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Nova Lei de Zoneamento é aprovada na Câmara de Curitiba

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O texto-base da nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de Curitiba foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira (17/9), pela Câmara Municipal. Foram 35 votos favoráveis à proposta do Executivo, que tramita na Casa desde agosto do ano passado.

Foram protocoladas 72 emendas, das quais 13 retiradas. Das 59 votadas, 15 emendas foram aprovadas e serão incorporadas ao texto final da Lei de Zoneamento que será votado na sessão desta quarta-feira (18/4).

“Curitiba dá um passo adiante com a aprovação desta lei. Nos adequamos às exigências do Estatuto da Cidade podemos agora modernizar o sistema de aprovação de projetos com uma proposta ágil e transparente”, afirmou secretário de Governo e presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

A nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo atualiza a legislação anterior (lei 9.800/2000) vigente até o momento, incorpora solicitações da comunidade e do setor produtivo apresentadas em reuniões públicas e orienta o desenvolvimento da cidade com vistas ao empreendedorismo e o crescimento ordenado. “A lei estimula densidades mais adequadas para que a cidade seja mais compacta e densa nos termos da nova agenda urbana aprovada pela ONU em 2016”, explica o coordenador da revisão da lei no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Alberto Paranhos.

São destaques da nova legislação, o fortalecimento de moradias na área central, o incentivo a comércio e serviços nas pontas dos setores estruturais para uso não habitacional com potencial construtivo maior.

Outro ponto importante, destacado por Paranhos, é que a lei amplia o porte de atividades comerciais de 100m² para 200m² sem custo nenhum, e de 200m² para 400m², com outorga. “Com isso a gente favorece o empreendedorismo, tendo em vista que um terço dos negócios da cidade tem até 200 metros quadrados de área”, disse.

Amplo debate

A proposta do Executivo foi construída após dois anos e meio de reuniões técnicas e audiências públicas para debates e o recebimento de sugestões. Em outubro de 2016, a administração anterior havia enviado proposta à Câmara, arquivada ao final da legislatura sem ter sido votada. Em 2017, por determinação do prefeito Rafael Greca, o Ippuc montou uma força-tarefa para a atualização da Lei e a sua adequação ao Plano Diretor e ao plano de desenvolvimento proposto para a cidade.

Nesta quarta-feira (18/9), será votado o texto definitivo da lei pela Câmara, com a inclusão de emendas, e encaminhado à sanção pelo Executivo. A partir de então, em seis meses deverá entrar em vigência a nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo. Até lá serão montadas câmaras técnicas para discutir decretos regulamentadores e encaminhadas à votação as legislações complementares, como a Lei de Outorga, já em trâmite na Câmara.

Democrática e histórica

Na sessão desta terça-feira da Câmara Municipal, os vereadores destacaram a importância da aprovação da lei em sua primeira votação. O líder do governo, vereador Pier Petruzziello agradeceu aos 38 vereadores e a equipe do Ippuc. “Entramos para a história da cidade aprovando uma lei democrática e que vai encaminhar o futuro de Curitiba gerando emprego, renda e melhorando a habitação dos curitibanos”.

O vereador Dalton Borba, disse que o suporte da equipe técnica do Ippuc foi importante, até mesmo para a retirada de algumas propostas de emendas. “Nossa participação foi responsável e de bom senso. A oposição deve ser responsável pelo bem da cidade. Temos todos a mesma finalidade, às vezes por caminhos diferentes. Conculuímos um trabalho que será muito bem lembrado e visto pela população de Curitiba”.

A líder da oposição na Câmara, professora Josete, disse que a oposição sempre manteve postura responsável com a votação favorável de projetos importantes para a cidade. “Temos que pensar na cidade como um todo. Seremos sempre favoráveis aos projetos que vão ao encontro da garantia de políticas públicas para a população. Esta lei entra em vigor em 180 dias. Esperamos agilidade, por parte do Executivo, para que os planos decorrentes da lei possam chegar rapidamente a esta Casa. O trabalho começa agora. Esta é só a primeira etapa”.

