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Museu Oscar Niemeyer apresenta a maior exposição já realizada pelos artistas OSGEMEOS

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A exposição “OSGEMEOS: Segredos”, promovida pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), poderá ser vista pelo público a partir do dia 18 (sábado). Produção original da Pinacoteca de São Paulo, a mostra em Curitiba é uma parceria com o MON, apresentada pela Copel e viabilizada pelo governo do Paraná. Ingressos já estão à venda, R$ 20 e R$ 10 (meia) .

São mais de 850 itens, entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas, intervenções site specific, desenhos e cadernos de anotações. As obras estarão na torre e na sala expositiva do Olho.

“Mais do que nunca, a arte apresenta-se aqui como inspiração”, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. Ela comenta que as cores, o movimento e a alegria presentes nas obras iluminam e ajudam a fazer a travessia entre o agora e uma nova fase, pós-pandemia.

“Neste momento, em que todos focamos numa reconstrução, seja individual ou coletiva, a arte desta genial dupla de irmãos contribui com a nossa busca interna”, afirma. Seus traços retratam o dia a dia das grandes cidades e suas obras nos levam a uma imersão que revela pertencimento e identidade a símbolos locais e cotidianos, que nos conectam ao lúdico”.

A superintendente-geral da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, afirma que em muitas cidades do mundo as obras nos espaços públicos em grandes proporções foram um respiro durante o isolamento social.

“Estamos felizes em receber a exposição, que sela definitivamente a paixão do grande público por essa arte”, comenta. “É muito interessante perceber como OSGEMEOS conseguem transitar entre a arte urbana e o museu tornando seus desenhos cheios de representação acessíveis a todos”.

“OSGEMEOS: Segredos” é a primeira retrospectiva de grande porte que examina a produção dos artistas desde o começo da década de 1980 até a atualidade. “Esta é a maior exposição já produzida por eles”, diz o curador da mostra, Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo.

“Como indica o título ‘Segredos’, o objetivo da mostra é revelar novas visões do fazer artístico d’OSGEMEOS. Objetos pessoais, como cadernos, fotos, desenhos e pinturas que datam desde a infância dos dois irmãos até hoje são apresentados ao público pela primeira vez, incluindo estudos e obras de arte que precedem em muito seus famosos personagens e lançam luz sobre as raízes de seu surgimento. Influências artísticas e colaborações são expostas ao lado de pinturas e esculturas recentes”, informa o curador.

OS ARTISTAS – A dupla de artistas formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (São Paulo, 1974) construiu uma trajetória no mundo das artes sem nunca ter perdido de vista o desejo de manter-se acessível ao grande público.

Esse percurso inclui a participação em mostras nas principais instituições internacionais, como o Hamburger Bahnhof, em Berlim, em 2019, com um projeto concebido em parceria com o grupo berlinense de breakdance Flying Steps – um dos mais premiados mundialmente; a Vancouver Biennale, Canada (2014); o Moca – Museum of Contemporary Art, em Los Angeles (2011); o MOT – Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio, Japão (2008) e a Tate Modern, em Londres, Reino Unido (2008), onde os artistas pintaram a fachada, e a Trienale de Milão (2006), entre outros.

Ao longo da carreira, os irmãos também receberam convites para criar para os principais espaços públicos de mais de 60 países, incluindo Suécia, Alemanha, Portugal, Austrália, Cuba, Estados Unidos – com destaque para os telões eletrônicos da Times Square, em Nova York (2015) –, entre outros.

Gustavo e Otávio sempre tomaram o espaço urbano como lugar de vivência e de pesquisa desde o início de sua produção, em meados da década de 1980. Os artistas partiram de uma forte imersão na cultura hip hop, que havia chegado ao Brasil no momento em que os irmãos começaram a produzir, e da influência da dança, da música, do muralismo e da cultura popular para desenvolver um estilo singular, com atmosfera alegre, que acabou se tornando um emblema dos espaços urbanos pelo Brasil e pelo mundo.

Seus trabalhos contam histórias – às vezes autobiográficas – cujas tramas envolvem fantasia, relações afetivas, questionamentos, sonhos e experiências de vida.

