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Antologia inédita reúne 48 contistas do Paraná

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CURITIBA – A presença de grandes contistas sempre foi marcante na literatura paranaense. A publicação da antologia 48 Contos Paranaenses, editada pela Biblioteca Pública do Paraná, por meio do Núcleo de Edições da Secretaria de Estado da Cultura (Seec), traz ao leitor um painel do que foi produzido no gênero desde a emancipação do Estado, em 1853. Os livros têm tiragem de mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente para todas as bibliotecas públicas do Paraná.

Organizado pelo escritor Luiz Ruffato, leitor atento ao que acontece no Brasil, o livro mostra a força do conto local ao selecionar prosadores cuja característica em comum mais evidente é a pluralidade de vozes. Dos autores do fim do século XIX aos escritores do presente, uma gama imensa de temas e estilos se apresenta.

Da prosa mais afeita a experimentações, com ênfase na linguagem — uma das marcas da literatura no Paraná —, até histórias cuja maior preocupação é arrebatar o leitor a partir de um enredo instigante, de estruturas mais tradicionais, 48 contos paranaenses é um mosaico amplo que reúne quase três séculos de escrita literária no Estado.

“A coletânea comprova a força e a importância da produção literária paranaense no cenário nacional. Sua principal marca é a riqueza e a pluralidade de vozes e estilos literários, resgatando autores esquecidos e apresentando novos contistas paranaenses”, diz Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública da Paraná.

Ao longo do livro, o leitor poderá contrastar o estilo e as preocupações estéticas de diversas escolas e movimentos literários. De pioneiros como Andrade Muricy, Jayme Balão Junior e Nestor Victor aos nomes que repercutiram nacionalmente nas últimas décadas, como Dalton Trevisan, Wilson Bueno e Manoel Carlos Karam, entre muitos outros — inclusive autores da novíssima geração.

O organizador da antologia, Luiz Ruffato, lembra que o Paraná é hoje, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul “um dos mais importantes polos de produção da literatura brasileira”.

“Para além de oferecermos, neste livro, um conjunto de contos que têm em comum o fato de os autores terem nascido no Paraná ou para o Paraná terem migrado, colocamos à disposição, na verdade, uma gama de escritores, que, cada um à sua maneira, ajudam a construir o imaginário brasileiro dos últimos cento e poucos anos. Cabe ao leitor escolher, entre tantos, aqueles que melhor dialogam com suas próprias experiências”, diz.

48 CONTISTAS PARANAENSES – Aluísio Ferreira de Abreu, Andrade Muricy, Antonio Cescato, Assionara Souza, Carlos Machado, Caetano Galindo, Cezar Tridapalli, Cristovão Tezza, Dalton Trevisan, David Gonçalves, Ernani Buchmann, Fábio Campana, Guido Viaro, Jayme Balão Junior, Jair Ferreira dos Santos, José Cruz Medeiros, José Marins, Júlio Damásio, Júlio Perneta, Luci Collin, Lucio Ferreira, Luiz Andrioli, Luís Henrique Pellanda, Luiz Felipe Leprevost, Manoel Carlos Karam, Marcio Renato dos Santos, Mário Araújo, Marco Cremasco, Miguel Sanches Neto, Nestor Victor, Nilson Monteiro, Newton Sampaio, Oscar Nakassato, Otávio Duarte, Otto Leopoldo Wink, Paulo Sandrini, Paulo Venturelli, Regina Benitez, Reinoldo Atem, Renato Bittencourt Gomes, Roberto Gomes, Roberto Muggiati, Rocha Pombo, Sérgio Rubens Sossélla, Susan Blum, Thiago Tizzot, Wilson Bueno, Wilson Rio Apa.

Serviço: Livro: 48 contos paranaenses.

Organização e prefácio: Luiz Ruffato

390 páginas

Selo Biblioteca Paraná

Uma publicação da Biblioteca Pública do Paraná, distribuída gratuitamente para bibliotecas públicas de todo o Estado (os livros não serão vendidos)

Mais informações: (41) 3221-4917

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Passeio Ciclístico em homenagem aos 33 anos de Pinhais será promovido no dia 16 de março

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Passeio Ciclístico em homenagem aos 33 anos de Pinhais

Como parte da programação do aniversário de 33 anos de Pinhais, a prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Semel), realizará mais uma edição do Passeio Ciclístico. Neste ano, a largada será realizada no Bosque Municipal, localizado na região central da cidade, e o ponto de chegada será o Bosque Jerivá, no bairro Alto Tarumã. A concentração acontece a partir das 8h e a largada, às 9h.

O passeio terá um trajeto com mais de 6km. As inscrições são gratuitas e serão realizadas no local do evento até 15 minutos antes da largada. Na oportunidade, haverá o sorteio de brindes e a Semel também vai premiar o ciclista mais idoso, a maior bicicleta, a menor bicicleta e a bicicleta mais enfeitada.

No ano passado, a ação reuniu a participação de mais de 300 ciclistas. A iniciativa visa incentivar a prática de atividades físicas estimulando também uma vida saudável, sendo um evento do qual toda família pode participar.

Serviço

O Passeio Ciclístico será no dia 16 de março, domingo. Horário: concentração às 8h e largada às 9h. Local de largada: no Bosque Municipal (Av. 24 de Maio, s/n, Centro).

Local de chegada: Bosque Jerivá (R. Jacarezinho, 1686, Alto Tarumã).