A nova Lei básica de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo prevê, entre outros pontos:

1. Priorização do uso habitacional na Zona Central como estímulo à revitalização do Centro tradicional, por meio de coeficiente de aproveitamento diferenciado que preveja estímulos à requalificação de prédios antigos por meio de retrofit ou outras técnicas definidas em acordo com o município e dependentes de financiamento próprio.

2. Priorização do uso não habitacional nas pontas dos Eixos Estruturais Norte e Sul como estímulo à geração de empregos nessas áreas, contribuindo para o reequilíbrio das demandas em transporte coletivo nas vias expressas. Esse processo se dará pela oferta de coeficiente de aproveitamento diferenciado, acompanhado de estímulos à entrada no mercado de terrenos vazios com a aplicação de mecanismos específicos como a declaração de subutilização da área e a aplicação de IPTU Progressivo.

3. Aumento do porte de 100m² para 400m² para atividades comerciais e de serviços vicinais no miolo de zonas residenciais para impulsionar novos pequenos negócios e reforçar essa distribuição em toda a cidade. A medida contribui para a redução da necessidade de grandes deslocamentos para o atendimento das demandas imediatas dos residentes.

4. Criação da Zona de Uso Misto do Vale do Pinhão com a oferta de parâmetros diferenciados para o estímulo de uso misto em densidade média-alta (de 80 a 200 habitações por hectare). A medida abrange a região totalmente urbanizada e infraestruturada próxima ao Centro tradicional contida entre o Eixo da Marechal Floriano, Eixo Estrutural Sul e Linha Verde. São propostas condições mais atraentes que as atuais e únicas, entre as zonas de uso misto, como parte do processo de requalificação das áreas centrais da cidade.

5. Criação de Zonas de Uso Misto 3 (ZUM-3) próximas ao Vale do Pinhão, Centro Cívico e Eixo Marechal Floriano/Linha Verde. Cada uma delas já apresenta diversidade de usos, com uma tendência que merece ser apoiada para a melhor utilização da infraestrutura instalada.

6. Revisão e atualização da malha de vias classificadas (coletoras e setoriais) de modo a promover uma melhor distribuição por toda a cidade dessas vias que concentram comércio e serviços de maior porte e servem de suporte a linhas convencionais e alimentadoras da Rede Integrada de Transporte de Curitiba (RIT).

7. Aumento do porte de 400m² para 2.000m² para atividades comerciais e de serviços nas vias coletoras e setoriais, acompanhando o aumento no porte das atividades vicinais (de 100m² para 400m²). Esse aumento será condicionado ao cumprimento de regras específicas de estacionamento e acessos.

8. Diminuição do potencial construtivo do Centro Cívico de 5,0 para 4,0 de modo a evitar competição entre essa zona e o Centro tradicional, no que diz respeito aos usos habitacionais e também não competir com os Eixos Estruturais para usos de comércio e serviços (não habitacionais).

9. Criação de uma Zona Residencial 3 de Transição (Z3-T), como área de transição entre eixos estruturantes e de adensamento e também de zonas residenciais preparando a cidade para uma melhor ocupação com usos mistos em baixa-média intensidade no futuro próximo, dependendo da evolução das configurações de mercado e crescimento econômico local.

10. Simplificação da variedade de denominação de zonas residenciais e mistas de modo a homogeneizar seus parâmetros, apenas propondo a diferenciação naquelas zonas que precisam ter estímulos específicos.

11. Manutenção do mapeamento e parametrização dos Setores Especiais de Habitação de Interesse Social (SEHIS), conforme recomendado no Plano Diretor e solicitado pelo Conselho da Cidade (Concitiba), para que sejam claras as definições de áreas destinadas à produção de habitação de interesse social possibilitando que o poder público promova a requalificação ambiental dessas áreas e a regularização fundiária. (Foto: Lucilia Guimarães/SMCS)

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Liderança nacional do Paraná na produção de orgânicos tem certificação do Tecpar

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Entre 2019 e 2025, o Centro de Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ampliou em 70% o número de certificados emitidos para o escopo de produtos orgânicos, elevando o Paraná ao status de maior produtor de orgânicos do País. Com o apoio do Tecpar, o número de produtores rurais dobrou neste período.

