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MON faz nova edição virtual do programa Artistas do Acervo

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Um dos mais tradicionais programas do Museu Oscar Niemeyer (MON), o Artistas do Acervo terá nova edição virtual no próximo domingo (18). O diálogo será entre o professor e curador Paulo Reis e os designers Carol Armellini e Paulo Biacchi, com o tema Conforto em Confronto. Haverá transmissão ao vivo no canal do MON no Youtube, a partir das 16 horas.

A essência do programa é oferecer um espaço de diálogo entre o público e os artistas, o que permite abordar e discutir o conteúdo do acervo com curadores e professores.

Neste mês, a obra em destaque é o Banco R540, uma das selecionadas para a exposição do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira (2009) e que integra o acervo do MON.

A peça remete às cadeiras da década de 1960, pois utiliza o mesmo material em sua estrutura: cordão de PVC, também chamado de espaguete plástico, e metal. O Banco R540 tem a assinatura do Estúdio Fetiche Design, criado em 2008 pelos designers Carol Armellini e Paulo Biacchi, homenageados nesta edição do Artistas do Acervo.

Outra criação da dupla de designers é a Poltrona MON, que integra o mobiliário do MON Café. Seu desenho remete à silhueta do prédio do Olho, projetado por Oscar Niemeyer. A peça foi desenvolvida em madeira Tauari e palhinha natural para o encosto.

O mediador do diálogo com os designers será o professor Paulo Reis, pesquisador nas áreas de curadoria, performance, ações artísticas no espaço urbano e crítica de arte.

As edições virtuais do programa Artistas do Acervo são mensais. A próxima, em novembro, terá a participação da artista e professora Fernanda Magalhães.

O MON – O Museu Oscar Niemeyer abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.

O acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, 17 mil deles de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Artistas do Acervo – Conforto em Confronto

Com Paulo Reis e os designers Carol Armellini e Paulo Biacchi
Data: 18/10 (domingo)
Horário: 16h

Os designers Carol Armellini e Paulo Biacchi. Foto: Daniel Katz.

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Turismo tem retomada gradual e setor acredita em recuperação plena em 2021

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Os resultados da segunda edição da Sondagem dos Impactos da Covid-19 desenvolvida em parceria entre a Paraná Turismo e o Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) mostram que o setor de turismo está retornando as atividades de forma gradual e que o empresariado do Estado acredita em uma retomada plena das somente em 2021. Os dados foram coletados no período de 4 a 16 de setembro.

O período pandêmico afeta diretamente a intenção de viagem do turista em potencial e, consequentemente, o setor do turismo. Diante desse cenário, o retorno das atividades turísticas depende não somente do respeito a protocolos sanitários, mas também de como será o comportamento do turista, o que afeta diretamente os empreendimentos.

Cerca de 70% dos 1.050 empresários do setor do turismo que responderam à pesquisa acreditam que a retomada em um ritmo mais forte não é esperada em 2020. Ainda de acordo com a sondagem, apenas 18% dos hotéis do Paraná tiveram mais do que 40% de ocupação em setembro, o que demonstra que o movimento de turistas no Estado ainda é tímido, mas que dá algumas demonstrações de recuperação.

Outro dado que demonstra os impactos da pandemia no turismo é que 65% das empresas do setor demitiram pelo menos uma pessoa no período e que menos de 6% fizeram contratações. A previsão de empresários é que as reposições de vagas de trabalho devam acontecer somente entre janeiro e fevereiro.

A pesquisa nasceu ainda entre os meses de março e abril, com a intenção de entender as necessidades do empresário e a visão do turista nos momentos iniciais da pandemia, além de ter servido como embasamento para o Projeto de Retomada do Turismo no Paraná. A segunda edição da sondagem, com dados coletados de 4 a 16 de setembro, foi feita por uma necessidade de reavaliação dos resultados da primeira edição.

GRADUAL  De acordo com a diretora técnica da Paraná Turismo, Isabella Tioqueta, o que se pode perceber a partir dos dados da segunda avaliação é que o setor do turismo está, sim, retornando de forma gradual.

