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Sítio paleontológico no Paraná revelou quatro espécies de animais
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facedanoticia
Uma escavação na beira da estrada para escoar a água da chuva acabou revelando um dos sítios paleontológicos mais importantes do Brasil, localizado em Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do Paraná. O local ficou famoso em junho deste ano, quando foi revelada a descoberta do primeiro dinossauro encontrado no Estado, o Vespersaurus paranaensis.
É reconhecido também por ter, possivelmente, a maior concentração de pterossauros do mundo – até agora, duas novas espécies dos répteis voadores já foram descobertas no sítio, onde também foi encontrado o Gueragamas sulamericana, um pequeno lagarto que viveu no período Cretáceo, há cerca de 80 milhões de anos. Há apenas outras duas áreas no planeta com um número tão grande de fósseis de pterossauros, na província chinesa de Xinjiang e no deserto do Atacama, no Chile.
Para mostrar à população os fósseis encontrados na cidade e também fazer pesquisas com os materiais coletados, a prefeitura criou o Laboratório e o Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste, com apoio da Universidade Paranaense (Uipar), que cedeu equipamentos para os trabalhos no laboratório, e acordo de cooperação técnica da Universidade Estadual de Marina (UEM), por meio do Grupo de Estudos Multidisciplinares do Ambiente (Gema).
O museu foi inaugurado em julho deste ano, é aberto para visitação durante a semana e tem atiçado a curiosidade dos visitantes com os materiais pré-históricos que mostram as espécies que habitaram o Paraná milhões de anos atrás.
A historiadora e diretora do museu, Neurides Martins, explica que a descoberta dos fósseis chamou a atenção do mundo para Cruzeiro do Oeste e para o Paraná. “Trata-se de uma espécie de dinossauro única e que gerou visibilidade no mundo todo. Temos recebido aqui pessoas dos Estados Unidos, Portugal, Dubai, Espanha e Bélgica que estão de passagem pelo Brasil e vêm para Cruzeiro do Oeste visitar o dinossauro”, conta.
Além disso, o museu contribui para que as pessoas que moram no interior do Paraná conheçam mais sobre sua história. “O município teve a percepção do valor patrimonial desses fósseis e os manteve na cidade. A tendência geralmente era que fosse levado aos grandes centros urbanos”, diz o fotógrafo e paleontólogo Paulo Mazig, que descobriu o sítio paleontológico e também está envolvido nas pesquisas das espécies encontradas no local.
“Além da pesquisa que ajuda a compreender um pouco mais sobre a vida no planeta, os fósseis contribuem com o desenvolvimento do turismo, educação e cultura no município. Muitas vezes a população do Interior não tem acesso a materiais como esses nem o privilégio de conhecer a própria história. No caso, sua pré-história”, destaca o professor Edison Fortes, da UEM, que pesquisa a formação geológica da região e dá uma visão sobre as condições em que os animais viviam no Cretáceo.
PATRIMÔNIO – A criação desses espaços também serviu para manter o patrimônio na região. O material proveniente das escavações que ocorreram entre 2012 e 2014 foram enviados para pesquisa na Universidade Federal do Contestado, em Mafra (SC), e para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e retornou para o município em 2015. A prefeitura criou, então, o Laboratório de Paleontologia para recatalogar e fazer novas pesquisas com os fósseis.
Foi assim que Neurides acabou descobrindo o esqueleto do vespersaurus. Antes disso, o sítio já tinha revelado o pterossauro Caiuajara dubruskii, cujo nome científico homenageia o agricultor que encontrou e registrou o primeiro fóssil na década de 1970 e também a formação geológica local, o Arenito Caiuá.
A maior parte dos fósseis de Cruzeiro do Oeste é composta pelo caiuajara, réptil frugívoro que pesava cerca de oito quilogramas e podia atingir até 2,35 metros de envergadura. Recentemente, a Universidade do Contestado anunciou a descoberta de outra espécie de pterossauro que viveu na região, o Keresdrakon vilsoni.
