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Paraná passa a ter o maior terminal para contêineres do Brasil

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O Paraná passou a ter o maior terminal portuário em capacidade de movimentação de contêineres do País. O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou nesta quinta-feira (10) as obras de ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), que aumentarão o potencial de operação em 66%, passando das atuais 1,5 milhão TEUs/ano para 2,5 milhões.

O investimento de R$ 550 milhões, feito pelo TCP, é o maior do Brasil no setor portuário dos últimos cinco anos e garante capacidade para atender a demanda de mercado brasileiro pelos próximos 30 anos. O contrato prevê outros R$ 548 milhões em melhorias até 2048.

O Porto de Santos ainda movimenta mais TEUs/ano, mas em mais de um terminal.

O governador destacou que os investimentos fortalecem a indústria paranaense. “O Porto de Paranaguá passa a competir com os maiores portos do mundo, o que melhora a logística do Estado. Passamos a atrair outras empresas do País a exportarem pelo Paraná em função desse ganho de mais de 60% na operação de contêineres”, afirmou. “O Brasil e o Paraná são parceiros da China nesse negócio global”.

As novas estruturas vão empregar 250 pessoas, além de ter gerado 1.200 empregos diretos e indiretos na construção. Os Portos do Paraná manejam cerca de 53 milhões de toneladas com apenas quatro quilômetros de cais. Neste ano já foram exportados 650 mil contêineres.

“É a consolidação de uma relação entre o setor público e o privado. Na semana em que o Paraná registrou crescimento industrial chinês, de 6,5%, investidores chineses lançam esse pacote milionário”, disse o secretário de Esatdo de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Estamos remodelando a infraestrutura do Litoral para ampliar ainda mais a atratividade do porto e a sua capacidade de atrair esse tipo de investimento”, complementou.

Esse é o primeiro investimento a sair do papel depois da nova lei dos portos (2013), informou o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “É a concretização de um projeto que vem sendo estruturado há cinco anos. Passamos a ter o maior terminal de contêineres do País, isso garante a continuidade da atratividade dos Portos do Paraná”, afirmou.

COMPETITIVIDADE – Segundo o diretor de Novas Outorgas da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Fábio Lavor Teixeira, os investimentos vão impactar diretamente na redução dos custos de operação dos portos paranaenses. “Haverá um salto de qualidade em volume de movimentação, com um terminal muito mais competitivo. Para que nossos produtos cheguem competitivos ao mercado internacional é preciso uma logística eficiente”, comentou.

Teixeira também citou a inauguração do viaduto na entrada de Paranaguá, na BR-277, nesta quinta-feira, como exemplo de que os Estados precisam ampliar a infraestrutura. “Isso tem um simbolismo muito forte, mostra que o Paraná olha para o mar e para a terra. As nossas cidades cresceram em torno dos portos e essa ligação precisa ser restabelecida. O viaduto passa a mitigar os impactos do porto na cidade”, afirmou.

Os investimentos chineses, destacou Mário Povia, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, levaram em conta o potencial de crescimento dos portos do Paraná nos próximos anos e são inéditos no País.

“É o primeiro terminal em operação nesses moldes com um parceiro chinês, que é altamente seletivo. O Paraná vem se repaginando de uma matriz agrícola para uma matriz altamente industrializada. É outra questão de fundo emblemática a ser comemorada junto a esses investimentos”, comentou. “É um Estado promissor do ponto de vista dos novos negócios. É um piloto que pode se replicar em outros terminais do Paraná e também do Brasil”.

O diretor institucional do TCP, Juarez Moraes e Silva, ressaltou que Paranaguá é o segundo porto em movimentação do País. “Isso acontece porque a iniciativa privada acredita no Estado. Temos uma cadeia produtiva que sinaliza novos investimentos nesse setor”, disse ele.

INVESTIMENTOS – As obras entregues nesta quinta incluem o novo berço 218, que aumenta o cais de atracação de navios de 879 metros para 1.099 metros, além da ampliação da retroárea de 330 mil metros quadrados para quase 500 mil metros quadrados. Isso significa mais flexibilidade a importadores e exportadores em suas operações e permite que navios fora de janela tenham ajustes no atraso, seguindo o cronograma de atracação em outros portos na costa brasileira.

