Turismo e Lazer

Estado recebe área da União para a Base Náutica de Guaratuba

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A União autorizou a cessão ao Governo do Estado de um imóvel para a implantação da Base Náutica de Guaratuba, no Litoral. Localizada na Rua Capitão João Pedro, no Centro da cidade, a área tem cerca de 2,5 mil metros quadrados, incluindo terrenos da Marinha, e conta também com um espaço físico de 520 metros quadrados construído em águas públicas.

A portaria da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União que autoriza a cessão foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (06).

A Base Náutica contará com um ancoradouro para embarque e desembarque, com capacidade para três embarcações simultaneamente, além de um receptivo náutico para atendimento ao público e estacionamento.

 “Este é mais um projeto do Governo do Estado para o desenvolvimento do Litoral paranaense”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Guaratuba e os outros municípios litorâneos têm muitas belezas e uma capacidade enorme de receber mais turistas. O governo busca incentivar e prover a infraestrutura para ampliar essa visitação, o que gera emprego e renda na região”, diz.

PROJETO – A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e a Paraná Turismo já contam com um projeto para a ocupação do local, elaborado pela Paraná Edificações. A previsão é que seja feita uma concessão à iniciativa privada, processo que está em fase de estudo e de viabilidade, para avaliar como será a construção e a gestão da Base Náutica.

 A locação ou arrendamento do imóvel para exploração comercial estão previstos na portaria, desde que sejam feitos os procedimentos licitatórios previstos em lei.

“O terreno locado em Guaratuba pertence à União e o Estado precisava dessa autorização para poder utilizar o espaço”, explica a diretora Técnica da Paraná Turismo, Isabella Tioqueta. “A cessão de uso nos adianta uma etapa e facilita o processo de concessão”, ressalta.

CESSÃO – De acordo com a portaria, o prazo de cessão do imóvel será de dez anos, contados a partir da assinatura do contrato, prorrogável pelo mesmo período. A implantação da Base Náutica tem um prazo de 24 meses após a assinatura, que é condicionada à obtenção de todos os licenciamentos, autorizações, documentos e alvarás necessários ao funcionamento da estrutura náutica. (ANPr)

 

Estado recebe área da União para a Base Náutica de Guaratuba. Foto: Divulgação/PRTUR

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Cotidiano

Cavalgada

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Turismo e Lazer

Café Colonial da Bisa reabre neste final de semana em Quatro Barras

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O Café Colonial da Bisa reabre as portas neste sábado (18) com o tradicional café colonial da região. São mais de 60 quitutes no cardápio entre doces e salgados, além de sucos e cafés em um ambiente aconchegante que faz lembrar a casa da vovó.
 
Pertinho da serra em Quatro Barras, o Café colonial da Bisa está aberto aos sábados domingos e feriados das 12h às 18h30 na Av. São Sebastião 2.800.
 
A casa comunica que estará seguindo todas as recomendações dos órgãos competentes para o combate e prevenção ao Covid-19, tomando todas as medidas cabíveis para a segurança de todos.
 
 
 
 
Pertinho da serra em Quatro Barras, o Café colonial da Bisa está aberto aos sábados domingos e feriados das 12h às 18h30 na Av. São Sebastião 2.800. / Foto: Valdir Lentcsh/Face da Notícia

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Turismo e Lazer

Paraná estuda criação de geoparque na região Centro-Sul

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Localizado no Centro-Sul do Estado, o município de Prudentópolis possui um rico patrimônio natural e imaterial e é cotado para ser o primeiro geoparque do Paraná. Apesar do nome, o termo não se refere a um parque, mas a uma área com limites bem definidos, onde locais e paisagens de grande relevância geológica, aliadas aos outros bens naturais e culturais da região, são integrados em estratégias de desenvolvimento territorial.

 

A iniciativa é do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria com o Instituto PR-Turismo, Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Prefeitura de Prudentópolis.

Um geoparque constitui uma atração turística internacional com cunho científico, por ser uma área de interesse arqueológico e que conta a história da formação da Terra e das transformações ao longo dos bilhões de anos. As estratégias envolvem a conservação da natureza, a educação e a promoção do desenvolvimento econômico sustentável das comunidades locais.

 

De acordo com o diretor de Gestão Territorial do IAT, Mozarte de Quadros Júnior, o projeto do geoparque coloca mais uma vez o Paraná na rota internacional dos parques da Unesco. “Temos a Floresta de Mata Atlântica e as Cataratas do Iguaçu que já fazem parte dessa rota. O geoparque vem para somar o potencial turístico e ecológico do Estado”, disse.

 

NA PRÁTICA – A criação de um geoparque leva em conta o patrimônio geológico. A ele, unem-se os demais bens patrimoniais como arqueologia, antropologia, história, esportes, cultura e artes.

 

Gil Piekarz, geólogo da Divisão de Geologia da Diretoria de Gestão Territorial do IAT, destaca que um geoparque é para a sociedade. “É para a comunidade se unir em um trabalho conjunto para celebrar o território. A Terra tem 4,6 bilhões de anos com montanhas e rochas de origem marinha que precisam ser preservadas para as futuras gerações, o avanço da geociência e uso turístico”, explica.

 

Hoje, existem 145 Geoparques Mundiais da Unesco e muitos outros em redes nacionais e continentais. O Brasil possui um geoparque na rede da Unesco – o  Geoparque Chapada do Araripe, no Ceará.

 

Neste ano, dois projetos de geoparques brasileiros tiveram seus dossiês aceitos para, em breve, fazerem parte da rede Unesco: o geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte (RN), e o geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, divisa entre Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).

Muitas outras áreas no território brasileiro estão em estudo, entre elas o futuro geoparque de Prudentópolis.

PRUDENTÓPOLIS – O município de Prudentópolis se enquadra nas características de um geoparque por possuir um patrimônio geológico relevante.

 

A região conta com cachoeiras e cânions, árvores petrificadas de milhões de anos, a Escarpa da Serra da Esperança, fósseis de idade permiana, belíssimos afloramentos do Aquífero Guarani, cavernas e paleotocas. Além disso, concentra expressiva cultura ucraniana, religiosidade, museus, prováveis casas indígenas da tribo Kaingangue, um significativo patrimônio arqueológico e os faxinais, entre outros bens naturais e imateriais.

 

COMO SURGIRAM – A ideia da criação de geoparques nasceu em 1997, em um congresso de geologia em Beijing, na China. Em 2000 foi criada a rede europeia com quatro geoparques (França, Espanha, Alemanha e Grécia, um em cada país). Em 2004 foi instituída, na sede da Unesco, em Paris, a rede global, envolvendo 17 geoparques europeus e oito chineses.

Em novembro de 2015, durante a 38ª conferência geral da organização, os 195 estados-membros da Unesco ratificaram a criação de uma nova categoria para a conservação e proteção: Geoparques Mundiais da Unesco. (ANPR)

Salto e Canion São João. Foto: Divulgação/IAT
Salto São Francisco Foto: Divulgação/IAT

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