DESCOBERTA – Em 1971, o produtor rural Alexandre Dobruski resolveu abrir uma valeta na beira da estrada por onde transitava para escoar a produção de sua propriedade, e que ficava escorregadia em dias chuvosos. Acabou encontrando na escavação uma rocha com o que parecia ser um fóssil animal. Intrigado com a descoberta, ele entregou a alguns parentes a rocha que achou, que a levaram para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O material ficou guardado por 40 anos, já que na época em que chegou na universidade o conhecimento sobre pterossauros era quase nulo.
A história por trás da redescoberta do sítio, em 2011, tem uma pitada de coincidência. O geólogo Paulo César Manzig foi até a UEPG quando preparava um livro sobre os museus paleontológicos no Sul do Brasil. Lá, foi apresentada a amostra do fóssil enviada por Dobruski nos anos 1970. Ele reconheceu o crânio de um pterossauro, animal difícil de ser encontrado fossilizado devido à fragilidade de seus ossos, e resolveu ir até Cruzeiro do Oeste para procurar por mais indícios.
“Cheguei na prefeitura para procurar um guia que me levasse onde tivesse rochas com aquelas características na região. A ideia não era achar o sítio, mas algum afloramento de rocha que pudesse comparar com aquela matriz onde estava o crânio”, conta Manzig. “O filho do agricultor era escrivão na prefeitura e ouviu minha conversa, disse que o pai contava uma história de que tinha mandado algumas rochas para análise. Pensei na hora que só poderia ser aquela pessoa”, diz.
Ao chegar no local, o fotógrafo já reconheceu no barranco as pontuações de ossos, mas a surpresa foi maior ainda quando percebeu que ali não havia apenas uma ocorrência isolada, mas uma grande concentração. “Quando vi aquela linha, percebi que se tratava de uma bone bed, ou leito de ossos, termo que é utilizado quando se encontra uma grande concentração desse material”, afirma.
“A descoberta ali foi ainda mais importante por se tratar de uma preservação fora do comum, já que o esqueleto mais fino e leve dos pterossauros era mais difícil de ser fossilizados”, explica Manzig.
FORMAÇÃO – O sítio paleontológico se encontra no famoso Arenito Caiuá, formação geológica originada no período Cretáceo (de 145 milhões a 65 milhões de anos atrás). Pesquisadores da UEM envolvidos na pesquisa do Vespersaurus paranaensis destacam que o local era um ambiente de deserto.
Para explicar a grande concentração de fósseis em um ambiente assim, os pesquisadores recorreram à área da estratigrafia, ramo que estuda a sucessão de camadas ou estratos de um corte geológico. “Era difícil entender como um ambiente desértico concentraria um uma quantidade tão grande de fósseis animais. Chegamos à conclusão que ali existiam os chamados rios efêmeros, que só têm água em períodos de chuva forte, algo como um oásis”, explica o professor Edison Fortes, pesquisador do Gema e professor do departamento de Geografia da UEM.
São esses rios efêmeros que explicam o berço de ossos encontrado em Cruzeiro do Oeste. A fossilização não é um fenômeno comum. Para que a conservação de plantas ou animais acontecesse, era preciso um soterramento rápido, que isolasse a carcaça do oxigênio e, consequentemente, evitasse sua decomposição rápida. A carcaça era então substituída por minerais, que penetravam no material orgânico até sua completa fossilização, adquirindo a forma dos animais ou plantas.
De acordo com Fortes, é provável que uma enxurrada tenha arrastado os animais e os cobriu de areia. “As chuvas não eram frequentes, mas quando chovia era de forma muito rápida e concentrada, causando grandes torrentes que pegavam os animais desprevenidos e acabavam os soterrando”, explica. “Como o local era um oásis, existia grande quantidade de animais vivendo em comunidade, uma diversidade muito grande”, diz o pesquisador.
Para Paulo Manzig, a grande quantidade de esqueletos de pterossauros filhotes ou de animais jovens indica que ali era um local de acasalamento e procriação. Para os animais mais novos, era ainda mais difícil fugir das enxurradas, por isso acabaram fossilizados.