O novo berço também recebeu novos guindastes para movimentação de contêineres. O TCP adquiriu dois portêineres chineses, considerados os maiores do Brasil em operação, com 66 metros de lança e 50 metros de vão-livre a partir do trilho, com possibilidade de alcançar até 24 fileiras no navio. Com isso, o TCP passa a contar com oito guindastes e capacidade para operar navios de até 366 metros de comprimento, sem restrições.

As novas estruturas preparam o Estado para atender a demanda de mercado brasileiro pelos próximos 30 anos. As embarcações com capacidade de transportar até 16 mil TEUs já navegam na Europa e na Ásia e devem entrar no País via TCP.

DRAGAGEM – Para receber navios dessa escala, o Governo do Estado investe R$ 403 milhões na remoção continuada de sedimentos do fundo do mar. A dragagem de manutenção teve início em julho e vai remover o assoreamento nos canais de acesso e nos berços de atracação dos portos de Paranaguá e Antonina pelos próximos cinco anos. Dez centímetros a mais de profundidade significam 700 toneladas a mais de grãos, ou 1.050 contêineres.

Além do investimento estadual, o Governo Federal realizou em 2018 uma dragagem de aprofundamento que aumentou a profundidade do Canal da Galheta para 16 metros de profundidade. Já a bacia de evolução passou de 12 para 14 metros e as áreas intermediárias, passaram a ter entre 14 e 15 metros de profundidade.

O investimento do Ministério dos Transportes, na época, foi de R$ 394 milhões. Para 2020, o atual Ministério da Infraestrutura já anunciou a destinação de mais R$ 28 milhões para um possível aditivo pelo tempo de assoreamento no período de execução do serviço.

TCP – Desde março de 2018, a TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort). O portfólio global de portos da CMPort abrange seis continentes, 17 países e regiões e 34 portos. Em 2018 a CMPort movimentou 109 milhões de TEUs.

PRESENÇAS – Estiveram presentes na inauguração das obras do TCP a ministra conselheira do Comércio da China, Shao Yingjun; o prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque; o comandante da Capitania dos Portos do Paraná, capitão de mar e guerra, Rogério Antunes Machado; o vice-presidente da China Merchants Group, Deng Renjie; o diretor da China Merchants Ports, Bai Jing Tao; o chairman do TCP, Vincent Lu; o CEO do TCP, Tony Shi; o vice–chairman do TCP, Luiz Antonio Alves; os deputados estaduais Galo, Nelson Justus e Marcel Micheletto, além de empresários e lideranças políticas do Litoral. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior inaugura nesta quinta-feira (10) , o viaduto da BR-277 e as obras de ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).
Paranaguá, 09/10/2019 – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

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Setor de serviços do Paraná cresceu 1,1% nos últimos 12 meses, aponta IBGE

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O setor de serviços do Paraná cresceu 1,1% no acumulado de 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado paranaense foi o segundo melhor do Sul do Brasil, logo atrás de Santa Catarina, com 1,2%, e à frente do Rio Grande do Sul, que registrou saldo negativo de -0,5%. No País, a média foi de 2,2%.

Em relação a passagem de julho para agosto deste ano, o setor de serviços do Paraná cresceu acima da média nacional, com 1%, o 7º melhor resultado dentre os 26 estados e o Distrito Federal. A média brasileira foi de -0,1%, com 12 unidades da federação com retração no volume de serviços. Segundo o IBGE, o Paraná, Distrito Federal (3,7%), Minas Gerais (0,8%) e Rio de Janeiro (0,5%) tiveram as principais contribuições positivas do mês.

Na comparação de agosto de 2026 com o mesmo mês de 2025, o movimento no setor de serviços também cresceu acima da média, com 0,8% de alta, contra 0,6% do Brasil. Neste recorte, foi o melhor resultado da Região Sul, uma vez que Santa Catarina (-0,2%) e Rio Grande do Sul (-1,6%) tiveram retração no período. O Paraná também ficou muito próximo de São Paulo, que registrou 0,9%.

SETORES – No Paraná, os setores que mais impactaram no resultado positivo do acumulado de 12 meses foram o de serviços de informação e comunicação, com 3,5%; e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 1,9%.