De acordo com dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil tem hoje 24.226 certificados válidos concedidos a produtores de orgânicos, sendo 4.263 deles para agricultores paranaenses, o que corresponde a quase 20% do total. Os estados que fecham o ranking são Rio Grande do Sul, em 2º lugar, com 3.093 certificados, e Bahia, em 3º lugar, com 1.859.

“Em 2019, o número de certificados válidos do Tecpar para o escopo de produtos orgânicos era de 532 e passou para 914 em 2025, enquanto o número de certificados válidos no Paraná saltou de 434 naquele ano para 842 no ano passado”, detalha a gerente da Certificação de Produtos do Tecpar, Rochelly Hüber.

AGRICULTURA FAMILIAR – Esses dados são possíveis graças à busca por uma alimentação mais saudável, que fez aumentar a procura por produtos orgânicos nos últimos anos.

Edna Aparecida Gomes do Reis produz alimentos orgânicos certificados há seis anos numa propriedade rural localizada em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Na área de cinco hectares, optou pela diversidade de cultivos: produz tomate, hortaliças, maracujá e ervas medicinais, como o chá verde. A produtora já chegou a colher dois mil quilos de tomate orgânico na safra de 2025 e este ano, com a mudança da variedade da hortaliça-fruto e muitos testes de cultivo, pretende colher seis mil quilos.

“Antes eu achava que não ia conseguir produzir orgânicos e hoje acertamos a variedade de tomate e produzimos muito. Tanto que até fornecemos para a alimentação escolar do Estado, para o centro de referência em assistência social e para as cestas solidárias vendidas pela nossa cooperativa”, conta Edna.

A produtora de orgânicos explica que o processo de cultivo de alimentos orgânicos é muito mais trabalhoso do que o convencional, mas o resultado compensa.

“É muito mais difícil e demorado porque precisamos fazer vários testes de manejo e mudar as variedades até chegar em uma que tenha mais produtividade, que se adapte ao nosso clima. Mas também é muito mais gratificante no final. Decidimos produzir só orgânicos pelo fato de ser um alimento mais saudável, sem agrotóxicos, o que agrega muito no valor final. Isso mudou a nossa rotina e a vida da nossa família para melhor”, diz Edna, que conta com a ajuda de um sócio e seus dois filhos.

Ela relata que buscou a certificação de orgânicos porque é um atestado garantido que o produto comercializado está sendo produzido com segurança e responsabilidade que a legislação exige. “Com esse selo de produtora orgânica eu consegui acessar políticas públicas que me ajudaram muito, como o Programa Paraná Mais Orgânico, que me ajudou tanto na isenção da taxa da certificação quanto na orientação técnica que eles fornecem”, diz a produtora.

A certificação orgânica não só atesta a qualidade dos produtos como também se torna um diferencial competitivo que valoriza a produção. O selo garante acesso a nichos de mercados diferenciados com processos simplificados e custos reduzidos para o produtor, além de assegurar padrões de qualidade que abrem portas para a comercialização em âmbito nacional.

INCENTIVO – A liderança do Paraná na lista dos maiores produtores de orgânicos do País também se deve aos incentivos do Programa Paraná Mais Orgânico, uma ação do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Tecpar, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e mais sete universidades estaduais.

O Paraná Mais Orgânico oferece orientação técnica, capacitação e assistência para agricultores familiares interessados em migrar de cultivos convencionais para a produção orgânica, e auxilia na certificação gratuita de seus produtos.

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, o instituto tem a responsabilidade de fazer uma auditoria na propriedade rural e emitir o selo de certificação de Propriedade Orgânica, após o produtor rural ter passado pelos processos de orientação de boas práticas agroecológicas e acompanhamentos técnico e científico por todas as instituições envolvidas.

“Com nossa capacitada equipe de técnicos, conseguimos garantir a conformidade dos produtos com os padrões rigorosos do setor, o que assegura a autenticidade e a rastreabilidade da produção. É um orgulho saber que somos agentes na contribuição para práticas agrícolas sustentáveis e saudáveis, assim cumprimos nossa missão de levar tecnologia e inovação para todos os setores do estado”, comemora Marafon.

O Tecpar Certificação é o primeiro organismo de certificação de produtos orgânicos por auditoria do Brasil, credenciado pelo Mapa e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desde 1997.