Esse indicativo é corroborado, inclusive, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta aumento de 28% nas atividades turísticas na comparação entre os meses de julho e agosto. “Um dado importante da nossa pesquisa é o de entender que essa necessidade [de o turista se deslocar] vem de alguns segmentos prioritários que buscam a não aglomeração, como turismo de aventura, ecoturismo e turismo rural, que são segmentos trabalhados essencialmente ao ar livre”, explicou Isabella.

A diretora técnica esclareceu, ainda, o motivo de ter sido feita uma segunda etapa da sondagem. “Foi feita uma reavaliação dessa pesquisa principalmente buscando entender qual é a atual visão do turista e da população paranaense e também qual é a situação que os empresários do setor do turismo vêm passando nesse momento”.

GUIAS  A Paraná Turismo lançou também os resultados da Sondagem dos Impactos da Covid-19 com os guias de turismo, que foi feita durante o mês de setembro. Assim como na sondagem feita com os empresários, a maioria dos 140 guias (41%) respondentes também acredita que as atividades turísticas só devem retornar plenamente somente a partir do segundo semestre de 2021.

A pesquisa apontou também que entre os guias respondentes, 32% conseguiram se manter operacionais após o decreto de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em março.

Com relação às medidas governamentais mais relevantes para a minimização da crise provocada pela pandemia, 23% acreditam que a principal delas seja a promoção de campanhas publicitárias para incentivar o turismo, enquanto que 17% acreditam que a principal medida seja a disponibilização de auxílio financeiro para capital de giro.

Esses dados refletem outra informação apontada pela pesquisa, a de que 57% dos guias responderam que necessitam de crédito durante o período de pandemia. Até por conta dessa necessidade, 22% tiveram que adotar o corte de custos como principal medida de mitigação dos impactos da pandemia, enquanto que 18% passaram a trabalhar com remarcações ou adiamento de serviços. (AEN)

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Polo de porcelanas,Campo Largo se destaca no cenário nacional

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Campo Largo, município da Região Metropolitana de Curitiba, é o maior polo brasileiro de produção de porcelanas. O segmento é mais um a integrar o projeto Feito no Paraná, criado pelo Governo do Estado para dar visibilidade e valorizar empresas e produtos paranaenses.

A região se especializou neste tipo de produto e abriga 20 indústrias de porcelana, porcelana decorativa e de cerâmica. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmica, Louça e Porcelana no Paraná (Sindilouças), Fábio José Germano da Silva, o segmento gera cerca de 3 mil empregos diretos.

Silva afirma que a produção de cerâmica de Campo Largo é mais conhecida nos demais estados brasileiros que pelos próprios paranaenses. “A porcelana fabricada aqui vai para todo o Brasil e uma pequena parcela é exportada”, explica o empresário.

“A porcelana fabricada aqui é tradicional, de alta qualidade, e saber que é feita em Campo Largo agrega valor aos produtos”, acrescenta Silva. Segundo ele, o Sindilouças está estudando a criação de um selo para ser colocado nas peças produzidas no município: Made in Campo Largo, uma forma de identificar e reforçar a procedência.

TRADIÇÃO – Uma das mais tradicionais indústrias da cidade é a Schimidt. A empresa, fundada em 1945, tem uma fábrica operando desde 1953 e hoje é uma das marcas de louças de mesa mais tradicionais do Brasil.

O gestor da empresa, Nelson Luiz Vieira de Morais Lara, destaca que antes da pandemia 50% da produção era destinada a bares, hotéis e restaurantes. O restante era subdividido entre mercado, lojas e vendas online. Com a pandemia, as vendas online cresceram vertiginosamente e a empresa já tem negócios fechados até o ano que vem. “O e-commerce está explodindo e agora estamos conhecendo um novo tipo de consumidor, que passou mais tempo em casa e começou a verificar o que faltava no lar”, conta Lara.