Já em relação à comparação de agosto de 2026 com agosto do ano passado, serviços de informação e comunicação (5,4%), serviços prestados às famílias (3%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) puxaram o resultado positivo de 0,8%.

RECEITA – A variação da receita nominal de serviços foi positiva em todos os recortes da pesquisa do IBGE. Em 12 meses, a alta foi de 6,2%. No acumulado de 2026, 5,4%; na comparação entre os meses de agosto de 2026 com o de 2025, 6,2%; e na passagem de julho para agosto, 1%.

PESQUISA – A PMS permite o acompanhamento conjuntural do setor de serviços no País, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que tenham serviços não financeiros como sua principal atividade, excluídas as áreas de saúde e educação.  (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

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Prefeitura de Curitiba lança plataforma que digitaliza gestão de imóveis

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O prefeito Eduardo Pimentel lançou, na terça-feira (22/9), no Palácio 29 de Março, uma plataforma de gestão que moderniza o atendimento às imobiliárias conveniadas da capital. A nova ferramenta adota um modelo de autosserviço, permitindo que usuários autorizados pelas imobiliárias façam diretamente, pela internet, uma série de operações relacionadas aos imóveis administrados.

A iniciativa busca reduzir a burocracia, dar mais autonomia às empresas e diminuir a necessidade de intermediação dos servidores municipais. Na prática, o fluxo deixa de seguir o modelo anterior, em que a imobiliária precisava acionar um funcionário da Prefeitura para acessar o sistema interno e concluir procedimentos. O tempo de atendimento, que era de 48 horas, passa a ser imediato.

Entre os serviços disponíveis estão a administração online das carteiras de imóveis, consulta de débitos de IPTU, emissão de guias de recolhimento (DAMs), acompanhamento de pagamentos, consulta de imóveis cadastrados, emissão de comprovantes de quitação e acesso à segunda via do IPTU. Autorizações e permissões também passam a ser controladas digitalmente.

A plataforma deve entrar no ar em 19 de outubro, após treinamento promovido pela Prefeitura e o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi) para as imobiliárias.

“Hoje lançamos mais uma medida para desburocratizar, facilitar a vida de quem gera desenvolvimento e emprego na nossa cidade. Eu costumo dizer que os municípios têm sempre pouca margem para trabalhar com isenção fiscal para atrair investimentos e ajudar o fomento das cidades. E isso diminui ainda mais com a Reforma Tributária. Então estamos trabalhando em duas frentes, na desburocratização e na qualificação profissional”, disse Pimentel.

Já aumentamos o número de atividades com alvará automático de 606 para 1,2 mil, com o programa Facilita Mais. Agora, lançamos a plataforma que torna mais simples a gestão da carteira das imobiliárias, que administram centenas, milhares de imóveis na nossa cidade”, explicou o prefeito.

Solidez fiscal

Com a nova plataforma, a operação passa a ser feita diretamente pela imobiliária. Para o secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a plataforma é um grande avanço que possibilita, por exemplo, checar se o IPTU do imóvel foi pago.

A ideia é usar a tecnologia para ajudar a cidade e esse investimento é também resultado de uma cidade resiliente do ponto de vista fiscal. Sem solidez fiscal, se nós não temos os nossos compromissos fiscais sérios, honrados, esse tipo de investimento é o primeiro que fica para trás. Nós conseguimos evoluir porque estamos promovendo uma gestão séria, responsável e dentro dos nossos mais altos níveis de responsabilidade fiscal”, disse Puppi.

400 imobiliárias beneficiadas

O objetivo é criar um fluxo 100% digital, integrado e rastreável, com maior segurança jurídica e atenção às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A mudança beneficiará as 400 imobiliárias de Curitiba conveniadas, responsáveis por aproximadamente 90 mil indicações fiscais ativas e pagantes, além de outras 20 mil sem geração de pagamento. Somente em 2025, o IPTU recolhido por meio do convênio chegou a R$ 135,68 milhões. Entre os conveniados, o que possui a maior carteira apresentada no material administra 4.746 imóveis.

“Essa é uma plataforma em que todos ganham. É muito bom quando administração municipal entende as necessidades dos segmentos econômicos e esse é um exemplo. A plataforma é simples, intuitiva e o primeiro passo para que possamos desenvolver e aprimorar o serviço prestado”, disse o superintendente fiscal da secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento, Eduardo Makowski.