PLANO SAFRA – Hoje o instituto está entre as certificadoras reconhecidas para os programas de certificação de sustentabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse reconhecimento possibilita que propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar Certificação possam ter acesso ao desconto de 0,5% na taxa de juros das operações de custeio, dentro do Plano Safra 2025/26.

A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa.

Para acessar a bonificação, é preciso que as propriedades se enquadrem em programas específicos de boas práticas, que incluem a produção orgânica, uso de bioinsumos, tratamento de dejetos e uso de energia renovável. A comprovação dessas práticas é feita por meio da validação na Plataforma Agro Brasil+Sustentável (AB+S), ferramenta que faz a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.

Os produtores rurais que adotam práticas sustentáveis e tem interesse em receber o bônus, devem procurar o quanto antes as instituições financeiras para formalizar sua adesão e contratar o crédito rural até 30 de junho de 2026. É importante salientar que as contratações podem ser suspensas antes do prazo final, caso os recursos destinados a determinadas linhas de crédito se esgotem.

Confira a tabela da evolução das certificações de produtores orgânicos:

Ano – Total – Paraná

2019 – 532 – 434

2020 – 534 – 440

2021 – 521 – 410

2022 – 670 – 583

2023 – 689 – 612

2024 – 749 – 688

2025 – 914 – 842

Foto: AEN

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Prefeito Eduardo Pimentel anuncia a construção da UPA Santa Felicidade, a 10ª de Curitiba

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O prefeito Eduardo Pimentel lançou nesta sexta-feira (13/3) as obras da 10ª Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba, a UPA Santa Felicidade, um dos compromissos do Plano de Governo 2025-2028 que começa a se tornar realidade. O lançamento das obras faz parte das comemorações dos 333 anos de Curitiba.

 “Esse é um dia histórico para Santa Felicidade e toda Curitiba. O dia em que tiramos do papel uma obra muito esperada e que está no meu Plano de Governo. E não havia lugar melhor para essa UPA: ao lado da regional, do terminal urbano e no terreno de uma das famílias mais tradicionais desta região, que é a família Madalosso. Um verdadeiro presente de Deus” disse Eduardo Pimentel.

O prefeito agradeceu a mobilização da comunidade que aguardava mais um importante equipamento de saúde e que teve o apoio político de vereadores, do deputado estadual Ney Leprevost, que destinou emenda parlamentar de R$ 6,5 milhões para a obra, e ao governo do Estado, que será responsável por viabilizar o valor da emenda em repasse ao fundo municipal de saúde.

“A partir do ano que vem, esta UPA estará funcionando neste espaço nobre de Santa Felicidade, fruto de parcerias e do bom momento político que Curitiba e o Paraná vivem”, definiu Eduardo Pimentel.

Os vereadores Nori Seto e Sidney Toaldo destacaram que a voz da comunidade foi ouvida e elogiaram a agilidade da Prefeitura em viabilizar a obra tão aguardada e que compõe o Plano de Governo do prefeito.

A nova unidade de urgência e emergência terá dois pavimentos e área construída de mais de 2 mil m², localizada na Via Vêneto, esquina com a Rua Madre Clelia Merloni, ao lado da Rua da Cidadania Santa Felicidade.

A Secretaria Municipal da Saúde locou o terreno, que pertence à tradicional família Madalosso, onde será construída a UPA. As obras estarão sob a responsabilidade do proprietário, com projeção de término em cerca de 12 meses.

Público-alvo

O Distrito Sanitário Santa Felicidade tem cerca de 400 mil usuários cadastrados no SUS Curitibano, público que poderá acessar a nova UPA quando estiver pronta. Além da população da região, qualquer cidadão curitibano que precisar de atendimento de urgência e emergência poderá buscar a unidade, assim como já acontece com as demais nove UPAs de Curitiba.

A projeção da Secretaria Municipal da Saúde é de que serão realizados de 300 a 400 atendimentos por dia, cerca de 10 a 13 mil por mês.

Atualmente, a Regional Santa Felicidade conta com a UPA Campo Comprido (Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3.495), que tem o mesmo perfil assistencial da futura unidade. Em 2025, foram atendidas mais de 142 mil pessoas na UPA Campo Comprido, uma média de 11,8 mil por mês.