(Foto: Yuri/SCP)

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Variedades

Companhia master de bailarinos do Guaíra, G2 traz de volta espetáculo “GAG”

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A nova temporada do espetáculo “GAG” do G2 Cia de Dança, bailarinos master do Centro Cultural Teatro Guaíra, já tem ingressos à venda. A peça faz referências às gags, um tipo de performance popular humorística do universo dramatúrgico circense. As apresentações vão de 19 a 27 de outubro no auditório Salvador de Ferrante (Guairinha). 

Apresentações de quinta a sábado começam às 20h, e aos domingos às 19h. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Guaíra e pela plataforma DeuBalada, por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

O espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich von Kleist sobre o Teatro de Marionetes” é uma parceria com o renomado diretor de teatro Gabriel Villela. A obra estreou em 2023 e em setembro deste ano o espetáculo abriu a XIX Mostra de Teatro EnCena, em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná.

 “A dramaturgia de Villela se assemelha àquela de um hábil tecelão, pois vai tecendo os elementos do espetáculo como quem produz um tecido por meio da manipulação de fios pela trama e urdidura. Uma dramaturgia que se estende e ecoa igualmente nos figurinos, adereços e cenografia, compondo uma visualidade ímpar”, comenta o diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, Áldice Lopes.

O espetáculo é a terceira produção de Villela em conjunto com o Centro Cultural Teatro Guaíra. As primeiras foram “A Aurora da Minha Vida” (1997) e “Hoje é Dia de Rock” (2017), dois grandes sucessos de público e crítica. Reconhecido por sua inventividade e sensibilidade artística, Vilela traz sua marca registrada para essa produção de dança-teatro, utilizando a estética barroca e valorizando o imaginativo em toda a montagem.

ESPETÁCULO – Partindo de uma livre adaptação da obra “Sobre o Teatro de Marionetes”, do escritor alemão Heinrich von Kleist, a trama de “GAG” explora o universo mágico e intrigante do teatro de marionetes para abordar questões existenciais da condição humana. A direção de Villela, em parceria com o diretor-adjunto Ivan Andrade, esmiuça as camadas de significado presentes na obra de Kleist, buscando, por meio da metáfora do teatro de marionetes, entender a natureza da arte e da vida.

A gag circense “Abelha, abelhinha, me dá o mel na boquinha”, uma famosa esquete do repertório do circo-teatro, é a principal condutora da trama.

“GAG” apresenta uma trupe de circo-teatro inspirada nos mambembes da peça “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello. Em diversos momentos os bailarinos são postos em cena como marionetes, que são um tema recorrente pela anatomia literária da obra do Kleist. Eles vão passando por gags, células dramatúrgicas que têm de fundo uma operação cômica, e raramente dramática, mas nunca trágica.

O figurino é um espetáculo à parte, com peças feitas à mão em teares e tingidas com corantes naturais, em Minas Gerais, com parte do acervo de mais de 30 anos de Villela. “O figurino é muito artesanal, e é de uma beleza absurda. Ele foi feito com cartelas de cores pensadas para cada cena”, afirma Áldice Lopes, diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra.

Serviço:

“GAG”

Apresentações: 19 e 20 de outubro e de 24 a 27 de outubro

Horários: Quinta a sábado, às 20h, e domingos às 19h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Tempo de duração do espetáculo: 1h

Classificação etária: Livre

Especificações do espetáculo: Dança

Ingressos: R$ 20,00

Venda de ingressos: DeuBalada

AEN – Foto: Vitor Dias

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Turismo e Lazer

Teatro Guaíra celebra Dia da Dança com vídeo especial sobre isolamento

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O Balé Teatro Guaíra lançou nesta quarta-feira (28) um vídeo para celebrar o Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril (quinta-feira). “Variações sobre a Mesa” é a mais nova criação do BTG, realizada a distância. A ideia é mostrar que os profissionais passam o dia todo pensando juntos na dança, ainda que estejam separados fisicamente. No total, foram mais de 200 horas de trabalho entre criação coreográfica, filmagem e edição.

O plano inicial da equipe era retomar as gravações presenciais no palco do Guairão, o que precisou ser adiado em função das restrições no final de março. O grupo então decidiu criar um vídeo que levasse para casa das pessoas um momento de alegria e descontração para este tempo estressante e difícil.

“Tentamos mostrar como a dança pode ser uma aliada nesse momento. Nós já acordamos querendo dançar, estamos fazemos isso de forma virtual, nos adaptando e encontrando maneiras de estarmos juntos ainda que não fisicamente e de continuarmos levando a nossa arte ao público”, diz Paula Sousa, bailarina e coreógrafa do projeto.

Os materiais escolhidos para a criação da coreografia também foram objetos que qualquer pessoa pudesse ter em casa, por isso a mesa e a xícara de café assumem um papel de destaque. A dança ocorre em um espaço restrito, o que também reflete o isolamento. O roteiro e direção são de Eunice Oliveira e a edição de Alan Raffo.

O processo de criação coreográfica e ensaios ganham desafios adicionais quando feitos de forma virtual. Paula explica que os bailarinos precisam se adaptar às instabilidades da internet, mudança da velocidade do som e vídeo, enquadramento da câmara e solidão na hora de dançar, o que faz com que o processo de ensaio seja completamente diferente daquele do ambiente presencial. Depois disso, cada bailarino gravou sua parte em sua própria casa a partir de diferentes ângulos para se chegar ao resultado final. (Foto: Teatro Guaira/Por AEN)

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