Competência técnica

Para o vice-presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi), Carlos Eduardo Manzochi, Curitiba reafirma seu DNA de vanguarda urbana com o lançamento da plataforma.

“O que vocês entregam hoje não é apenas um sistema de gestão, é um exemplo vivo de competência técnica. Curitiba sempre liderou planejamento urbano no Brasil e nós, como representantes do mercado, acreditamos que o próximo salto de maturidade da capital está na democratização da inteligência de dados. No Brasil, a assimetria de informações faz com que um imóvel leve, em média, 16 meses para ser comercializado. Nos Estados Unidos, onde há plena publicidade de dados, cadastrais e transações, esse tempo cai para apenas 2,5 meses. A transparência é o motor da velocidade dos negócios”, afirmou.

Homenagem

Durante o lançamento, o servidor aposentado da secretaria de Finanças Sérgio Luiz França recebeu uma homenagem pelos 46 anos dedicados ao atendimento às imobiliárias de Curitiba. “Quando comecei, a comunicação com as imobiliárias era via fax, depois veio o email. É muito bom ver essa evolução do serviço agora com a nova plataforma”, afirmou.

Treinamento

A Prefeitura e o Secovi promovem o treinamento para as imobiliárias em 15 de outubro, às 14h, na Rua Dr. Pedrosa, 475, Batel, auditório térreo. Como o espaço tem capacidade para apenas 120 lugares, o treinamento ficará gravado para que possa ser acessado por todas as imobiliárias conveniadas.

Presenças

Também estiveram no evento o secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sergio Bento; a procuradora-geral do município, Vanessa Volpi; o diretor de Assuntos Econômico e Tributários da Secretaria da Fazendo do Paraná, Francisco Inocêncio, o presidente do ICI, Alexandre Gedanken;  o presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Carlos Ribas Tavarnaro; o presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba, Carlos Eduardo Canto; a presidente da Rede Una Imóveis Conectados, Elza Rocha Loures.

Da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, também estavam o superintendente executivo, Vinicios Borio; o diretor do Departamento de Rendas Imobiliárias, Sérgio Primo; a diretora do Controle Financeiro, Viviane Galdino; o coordenador de Projetos de informação, Ivonei Carlos Koakoski; o diretor do departamento de Orçamento, Carlos Eduardo Kukolj; o diretor do departamento de Contabilidade, Claudinei Nogueira; o auditor fiscal Toniel Mocelin Ceccon; e o diretor executivo da Pars, Mario Nakatani Júnior. (Foto: Pedro Ribas/SECOM)

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Novo Viaduto do Orleans é apresentado; obra terá R$ 80 milhões em investimentos

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O prefeito Eduardo Pimentel e o governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentaram nesta segunda-feira (14/9), no Palácio Iguaçu, o projeto do Novo Viaduto do Orleans, sobre a BR-277, em Curitiba. Muito aguardada pela população e considerada uma das principais obras de mobilidade para a região oeste da capital, a intervenção tem como objetivo resolver um antigo gargalo de trânsito e melhorar a ligação entre os bairros Orleans, Santa Felicidade e Campo Comprido.

O projeto prevê a construção de um segundo viaduto paralelo ao atual, com ligação entre a Avenida Toaldo Túlio e a Rua Professor João Falarz e transposição da BR-277. Também estão previstas adequações nas alças de acesso à rodovia, a continuidade da Rua Monsenhor Boleslau Falarz e a abertura de uma nova rua paralela à Avenida Vereador Toaldo Túlio, formando um sistema binário.

A obra do viaduto será executada pela Ecorodovias, como parte de um acordo judicial firmado com o Governo do Paraná. Serão destinados R$ 45,2 milhões para a construção do novo viaduto, enquanto a Prefeitura de Curitiba, pelo Programa de Requalificação e Obras, o PRO Curitiba, investirá outros R$ 40 milhões na implantação do binário – R$ 25 milhões nas obras de infraestrutura e R$ 15 milhões em desapropriações necessárias para a abertura das novas ruas.

O projeto básico do novo viaduto foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Solução para um gargalo histórico

Segundo o prefeito Eduardo Pimentel, a obra é resultado de uma articulação entre Estado, município, órgãos de controle e a iniciativa privada e representa a solução para um problema que se arrasta há décadas.