A guinada das vendas permitiu que a empresa mantivesse todo o quadro de funcionários mesmo com a pandemia. Hoje, são 570 pessoas produzindo cerca de 1,1 milhão de peças por mês.

DIFERENCIAL – Outra empresa referência na produção de porcelana no município é Germer. Criada em 1978, a fábrica emprega cerca de 500 pessoas e produz em média um milhão de peças por mês.

De acordo com o diretor comercial Juliano Rodrigues Alves, as vendas da empresa também se inverteram após a pandemia. “Até o início da pandemia as vendas concentravam-se no mercado profissional. Hoje, a proporção se inverteu e 60% da nossa produção é destinada ao varejo”, explica.

A Germer se destaca no mercado por ser a única empresa a produzir porcelana colorida e também que adota três processos produtivos na fábrica: porcelana líquida, plástica e em pó.

Para o diretor-presidente, Antônio Jurandir Girardi, o fato de concentrar a produção de porcelanas numa mesma região traz muitas vantagens. “Temos acesso mais fácil à mão de obra especializada e também fica mais fácil de formar nossos funcionários”, afirma.

Girardi ressalta que tornar as empresas e a produção paranaenses conhecidas da população é muito importante. “É necessário que a população tenha consciência do que é feito aqui porque estas indústrias geram renda, fazem a economia girar e ajudam a qualificar a região onde estão inseridas”.

O PROGRAMA – Criado pelo Governo do Estado para dar mais visibilidade para a produção estadual, o programa feito no Paraná vai estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. O projeto elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes busca, assim, estimular a economia e a geração de renda, mostrando à população as vocações produtivas regionais, destacando a qualidade do que é feito perto de casa e, como consequência, impulsionar o desenvolvimento de empresas que oferecem emprego a quem vive no Estado.

Governo fará campanhas para apresentar produtos e valorizar histórias de “quem faz o Paraná crescer”. Para enriquecer o modelo do “Feito no Paraná” está sendo formado um grupo técnico de trabalho. O Governo do Estado tem promovido reuniões com entidades representativas e de classe para auxiliar no programa, tais como Fecomércio, Fiep, Associação Brasileira Paranaense de Supermercados, ACP, Ocepar, Sesc e Sebrae, Conselho de Desenvolvimento Empresarial e de Infraestrutura do Paraná, Fetranspar, Faep e Faciap, entre outras instituições.

A iniciativa inclui um site com informações do que é Feito no Paraná voltado para consumidores e para quem deseja ampliar seus negócios. Neste ambiente, as empresas com CNPJ e produção no Paraná poderão cadastrar seus sites e contatos. A intenção do Governo é também estimular as vendas online. O endereço eletrônico é http://www.feitonoparana.pr.gov.br. (Fotos: Ari Dias/AEN)

Foto: Ari Dias/AEN.
Feito no Paraná. Foto: Ari Dias/AEN.

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Primavera começa ensolarada em quase todo o Paraná

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A primavera começa às 10h31 desta terça-feira (22 de setembro) e termina às 07h02 de 21 de dezembro. Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o primeiro dia da estação será ensolarado em quase todo o Estado. O tempo fica nublado apenas em Curitiba e Região Metropolitana, no Norte Pioneiro, nos Campos Gerais e no Sudeste. Há previsão de chuva no Litoral. As temperaturas devem variar entre 4 ºC em Rio Negro e 29 ºC em Umuarama, Guaíra e Foz do Iguaçu.

Segundo o coordenador de Operação do Simepar, meteorologista Marco Jusevicius, o fenômeno La Niña será o principal drive climático na primavera do Hemisfério Sul, com intensidade variando de fraca a moderada. Ela provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões climáticos.

No início da estação, as temperaturas apresentam maior amplitude térmica – a diferença entre os valores mínimos e máximos diários – a qual tende a diminuir com a aproximação do verão. A temperatura média do ar deve manter-se próxima ou ligeiramente acima da normal climatológica. Estão previstas grandes variações em períodos curtos, causadas pelo rápido deslocamento de frentes frias e tempestades intensas, características da estação no Estado. São esperados períodos prolongados sem chuva semelhantes aos ocorridos no outono e no inverno deste ano.