Curitiba atualmente conta com nove UPAs: Boqueirão, Boa Vista, Cajuru, Campo Comprido, CIC, Fazendinha, Pinheirinho, Sítio Cercado e Tatuquara.

“Estamos fortalecendo nosso atendimento de urgência e emergência com mais um equipamento de saúde em uma área de grande concentração de pessoas, o que mostra a força da nossa rede de serviços”, diz a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

“A UPA existe para sanar a dor, para atender a urgência e emergência, e nós sabemos que o tempo de resposta a uma emergência é essencial para salvar uma vida, e é isso que a população de Santa Felicidade terá aqui”, explicou.

Setores

Construída em dois pavimentos, a UPA Santa Felicidade também vai contar com o Circuito Direcionado de Atendimento (CDA), que já está implantado em outras quatro UPAs de Curitiba (Pinheirinho, Fazendinha, Boqueirão e Cajuru).

Esse formato de atendimento é dirigido a casos leves, classificados nas cores verde (pouco urgente) e azul (não urgente), em que a equipe vai até o paciente. Depois de realizada a triagem inicial, a pessoa aguarda em consultório que a equipe de assistência vá até ela, método conhecido como “fast track”, modelo inglês que pode ser traduzido como rastreamento rápido do paciente.

No primeiro pavimento estarão a área de recepção e espera para 70 cadeiras, três consultórios de classificação de risco, sala de vacina, consultório de Serviço Social, sete boxes do CDA mais consultórios e postos de trabalho para médicos, sala de decisão clínica e sala de medicamentos com 10 leitos. Haverá sala de Raio-X com área de espera, consultórios de urgência, sala de emergência com quatro leitos, farmácia satélite, salas de observação feminina, masculina e pediátrica, salas de isolamento e postos de enfermagem.

No segundo pavimento estarão instaladas as áreas administrativas, o serviço de atenção domiciliar, sala de reuniões e áreas de estar dos funcionários.

Presenças

Também estiveram no lançamento o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins; o secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello; o chefe de gabinete, Ricardo Andreazza; o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues; o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; o diretor-geral da Sesa, César Neves; os deputados estaduais Márcia Huçulak e Ney Leprevost; os vereadores Nori Seto, Sidney Toaldo, Meri Martins, Jassom Goulart, Tico Kuzma (presidente da Câmara) e Pier Petruzziello; o administrador Regional Santa Felicidade, José Dirceu de Matos Filho. A família Madalosso também participou, representada por Flora Madalosso.

Pela Secretaria Municipal da Saúde participaram a superintendente Executiva, Flávia Adachi; a superintendente de Gestão em Saúde, Jane Sescatto; a diretora do Departamento de Urgência e Emergência (DUE), Keity Arias; a diretoria Administrativa do DUE, Katiuscia Vanessa Schiontek; a supervisora do Distrito Sanitário Santa Felicidade, Gisele Jarek Tulio; o diretor-geral da Fundação Estatal de Atenção à Saúde, Sezifredo Paz; a representante do Conselho Municipal de Saúde, Malu Gomes e a presidente do Conselho Distrital de Santa Felicidade, Wanda de Moraes.

PRO Curitiba

A construção da UPA Santa Felicidade integra o PRO Curitiba, programa lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel que reúne R$ 6 bilhões em investimentos em obras de pavimentação, requalificação, manutenção, educação, habitação, saúde e trânsito, com execução prevista ao longo da gestão, até 2028.

(Fonte: SECOM)

Fotos: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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Outono começa na sexta com chuva acima da média e mais dias com amplitude térmica

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O outono astronômico começa às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A nova estação historicamente é caracterizada pela chegada das primeiras geadas, por nevoeiros e pela maior diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde (amplitude térmica). Em 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação terá menos dias de chuva em comparação ao verão, porém com volumes mais altos do que a média do outono.

O outono registra muitos veranicos (vários dias consecutivos sem ocorrência de chuva). As primeiras geadas ocorrem nas regiões mais altas do Paraná como Sul, Centro-Sul e Campos Gerais, quando entram massas de ar com características polares, geralmente a partir da segunda metade de abril.