OSGEMEOS mantém seu ateliê, até hoje, no Cambuci, antigo bairro de operários e imigrantes na região central de São Paulo, no qual passaram sua infância e juventude. A partir da década de 1990, suas experimentações – não só em graffiti, mas também pintura em telas e esculturas estáticas e cinéticas – ultrapassaram os limites bidimensionais, culminando na construção de um universo próprio que opera entre o sonho e a realidade.

SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.

No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço

“OSGEMEOS: Segredos”

Data: A partir de 18 de setembro

Local: Museu Oscar Niemeyer (MON) – Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba – PR

Ingressos: Exclusivamente online.

De terça a domingo, das 10h às 18h

Fotos: Filipe Berndt

A exposição “OSGEMEOS: Segredos”, realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), poderá ser vista pelo público a partir de 18 de setembro. – Foto: Filipe Berndt

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Quinteto de Sopro da Orquestra Sinfônica se apresenta sábado no jardim do Museu Paranaense

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Museu Paranaense (Mupa) recebe em seu jardim neste sábado (16), às 17h, o quinteto de sopro da Orquestra Sinfônica do Paraná, que apresentará dois temas para o público a partir da área externa da instituição. O evento faz parte da agenda de celebrações dos 145 anos do Museu, comemorados no segundo semestre de 2021 com uma série de ações especiais.

Com entrada gratuita e distanciamento social, o público poderá ocupar o gramado do jardim para assistir à apresentação. Algumas cadeiras serão disponibilizadas, mas quem quiser pode levar cangas, toalhas e cadeiras de praia para aproveitar a apresentação confortavelmente.

O quinteto vai apresentar as obras “Quinteto Para Instrumentos de Sopros”, de Mario Tavares; e Suite Belle-Époque in Süd Amerika, de Julio Medaglia. Participam os músicos Júlio Zabaleta (flauta), Paulo Barreto (oboé), Jairo Willkens (clarinete), André Vieira (trompa) e Jamil Bark (fagote), além do percussionista Leonardo Gorozito.

MUPA 145 ANOS – Uma das instituições culturais mais importantes do Paraná e o terceiro museu mais antigo do Brasil, o Museu Paranaense celebra quase um centenário e meio de intensa pesquisa científica, cuidado, conservação e formação de um acervo que hoje possui aproximadamente 800 mil itens, constituindo um dos mais importantes da América Latina.

Atualmente, além dos eixos temáticos História, Arqueologia e Antropologia, o Museu abre espaço para outras narrativas, criando conexão entre as ciências e a arte. “Buscamos transformar um museu centenário em um agente do século XXI”, afirma Gabriela Bettega, diretora do Mupa.

Serviço

Data: 16 de outubro, sábado

Horário: 17 horas

Entrada gratuita

Local: Museu Paranaense – Rua Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba – Paraná

(Foto: MUPA/SECC)

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4º Salão de Artes Visuais de Pinhais realiza abertura da exposição e premiação dos artistas

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Na noite desta quarta-feira (6), aconteceu no Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann a cerimônia de abertura e premiação do 4º Salão de Artes Visuais de Pinhais. O evento cultural é organizado pela Prefeitura de Pinhais, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Semel).

A edição deste ano do Salão de Artes Visuais traz ao público uma coletânea valorosa de obras de arte, das 54 inscritas, foram selecionadas 20 para exposição, que além da presencial, também foi criada uma virtual. Os trabalhos são provenientes de artistas das cidades de Antonina, Campina Grande do Sul, Cascavel, Curitiba, Palmeira, Pinhais, São José dos Pinhais e São Paulo.

A organização do evento realizou uma menção honrosa para alguns artistas que tiveram destaque pelo trabalho e premiou os três primeiros colocados com troféus, certificação e premiação em dinheiro, além do prêmio “Eduardo Edah – Destaque Pinhais”, para um dos artistas locais, buscando valorizar a produção artística do município.

Estiveram presentes na abertura do evento, a vice-prefeita de Pinhais, Rosa Maria; o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Bruno Sitima; representando a Câmara Municipal de Pinhais, o vereador Carlinhos do Elisa; os patrocinadores (Colégio Destaque, Missara Semijoias, Natal Papelaria e Presentes, Compactor, In Flux English School),  artistas, servidores do Departamento de Cultura e convidados.