“As chuvas devem aumentar progressivamente, mas os volumes ficarão próximos ou abaixo da normal climatológica, com distribuição espacial muito irregular”, afirma o meteorologista.

Os eventos meteorológicos severos – como fortes rajadas de ventos, granizo e muitos raios – só podem ser detectados em curto prazo. Para receberem alertas por SMS, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o número 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).

ESCASSEZ HÍDRICA – O cenário climatológico indica a permanência da crise hídrica no Paraná. O Simepar faz o monitoramento hidrológico, que é o acompanhamento em tempo real das condições das 200 bacias hidrográficas paranaenses.

Para tanto, utiliza alta tecnologia: uma rede telemétrica de 120 estações, antenas de recepção de uma constelação de satélites e três radares instalados em Teixeira Soares, Cascavel e Curitiba.

Os dados são coletados em medições horárias e sub-horárias das chuvas, temperaturas e vazões dos rios. Na sequência, são integrados e processados por sistemas computacionais, gerando produtos geo-espaciais. Após análise dos dados atuais e históricos, os meteorologistas emitem uma previsão tradicional para até 15 dias e outra climática sazonal, atualizada mensalmente. Além disso, são feitas estatísticas dos quantitativos de chuvas e desvio das médias climatológicas. As informações são compartilhadas no Monitor de Secas do Brasil e na Sala de Crise da Região Sul.

INCÊNDIOS – O Simepar também monitora incêndios, queimadas e focos de calor. O Sistema VFogo detecta essas ocorrências em grandes extensões territoriais e áreas específicas. É possível identificar o momento e o local em que o evento teve início, sua evolução, propagação, direção, sentido, intensidade e extinção, bem como o tipo de vegetação – floresta, arbustos, pastagem e agricultura. Os dados são atualizados a cada dez minutos.

“Na primavera e no contexto da estiagem, o baixo teor de umidade da vegetação favorece a combustão, a ignição e a propagação de incêndios”, explica o pesquisador e coordenador de Inovação do Simepar, Flavio Deppe. Segundo ele, o VFogo possibilita o lançamento de alertas em tempo quase real.

A ferramenta emprega três tecnologias convergentes nas ciências ambientais: sensoriamento remoto por satélites de alta resolução temporal e espacial, processamento de alto volume de dados geo-espaciais em diferentes formatos (Big Data) e modelos matemáticos de análise e aprendizagem gerados a partir de técnicas de inteligência artificial. Combina diversas camadas de informações em interface webgeo com suas típicas funcionalidades, como escala, zoom e pan.

As imagens de uma mesma área são apresentadas em diferentes modos de composições. O modo “true color” ou “visível” evidencia a fumaça. O modo “infravermelho” destaca as temperaturas mais altas. Já o modo “fusion” faz uma fusão de ambos para realçar os pontos de fumaça, fuligem e particulados.

AGRICULTURA – “A previsão de uma primavera mais seca neste ano devido à influência de La Niña é preocupante para a agricultura”, diz a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Heverly Morais. Segundo ela, as culturas de soja, milho e feijão podem ser impactadas pela estiagem prolongada.

Como estratégia de proteção, Morais recomenda escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes. Também sugere começar a semeadura no período adequado, não utilizar população de plantas superior à indicada, plantar sementes de boa qualidade e cultivares adaptadas à região, mantendo o equilíbrio nutricional das plantas.

“Como os veranicos são recorrentes durante as safras no Paraná, convém incluir no planejamento agrícola a tecnologia da rotação de cultura com plantas de cobertura em sistema de plantio direto”, afirma. Segundo ela, essa técnica melhora os atributos físico-químicos do solo, favorece o aumento de infiltração de água e aprofunda as raízes, além de reduzir a temperatura e a evaporação em períodos de estiagem fraca ou moderada. (AEN)

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