DINOSSAURO – Cerca de 20 fósseis de dinossauros já foram descobertos no Brasil, e o Vespersaurus paranaensis é o primeiro do Paraná. É também o esqueleto de terópode – mesmo grupo de predadores como o tiranossauro e o velociraptor – mais completo e melhor conservado do País. A descoberta foi registrada na revista Nature, uma das publicações científicas mais importantes do planeta.
Foram quatro anos escavando um bloco de aproximadamente 200 kg até a descoberta de um dente com serrilha, o que indicava ser um animal carnívoro. “Como já havia encontrados outros fósseis de dinossauro, precisava encontrar algo especial que comprovasse o que já vinha estudando”, conta Neurides. “Foi quando encontrei o pé completo, que viria a ser o holótipo (a ilustração que figura uma espécie) do primeiro dinossauro do Paraná”, explica. Ele tinha cerca de 1,6 metro e se alimentava de pequenos animais.
Cerca de 40% do esqueleto foi encontrado, incluindo um dente, vértebras da calda, os metatarsos, as escápulas, a parte pélvica e o pé completo. Estudos tomográficos feitos no laboratório de paleontologia da USP de Ribeirão Preto comprovaram se tratar de um terópode. “O pé tem uma garra em formato de lâmina. Também ficou demonstrado que o animal se apoiava em apenas um dedo, o que definiu que se tratava de uma nova espécie”, explica Neurides. “A anatomia do pé também se encaixava em pegadas que um pesquisador italiano descobriu 50 anos atrás na região Noroeste”, destaca.
Para Neurides, a pesquisa ainda não acabou. “Ainda existe muito material que já foi retirado do sítio para analisar, é possível que mais ossos sejam encontrados. Se isso acontecer, revisaremos a pesquisa. Assim que todas as rochas que estão no laboratório forem analisadas, poderemos retomar as escavações. Há a possibilidade de encontrar mais espécies”, afirma.
SERVIÇO: Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste.
O museu fica na Rua Peabiru, 157, no Centro da cidade, e é aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 16h. Para evitar qualquer imprevisto no dia, a recomendação do museu é que o visitante entre em contato previamente, pelo e-mail museucdo.paleontologia@gmail ou pelo telefone (44) 3676-4754. Para grupos escolares, é necessário agendamento. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

O fóssil foi encontrado em um sítio paleontológico de Cruzeiro do Oeste do Museu Paleontológico. A nova espécie de dinossauro foi batizada pelos pesquisadores de Vespersaurus paranaensis. 12/09/2019 -Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O fóssil foi encontrado em um sítio paleontológico de Cruzeiro do Oeste do Museu Paleontológico. A nova espécie de dinossauro foi batizada pelos pesquisadores de Vespersaurus paranaensis. 12/09/2019 -Foto: Geraldo Bubniak/AEN
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Liderança nacional do Paraná na produção de orgânicos tem certificação do Tecpar
Publicado
em
9 de abril de 2026Por
facedanoticia
Entre 2019 e 2025, o Centro de Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) ampliou em 70% o número de certificados emitidos para o escopo de produtos orgânicos, elevando o Paraná ao status de maior produtor de orgânicos do País. Com o apoio do Tecpar, o número de produtores rurais dobrou neste período.
De acordo com dados mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil tem hoje 24.226 certificados válidos concedidos a produtores de orgânicos, sendo 4.263 deles para agricultores paranaenses, o que corresponde a quase 20% do total. Os estados que fecham o ranking são Rio Grande do Sul, em 2º lugar, com 3.093 certificados, e Bahia, em 3º lugar, com 1.859.
“Em 2019, o número de certificados válidos do Tecpar para o escopo de produtos orgânicos era de 532 e passou para 914 em 2025, enquanto o número de certificados válidos no Paraná saltou de 434 naquele ano para 842 no ano passado”, detalha a gerente da Certificação de Produtos do Tecpar, Rochelly Hüber.
AGRICULTURA FAMILIAR – Esses dados são possíveis graças à busca por uma alimentação mais saudável, que fez aumentar a procura por produtos orgânicos nos últimos anos.