Na abertura do Salão de Artes Visuais, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Bruno Sitima, frisou que este é o segundo evento presencial promovido pela secretaria que vem retomando as atividades. O secretário agradeceu ao trabalho da equipe do Departamento de Cultura, aos jurados que avaliaram as obras, aos patrocinadores pelo apoio e incentivo à cultura, e em especial, aos artistas, que apesar dos obstáculos enfrentados seguem empenhados na área. “A cultura e o esporte foram áreas muito afetadas durante a pandemia. Mas aqui em Pinhais, temos vontade e o incentivo da administração pública para desenvolvermos  atividades culturais e esportivas. Hoje, em especial, temos que parabenizar os artistas, pois nunca deixam a cultura morrer. Sem dúvida a pandemia deixou mais difícil esta área, mas vocês não desistiram. Mesmo tendo um número menor de participantes nesta edição, vocês estão presentes, fazem um trabalho incrível, persistem, por isso, faço questão de dizer que este evento é de todos vocês”, destacou Bruno.

A vice-prefeita Rosa Maria parabenizou a organização do evento e enalteceu que a atual gestão tem um olhar especial pela cultura do nosso município. “É preciso ter vontade, é preciso compreender, que as pessoas também precisam de cultura. A cultura reafirma a nossa identidade. Teve uma época que nossa cidade era confundida com outro município. Aqui é a cidade do 4º Salão de Artes Visuais. Aqui é a cidade onde acontece a Mostra de Teatro, onde acontece o Festival Literário, um lugar onde tem uma cultura maravilhosa. Pinhais passou a ser diferenciada e não mais confundida. A cultura reafirma a identidade de um povo e passamos a gostar mais da cidade. Agradeço a todos por fazerem cultura com tanto amor. Todos os envolvidos neste evento, servidores, patrocinadores e artistas estão de parabéns. Nós fazemos um município melhor quando investimos em educação e cultura”, afirmou.

A exposição presencial do 4º Salão de Artes Visuais de Pinhais acontece até o dia 28 de outubro, no Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann. O local fica  na Rua 22 de Abril, 305, no bairro Centro.  Mais informações pelo telefone (41) 3912-5253. Já a exposição virtual pode ser conferida pelo público pelo endereço eletrônico (https://spark.adobe.com/page/8ResT3aeiygjX/). Na página foram disponibilizadas as imagens e descrição das obras, além das informações e o contato dos autores e relação dos premiados.

Salão Artes Visuais: Foto Fabio Cristiano
Salão Artes Visuais: Foto Fabio Cristiano.
Salão Artes Visuais: Foto Fabio Cristiano.

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Orquestra Sinfônica apresenta concertos virtuais em parceria com Instituto Portinari

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A Orquestra Sinfônica do Paraná estreia neste domingo (10), às 17h, mais uma série de concertos virtuais. O programa Clássicos Regionais é uma iniciativa do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (Iaosp) em parceria com o Instituto Portinari.

A ideia do programa é reunir obras clássicas de compositores como Bento Mossurunga, Brahms e Clóvis Pereira. Ao mesmo tempo que os músicos executam as obras no palco do Guairão, vemos, no cenário, a projeção de telas pintadas por Candido Portinari.

As telas de Portinari escolhidas para o programa mostram o regionalismo presente nas obras do artista. Meninos Soltando Pipas, por exemplo, retrata uma cena de infância com a qual a plateia consegue facilmente se identificar.

A primeira temporada da série Clássicos Regionais vai ao ar quinzenalmente, aos domingos, nas redes sociais da Orquestra Sinfônica do Paraná. Os concertos foram gravados com pequenos grupos de músicos, respeitando as normas de prevenção da Covid-19.

Todos os concertos serão gratuitos e ficarão disponíveis para o público por tempo indeterminado após a estreia.

Serviço

Data: domingo (10)

Horário: 17 horas

Depois, quinzenalmente, aos domingos

Concerto virtual – Gratuito

Foto: Teatro Guaíra

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