Turismo e Lazer

Biblioteca Pública Oferta oficina de leitura e escrita

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A Biblioteca Pública do Paraná está com inscrições abertas para o seu primeiro curso online: De Próprio Punho — Oficina de Leitura e Escrita, ministrado pelo professor Rafael Ginane Bezerra. As aulas acontecem ao vivo, todas as segundas-feiras, das 17h30 às 19h30, a partir do dia 13, e seguem até 9 de novembro.

Para se inscrever gratuitamente, os interessados devem enviar um parágrafo, até o dia 8, para o e-mail rginane@gmail.com, explicando por que estão procurando a oficina. São 15 vagas disponíveis.

Segundo o professor, o curso é inspirado em uma experiência concebida pelas escritoras argentinas María Teresa Andruetto e Lilia Lardone. “Sugere-se um modelo de oficina ancorado na lógica horizontal da mediação, no qual um coordenador compartilha a leitura de textos breves para, em seguida, através de atividades práticas, fundamentar exercícios de expressão e de exploração do imaginário. Assim, o funcionamento da oficina pressupõe uma concepção particular de aprendizagem que, por ser estruturante, delimita suas principais características”, diz.

Para Ginane, a omissão do adjetivo “literária” no nome da oficina explica a natureza de sua proposta. “Geralmente, nós, pessoas comuns, apesar do anseio por uma relação íntima com a leitura e a escrita, associamos essas práticas aos espaços da alta cultura. Alheios às formalidades desses espaços, terminamos por naturalizar a ideia de que ler e escrever são capacidades, ou dons, que caracterizam alguns poucos”.

Rafael Ginane Bezerra é sociólogo e professor de Didática na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Participou de oficinas de escrita em Córdoba, na Argentina, onde fez pós-doutorado em Didática da Leitura e da Escrita. É autor dos livros de contos A Dor de Uma Família, e Rua Professor Cleto, 381.

SERVIÇO: De Próprio Punho — Oficina de Leitura e Escrita.
Todas as segundas-feiras, das 17h30 às 19h30, a partir do dia 13.
Inscrições gratuitas até o dia 8 de julho pelo e-mail rginane@gmail.com

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Cotidiano

Cavalgada

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Turismo e Lazer

Café Colonial da Bisa reabre neste final de semana em Quatro Barras

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O Café Colonial da Bisa reabre as portas neste sábado (18) com o tradicional café colonial da região. São mais de 60 quitutes no cardápio entre doces e salgados, além de sucos e cafés em um ambiente aconchegante que faz lembrar a casa da vovó.
 
Pertinho da serra em Quatro Barras, o Café colonial da Bisa está aberto aos sábados domingos e feriados das 12h às 18h30 na Av. São Sebastião 2.800.
 
A casa comunica que estará seguindo todas as recomendações dos órgãos competentes para o combate e prevenção ao Covid-19, tomando todas as medidas cabíveis para a segurança de todos.
 
 
 
 
Pertinho da serra em Quatro Barras, o Café colonial da Bisa está aberto aos sábados domingos e feriados das 12h às 18h30 na Av. São Sebastião 2.800. / Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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Turismo e Lazer

Paraná estuda criação de geoparque na região Centro-Sul

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Localizado no Centro-Sul do Estado, o município de Prudentópolis possui um rico patrimônio natural e imaterial e é cotado para ser o primeiro geoparque do Paraná. Apesar do nome, o termo não se refere a um parque, mas a uma área com limites bem definidos, onde locais e paisagens de grande relevância geológica, aliadas aos outros bens naturais e culturais da região, são integrados em estratégias de desenvolvimento territorial.

 

A iniciativa é do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria com o Instituto PR-Turismo, Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Prefeitura de Prudentópolis.

Um geoparque constitui uma atração turística internacional com cunho científico, por ser uma área de interesse arqueológico e que conta a história da formação da Terra e das transformações ao longo dos bilhões de anos. As estratégias envolvem a conservação da natureza, a educação e a promoção do desenvolvimento econômico sustentável das comunidades locais.

 

De acordo com o diretor de Gestão Territorial do IAT, Mozarte de Quadros Júnior, o projeto do geoparque coloca mais uma vez o Paraná na rota internacional dos parques da Unesco. “Temos a Floresta de Mata Atlântica e as Cataratas do Iguaçu que já fazem parte dessa rota. O geoparque vem para somar o potencial turístico e ecológico do Estado”, disse.

 

NA PRÁTICA – A criação de um geoparque leva em conta o patrimônio geológico. A ele, unem-se os demais bens patrimoniais como arqueologia, antropologia, história, esportes, cultura e artes.

 

Gil Piekarz, geólogo da Divisão de Geologia da Diretoria de Gestão Territorial do IAT, destaca que um geoparque é para a sociedade. “É para a comunidade se unir em um trabalho conjunto para celebrar o território. A Terra tem 4,6 bilhões de anos com montanhas e rochas de origem marinha que precisam ser preservadas para as futuras gerações, o avanço da geociência e uso turístico”, explica.

 

Hoje, existem 145 Geoparques Mundiais da Unesco e muitos outros em redes nacionais e continentais. O Brasil possui um geoparque na rede da Unesco – o  Geoparque Chapada do Araripe, no Ceará.

 

Neste ano, dois projetos de geoparques brasileiros tiveram seus dossiês aceitos para, em breve, fazerem parte da rede Unesco: o geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte (RN), e o geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, divisa entre Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).

Muitas outras áreas no território brasileiro estão em estudo, entre elas o futuro geoparque de Prudentópolis.

PRUDENTÓPOLIS – O município de Prudentópolis se enquadra nas características de um geoparque por possuir um patrimônio geológico relevante.

 

A região conta com cachoeiras e cânions, árvores petrificadas de milhões de anos, a Escarpa da Serra da Esperança, fósseis de idade permiana, belíssimos afloramentos do Aquífero Guarani, cavernas e paleotocas. Além disso, concentra expressiva cultura ucraniana, religiosidade, museus, prováveis casas indígenas da tribo Kaingangue, um significativo patrimônio arqueológico e os faxinais, entre outros bens naturais e imateriais.

 

COMO SURGIRAM – A ideia da criação de geoparques nasceu em 1997, em um congresso de geologia em Beijing, na China. Em 2000 foi criada a rede europeia com quatro geoparques (França, Espanha, Alemanha e Grécia, um em cada país). Em 2004 foi instituída, na sede da Unesco, em Paris, a rede global, envolvendo 17 geoparques europeus e oito chineses.

Em novembro de 2015, durante a 38ª conferência geral da organização, os 195 estados-membros da Unesco ratificaram a criação de uma nova categoria para a conservação e proteção: Geoparques Mundiais da Unesco. (ANPR)

Salto e Canion São João. Foto: Divulgação/IAT
Salto São Francisco Foto: Divulgação/IAT

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