Edna Aparecida Gomes do Reis produz alimentos orgânicos certificados há seis anos numa propriedade rural localizada em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Na área de cinco hectares, optou pela diversidade de cultivos: produz tomate, hortaliças, maracujá e ervas medicinais, como o chá verde. A produtora já chegou a colher dois mil quilos de tomate orgânico na safra de 2025 e este ano, com a mudança da variedade da hortaliça-fruto e muitos testes de cultivo, pretende colher seis mil quilos.
“Antes eu achava que não ia conseguir produzir orgânicos e hoje acertamos a variedade de tomate e produzimos muito. Tanto que até fornecemos para a alimentação escolar do Estado, para o centro de referência em assistência social e para as cestas solidárias vendidas pela nossa cooperativa”, conta Edna.
A produtora de orgânicos explica que o processo de cultivo de alimentos orgânicos é muito mais trabalhoso do que o convencional, mas o resultado compensa.
“É muito mais difícil e demorado porque precisamos fazer vários testes de manejo e mudar as variedades até chegar em uma que tenha mais produtividade, que se adapte ao nosso clima. Mas também é muito mais gratificante no final. Decidimos produzir só orgânicos pelo fato de ser um alimento mais saudável, sem agrotóxicos, o que agrega muito no valor final. Isso mudou a nossa rotina e a vida da nossa família para melhor”, diz Edna, que conta com a ajuda de um sócio e seus dois filhos.
Ela relata que buscou a certificação de orgânicos porque é um atestado garantido que o produto comercializado está sendo produzido com segurança e responsabilidade que a legislação exige. “Com esse selo de produtora orgânica eu consegui acessar políticas públicas que me ajudaram muito, como o Programa Paraná Mais Orgânico, que me ajudou tanto na isenção da taxa da certificação quanto na orientação técnica que eles fornecem”, diz a produtora.
A certificação orgânica não só atesta a qualidade dos produtos como também se torna um diferencial competitivo que valoriza a produção. O selo garante acesso a nichos de mercados diferenciados com processos simplificados e custos reduzidos para o produtor, além de assegurar padrões de qualidade que abrem portas para a comercialização em âmbito nacional.
INCENTIVO – A liderança do Paraná na lista dos maiores produtores de orgânicos do País também se deve aos incentivos do Programa Paraná Mais Orgânico, uma ação do Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Tecpar, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e mais sete universidades estaduais.
O Paraná Mais Orgânico oferece orientação técnica, capacitação e assistência para agricultores familiares interessados em migrar de cultivos convencionais para a produção orgânica, e auxilia na certificação gratuita de seus produtos.
Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, o instituto tem a responsabilidade de fazer uma auditoria na propriedade rural e emitir o selo de certificação de Propriedade Orgânica, após o produtor rural ter passado pelos processos de orientação de boas práticas agroecológicas e acompanhamentos técnico e científico por todas as instituições envolvidas.
“Com nossa capacitada equipe de técnicos, conseguimos garantir a conformidade dos produtos com os padrões rigorosos do setor, o que assegura a autenticidade e a rastreabilidade da produção. É um orgulho saber que somos agentes na contribuição para práticas agrícolas sustentáveis e saudáveis, assim cumprimos nossa missão de levar tecnologia e inovação para todos os setores do estado”, comemora Marafon.
O Tecpar Certificação é o primeiro organismo de certificação de produtos orgânicos por auditoria do Brasil, credenciado pelo Mapa e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desde 1997.
PLANO SAFRA – Hoje o instituto está entre as certificadoras reconhecidas para os programas de certificação de sustentabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse reconhecimento possibilita que propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar Certificação possam ter acesso ao desconto de 0,5% na taxa de juros das operações de custeio, dentro do Plano Safra 2025/26.
A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa.
Para acessar a bonificação, é preciso que as propriedades se enquadrem em programas específicos de boas práticas, que incluem a produção orgânica, uso de bioinsumos, tratamento de dejetos e uso de energia renovável. A comprovação dessas práticas é feita por meio da validação na Plataforma Agro Brasil+Sustentável (AB+S), ferramenta que faz a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.