Os meses de abril, maio e junho, no Paraná, apresentam redução no volume de chuva em relação ao verão devido ao deslocamento das massas de ar frio e seco. “A direção predominante do vento médio passa a ocorrer do sul para o norte do continente, favorecendo a entrada de sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco. Com isso, o intervalo entre as chuvas se torna maior e está associado principalmente à passagem de frentes frias”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Os maiores volumes de chuva do outono são registrados nas regiões Sudoeste (até 155 mm em abril, até 215 mm em maio e até 153 em junho) e Oeste (até 174 mm em abril, até 195 mm em maio, e até 155 mm em junho). Os menores valores acumulados de chuva durante o outono historicamente são no Norte do Paraná (56 mm a 122 mm em abril, 53 mm a 130 mm em maio, e 47 mm a 101 mm em junho).

Em geral, historicamente maio apresenta um volume de chuva ligeiramente maior que abril e junho em todo o Estado. Em abril o Litoral acumula volumes de chuva entre 111 mm e 211 mm; as cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram de 39 mm a 96 mm; a região Central do Paraná registra 61 mm a 129 mm; e o Sul registra 59 mm a 150 mm.

Em maio os volumes de chuva no Litoral são de 76 mm a 189 mm; na RMC de 26 mm a 107 mm, na região Central de 71 mm a 181 mm, e no Sul de 51 mm a 176 mm. Em junho os acumulados são de 86 mm a 143 mm no Litoral, de 67 mm a 120 mm na RMC, de 84 mm a  154 mm na região Central, e de 92 mm a 170 mm no Sul do Paraná. 

No outono de 2026, entretanto, a previsão do Simepar aponta que os valores acumulados de chuva ficarão acima da média histórica na metade sul do Paraná, e próximos a ligeiramente acima da média na faixa Norte. A estação estará em condição neutra, sem influência de La Niña ou El Niño. “Apesar de registrar muitos dias sem chuva, quando chover o volume será um pouco mais alto, o que ocasionará no fim do mês acumulados, em números, acima da média em todo o Estado”, explica Lizandro.

TEMPERATURAS – Ao longo do outono as massas de ar frio e seco com origem na Antártica e/ou sul da América do Sul avançam em direção ao Paraná, ocasionando a diminuição frequente nas temperaturas. Além da ocorrência de noites e manhãs frias, a estação registra com mais frequência a formação de nevoeiros. Para o outono de 2026, a previsão do Simepar aponta que as temperaturas ficarão ligeiramente acima da média em todas as regiões paranaenses. 

Historicamente as temperaturas mínimas em abril são em média de 18,9°C no Litoral, de 14,7°C na RMC, de 14,5°C na região Central do Paraná, de 13,3°C na região Sul, de 15,8°C no Sudoeste, de 17,3°C no Oeste e de 17,6°C no Norte. Em maio os dias amanhecem em média com temperaturas de 16°C nas cidades do Litoral, 11,2°C na RMC, 11°C na região Central, 9,7°C no Sul, 12,2°C no Sudoeste, 13,5°C no Oeste e 14°C no Norte.

Em junho os dias amanhecem e média com 14,5°C no Litoral, 10,3°C na RMC e na região Central, 9°C no Sul, 11,6°C no Sudoeste, 12,8°C no Oeste e 13,4°C no Norte.

Já as temperaturas máximas historicamente em abril são em média de 27,4°C no Litoral, 25,4°C na RMC, 26°C na região Central, 24,7°C no Sul, 27,1°C no Sudoeste, e 29°C no Oeste e Norte do Paraná. Em maio, em média, as temperaturas do dia não passam de 24,6°C no Litoral, de 21,3 na RMC, de 21,6°C nas cidades da região Central, de 20,2°C no Sul, de 22,2°C no Sudoeste, 24,1°C no Oeste e 24,5°C no Norte. Em junho as tardes registram em média temperaturas ainda mais baixas, de 23,1°C no Litoral, 20,6°C na RMC, 21°C na região Central, 19,5°C  no Sul, 21,5°C no Sudoeste, 23,6°C no Oeste e 24,1°C no Norte. (AEN)

Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

 

 (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

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