Mulher.

Ela é uma especialista na área da educação, o que nos ajudará significativamente a melhorar os cuidados com as crianças, jovens e adolescentes de Piraquara.

– Piraquara está comemorando 135 anos. Como o senhor avalia o município nessa data tão especial?

São 135 anos de uma bela história, de um povo trabalhador e hospitaleiro. Cidade estratégica da Região Metropolitana de Curitiba, Piraquara vive um momento de retomada e, principalmente, de cuidado com as pessoas.

Vamos trabalhar muito para voltarmos a ser protagonistas no Paraná e para fazer de Piraquara uma cidade mais justa, inclusiva e para todos. Parabéns, Piraquara!

Da redação

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Entrevista

Rosa Maria: Pinhais comemora 32 anos em pleno crescimento

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Nos 32 anos de Emancipação Política de Pinhais (comemorados no dia 20 de Março), o Jornal Face da Notícia traz uma entrevista exclusiva com a prefeita Rosa Maria de Jesus Colombo, mais conhecida como professora Rosa Maria. Natural da cidade de Santa Fé, norte do Paraná, Rosa Maria é professora há quase 40 anos, foi diretora por duas vezes do Colégio Arnaldo Busato em Pinhais. Durante o primeiro mandato do ex-prefeito Luizão, foi Secretária Municipal de Educação. Em 2012, Rosa Maria foi eleita a vereadora mais votada de Pinhais. Durante o segundo mandato do ex-prefeito Luizão, assumiu a Secretaria de Administração. Já em 2016, foi eleita vice-prefeita ao lado de Marli Paulino, com 82% dos votos. Em 2020 se elege novamente a vice-prefeita ao lado de Marli Paulino e em abril de 2022, Rosa Maria assumiu a prefeitura de Pinhais. Nesta entrevista ao Jornal Face da Notícia, Rosa Maria fala sobre o desenvolvimento econômico e social da cidade, projetos para a saúde, educação, meio ambiente e muito mais. 

– Como a senhora avalia Pinhais aos 32 anos?

Eu avalio a cidade de Pinhais nesses 32 anos, como um município que está em plena evolução, uma cidade que tem amadurecido, uma população que tem acreditado, que tem participado e que de fato as políticas públicas eficientes vem transformando a vida das pessoas que aqui vivem.

– Quais os projetos para a saúde?

Teremos a construção de três novas unidades de saúde básica modernas ampliadas e o novo Hospital com UTI, também o fortalecimento de equipes para melhor atender a nossa população que merece um atendimento especializado.

– O que a comunidade de Pinhais pode esperar na área da educação e meio ambiente?

Na área da educação, entregaremos para a população quatro novas unidades de Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), e uma escola em tempo integral, ampliando as vagas, tanto da Educação Infantil quanto de educação em tempo integral. Vamos fortalecer e valorizar ainda mais os profissionais da educação, para entregar uma educação de qualidade. Já no meio ambiente, nós continuaremos mantendo todas as ações de cuidado com os rios, ampliação de ecopontos e um trabalho forte no sentido de qualificar e melhorar a coleta seletiva de resíduos sólidos. Temos uma preocupação e um cuidado muito especial e continuado com a nossa causa animal, pois quando cuidamos dos animais e do meio ambiente, nós cuidamos da cidade e das famílias.

– Na economia, (Indústria e Comércio) e na Infraestrutura quais são os destaques para o futuro?

Com relação à infraestrutura, hoje temos um grande programa que é o “Avança Pinhais”, no sentido de qualificar e de ampliar a infraestrutura de calçadas, luz de LED, equipamentos, com um olhar especial no cuidado com a cidade. No momento que nós trazemos investimentos de infraestrutura, também trazemos e atraímos empresas para desenvolver nosso município. Em relação às empresas, também temos feito um trabalho de modernização e de inovação para desburocratizar e dar todo o atendimento, ter a devida parceria com o campo do empresariado que são aqueles que geram desenvolvimento para a nossa cidade.

– O que é mais importante para a senhora na administração pública?

A gestão pública é muito complexa, mas o que centraliza o nosso trabalho é o cuidado e atenção às pessoas. Todas as ações, todas as políticas públicas realizadas, precisam ter como centralidade as pessoas, independentemente de faixa etária. E, sobretudo, devemos cuidar das mais vulneráveis, então cuidar das pessoas é a nossa prioridade absoluta.

– Pré-candidata a reeleição nas eleições em outubro de 2024, na sua avaliação, como a cidade de Pinhais está sendo preparada para o futuro?

Sou pré-candidata à reeleição em 2024 e o lema da nossa gestão é: “Em Pinhais a gente faz, a gente cuida”. Pois, para eu preparar a cidade para as futuras gerações, preciso cuidar delas agora com a juventude, com as crianças, com as pessoas idosas, na infraestrutura, no meio ambiente, educação, assistência social, na área da segurança, ou seja, as políticas públicas precisam estar centralizadas nas pessoas. Então, nossa cidade tem se preparado, cuidando da nossa população, porque em Pinhais a gente faz, a gente cuida.

Da Redação Por Jane Rita Lentcsh DRTPr 9996

Parque das Águas em Pinhais (Foto: Roberto Dziura Jr)
Pinhais 32 anos (Foto: Roberto Dziura Jr)

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