Os produtores rurais que adotam práticas sustentáveis e tem interesse em receber o bônus, devem procurar o quanto antes as instituições financeiras para formalizar sua adesão e contratar o crédito rural até 30 de junho de 2026. É importante salientar que as contratações podem ser suspensas antes do prazo final, caso os recursos destinados a determinadas linhas de crédito se esgotem.
Confira a tabela da evolução das certificações de produtores orgânicos:
Ano – Total – Paraná
2019 – 532 – 434
2020 – 534 – 440
2021 – 521 – 410
2022 – 670 – 583
2023 – 689 – 612
2024 – 749 – 688
2025 – 914 – 842
Foto: AEN
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Prefeito Eduardo Pimentel anuncia a construção da UPA Santa Felicidade, a 10ª de Curitiba
Publicado
em
19 de março de 2026Por
facedanoticia
O prefeito Eduardo Pimentel lançou nesta sexta-feira (13/3) as obras da 10ª Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba, a UPA Santa Felicidade, um dos compromissos do Plano de Governo 2025-2028 que começa a se tornar realidade. O lançamento das obras faz parte das comemorações dos 333 anos de Curitiba.
“Esse é um dia histórico para Santa Felicidade e toda Curitiba. O dia em que tiramos do papel uma obra muito esperada e que está no meu Plano de Governo. E não havia lugar melhor para essa UPA: ao lado da regional, do terminal urbano e no terreno de uma das famílias mais tradicionais desta região, que é a família Madalosso. Um verdadeiro presente de Deus” disse Eduardo Pimentel.
O prefeito agradeceu a mobilização da comunidade que aguardava mais um importante equipamento de saúde e que teve o apoio político de vereadores, do deputado estadual Ney Leprevost, que destinou emenda parlamentar de R$ 6,5 milhões para a obra, e ao governo do Estado, que será responsável por viabilizar o valor da emenda em repasse ao fundo municipal de saúde.
“A partir do ano que vem, esta UPA estará funcionando neste espaço nobre de Santa Felicidade, fruto de parcerias e do bom momento político que Curitiba e o Paraná vivem”, definiu Eduardo Pimentel.
Os vereadores Nori Seto e Sidney Toaldo destacaram que a voz da comunidade foi ouvida e elogiaram a agilidade da Prefeitura em viabilizar a obra tão aguardada e que compõe o Plano de Governo do prefeito.
A nova unidade de urgência e emergência terá dois pavimentos e área construída de mais de 2 mil m², localizada na Via Vêneto, esquina com a Rua Madre Clelia Merloni, ao lado da Rua da Cidadania Santa Felicidade.
A Secretaria Municipal da Saúde locou o terreno, que pertence à tradicional família Madalosso, onde será construída a UPA. As obras estarão sob a responsabilidade do proprietário, com projeção de término em cerca de 12 meses.
Público-alvo
O Distrito Sanitário Santa Felicidade tem cerca de 400 mil usuários cadastrados no SUS Curitibano, público que poderá acessar a nova UPA quando estiver pronta. Além da população da região, qualquer cidadão curitibano que precisar de atendimento de urgência e emergência poderá buscar a unidade, assim como já acontece com as demais nove UPAs de Curitiba.
A projeção da Secretaria Municipal da Saúde é de que serão realizados de 300 a 400 atendimentos por dia, cerca de 10 a 13 mil por mês.
Atualmente, a Regional Santa Felicidade conta com a UPA Campo Comprido (Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3.495), que tem o mesmo perfil assistencial da futura unidade. Em 2025, foram atendidas mais de 142 mil pessoas na UPA Campo Comprido, uma média de 11,8 mil por mês.
Curitiba atualmente conta com nove UPAs: Boqueirão, Boa Vista, Cajuru, Campo Comprido, CIC, Fazendinha, Pinheirinho, Sítio Cercado e Tatuquara.