“Uma obra importante que acabará com um gargalo estrutural da cidade que será resolvido depois de pedidos de décadas”, disse o prefeito, que destacou ainda como o novo viaduto terá importância estratégica para distribuir o fluxo de veículos perto do Parque Barigui, especialmente para quem chega a Curitiba pela BR-277 vindo de Campo Largo e de outras regiões do Paraná.

Segundo Pimentel, Prefeitura e Estado trabalham para que as duas intervenções sejam concluídas em conjunto. A previsão apresentada é de 18 a 24 meses de obras, embora a execução de uma estrutura não dependa da outra.

O impacto no trânsito durante a construção deverá ser reduzido, já que o projeto foi planejado para evitar a interrupção do fluxo da BR-277. “O transtorno será o mínimo, mas o benefício será gigantesco”, disse Eduardo Pimentel.

Viabilização da obra

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou o trabalho realizado para viabilizar financeiramente a intervenção.

“Estamos apresentando a solução para um gargalo já de anos, a questão do Viaduto do Orleans, cuja estrutura foi construída na década de 1970, quando o volume de veículos e a ocupação urbana da região eram diferentes dos atuais”, disse Ratinho.

De acordo com o governador, os estudos para encontrar uma solução começaram em 2023, em parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura e o Ippuc. A complexidade do projeto, segundo ele, está também nas limitações físicas da região, que possui pouco espaço para novas intervenções viárias.

A solução financeira foi construída a partir das discussões envolvendo antigas concessões rodoviárias. O acordo contou com a participação do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Justiça Federal, Procuradoria-Geral do Estado, órgãos técnicos, DNIT e demais instituições envolvidas.

O governador afirmou que a expectativa é de que, após a conclusão dos projetos e das etapas necessárias, as máquinas possam chegar à pista em aproximadamente já no início do próximo ano.

Viadutos com sentido único

Atualmente, o Viaduto do Orleans concentra os veículos nos dois sentidos da BR-277. Com a nova estrutura, os dois viadutos passarão a operar de maneira organizada, com três faixas em cada sentido. 

O novo viaduto será construído paralelo ao existente e alinhado à Rua Monsenhor Boleslau Falarz. A mudança deverá ampliar a capacidade de tráfego e distribuir melhor os veículos que entram e saem da região.

Binário terá 2,1 quilômetros

A Prefeitura ficará responsável pela implantação de um binário de aproximadamente 2,1 quilômetros. A intervenção envolverá a abertura e requalificação de trechos viários, incluindo a extensão da Avenida Vereador Toaldo Túlio e o prolongamento da Rua Padre Paulo Warkocz até a Rua Padre Viriato Pigot de Souza.

O secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, destacou que foram realizadas diversas reuniões para encontrar uma solução que atendesse tanto às necessidades da rodovia quanto às do sistema viário de Curitiba.

“É muito importante a obra da Prefeitura de Curitiba implantando um binário de 2,1 km, possibilitando uma mobilidade muito melhor daquela região, como o prefeito colocou, uma alternativa também antes do Parque Barigui para os que vêm pela BR poderem entrar em Curitiba.”

Cooperação entre setores

Para a presidente do Ippuc, Ana Zornig Jayme, o projeto é um exemplo de articulação entre diferentes níveis de governo e a iniciativa privada.

“Precisa ser enaltecido que é uma cooperação interfederativa e com a iniciativa privada. Quando isso está bem orquestrado, todas as partes trabalharam muito, a gente consegue ganhar tempo e qualidade.” disse Ana.

Presenças

A apresentação técnica do projeto foi realizada pelo diretor-geral de Concessões da Ecovias, Rui Juarez Klein, e pelo diretor jurídico da empresa, Eduardo Jacob. Também participaram o diretor de Projetos, Rodrigo Rodrigues; o representante da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná, Gilson Santos; o vice governador, Darci Piana; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), Fernando Furiatti Saboia; o diretor-geral Concessões da Ecovias, Rui Juarez Klein; e o ​diretor jurídico da Ecovias, Eduardo Jacob. (Foto: Pedro Ribas/SECOM)

(Foto: Pedro Ribas/SECOM)

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