“Estamos fortalecendo nosso atendimento de urgência e emergência com mais um equipamento de saúde em uma área de grande concentração de pessoas, o que mostra a força da nossa rede de serviços”, diz a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.
“A UPA existe para sanar a dor, para atender a urgência e emergência, e nós sabemos que o tempo de resposta a uma emergência é essencial para salvar uma vida, e é isso que a população de Santa Felicidade terá aqui”, explicou.
Setores
Construída em dois pavimentos, a UPA Santa Felicidade também vai contar com o Circuito Direcionado de Atendimento (CDA), que já está implantado em outras quatro UPAs de Curitiba (Pinheirinho, Fazendinha, Boqueirão e Cajuru).
Esse formato de atendimento é dirigido a casos leves, classificados nas cores verde (pouco urgente) e azul (não urgente), em que a equipe vai até o paciente. Depois de realizada a triagem inicial, a pessoa aguarda em consultório que a equipe de assistência vá até ela, método conhecido como “fast track”, modelo inglês que pode ser traduzido como rastreamento rápido do paciente.
No primeiro pavimento estarão a área de recepção e espera para 70 cadeiras, três consultórios de classificação de risco, sala de vacina, consultório de Serviço Social, sete boxes do CDA mais consultórios e postos de trabalho para médicos, sala de decisão clínica e sala de medicamentos com 10 leitos. Haverá sala de Raio-X com área de espera, consultórios de urgência, sala de emergência com quatro leitos, farmácia satélite, salas de observação feminina, masculina e pediátrica, salas de isolamento e postos de enfermagem.
No segundo pavimento estarão instaladas as áreas administrativas, o serviço de atenção domiciliar, sala de reuniões e áreas de estar dos funcionários.
Presenças
Também estiveram no lançamento o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins; o secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello; o chefe de gabinete, Ricardo Andreazza; o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues; o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; o diretor-geral da Sesa, César Neves; os deputados estaduais Márcia Huçulak e Ney Leprevost; os vereadores Nori Seto, Sidney Toaldo, Meri Martins, Jassom Goulart, Tico Kuzma (presidente da Câmara) e Pier Petruzziello; o administrador Regional Santa Felicidade, José Dirceu de Matos Filho. A família Madalosso também participou, representada por Flora Madalosso.
Pela Secretaria Municipal da Saúde participaram a superintendente Executiva, Flávia Adachi; a superintendente de Gestão em Saúde, Jane Sescatto; a diretora do Departamento de Urgência e Emergência (DUE), Keity Arias; a diretoria Administrativa do DUE, Katiuscia Vanessa Schiontek; a supervisora do Distrito Sanitário Santa Felicidade, Gisele Jarek Tulio; o diretor-geral da Fundação Estatal de Atenção à Saúde, Sezifredo Paz; a representante do Conselho Municipal de Saúde, Malu Gomes e a presidente do Conselho Distrital de Santa Felicidade, Wanda de Moraes.
PRO Curitiba
A construção da UPA Santa Felicidade integra o PRO Curitiba, programa lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel que reúne R$ 6 bilhões em investimentos em obras de pavimentação, requalificação, manutenção, educação, habitação, saúde e trânsito, com execução prevista ao longo da gestão, até 2028.
(Fonte: SECOM)
Fotos: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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Outono começa na sexta com chuva acima da média e mais dias com amplitude térmica
Publicado
em
18 de março de 2026Por
facedanoticia
O outono astronômico começa às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A nova estação historicamente é caracterizada pela chegada das primeiras geadas, por nevoeiros e pela maior diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde (amplitude térmica). Em 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação terá menos dias de chuva em comparação ao verão, porém com volumes mais altos do que a média do outono.
O outono registra muitos veranicos (vários dias consecutivos sem ocorrência de chuva). As primeiras geadas ocorrem nas regiões mais altas do Paraná como Sul, Centro-Sul e Campos Gerais, quando entram massas de ar com características polares, geralmente a partir da segunda metade de abril.
Os meses de abril, maio e junho, no Paraná, apresentam redução no volume de chuva em relação ao verão devido ao deslocamento das massas de ar frio e seco. “A direção predominante do vento médio passa a ocorrer do sul para o norte do continente, favorecendo a entrada de sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco. Com isso, o intervalo entre as chuvas se torna maior e está associado principalmente à passagem de frentes frias”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
Os maiores volumes de chuva do outono são registrados nas regiões Sudoeste (até 155 mm em abril, até 215 mm em maio e até 153 em junho) e Oeste (até 174 mm em abril, até 195 mm em maio, e até 155 mm em junho). Os menores valores acumulados de chuva durante o outono historicamente são no Norte do Paraná (56 mm a 122 mm em abril, 53 mm a 130 mm em maio, e 47 mm a 101 mm em junho).
Em geral, historicamente maio apresenta um volume de chuva ligeiramente maior que abril e junho em todo o Estado. Em abril o Litoral acumula volumes de chuva entre 111 mm e 211 mm; as cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram de 39 mm a 96 mm; a região Central do Paraná registra 61 mm a 129 mm; e o Sul registra 59 mm a 150 mm.
Em maio os volumes de chuva no Litoral são de 76 mm a 189 mm; na RMC de 26 mm a 107 mm, na região Central de 71 mm a 181 mm, e no Sul de 51 mm a 176 mm. Em junho os acumulados são de 86 mm a 143 mm no Litoral, de 67 mm a 120 mm na RMC, de 84 mm a 154 mm na região Central, e de 92 mm a 170 mm no Sul do Paraná.
No outono de 2026, entretanto, a previsão do Simepar aponta que os valores acumulados de chuva ficarão acima da média histórica na metade sul do Paraná, e próximos a ligeiramente acima da média na faixa Norte. A estação estará em condição neutra, sem influência de La Niña ou El Niño. “Apesar de registrar muitos dias sem chuva, quando chover o volume será um pouco mais alto, o que ocasionará no fim do mês acumulados, em números, acima da média em todo o Estado”, explica Lizandro.
TEMPERATURAS – Ao longo do outono as massas de ar frio e seco com origem na Antártica e/ou sul da América do Sul avançam em direção ao Paraná, ocasionando a diminuição frequente nas temperaturas. Além da ocorrência de noites e manhãs frias, a estação registra com mais frequência a formação de nevoeiros. Para o outono de 2026, a previsão do Simepar aponta que as temperaturas ficarão ligeiramente acima da média em todas as regiões paranaenses.
Historicamente as temperaturas mínimas em abril são em média de 18,9°C no Litoral, de 14,7°C na RMC, de 14,5°C na região Central do Paraná, de 13,3°C na região Sul, de 15,8°C no Sudoeste, de 17,3°C no Oeste e de 17,6°C no Norte. Em maio os dias amanhecem em média com temperaturas de 16°C nas cidades do Litoral, 11,2°C na RMC, 11°C na região Central, 9,7°C no Sul, 12,2°C no Sudoeste, 13,5°C no Oeste e 14°C no Norte.
Em junho os dias amanhecem e média com 14,5°C no Litoral, 10,3°C na RMC e na região Central, 9°C no Sul, 11,6°C no Sudoeste, 12,8°C no Oeste e 13,4°C no Norte.
Já as temperaturas máximas historicamente em abril são em média de 27,4°C no Litoral, 25,4°C na RMC, 26°C na região Central, 24,7°C no Sul, 27,1°C no Sudoeste, e 29°C no Oeste e Norte do Paraná. Em maio, em média, as temperaturas do dia não passam de 24,6°C no Litoral, de 21,3 na RMC, de 21,6°C nas cidades da região Central, de 20,2°C no Sul, de 22,2°C no Sudoeste, 24,1°C no Oeste e 24,5°C no Norte. Em junho as tardes registram em média temperaturas ainda mais baixas, de 23,1°C no Litoral, 20,6°C na RMC, 21°C na região Central, 19,5°C no Sul, 21,5°C no Sudoeste, 23,6°C no Oeste e 24,1°C no Norte. (AEN)
Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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